«Sempre fico doido da vida quando me apresentam esta frase: “É tão bom que nem parece português”.
Tive o privilégio de ter conhecido o trabalho dos portugueses (nós) um pouco por este mundo, assim como – usando a expressão em voga – a sua capacidade de resiliência.
Mas o que muitos de nós ainda não compreendemos é que ser português em Portugal obedece a algo tão simples quanto isto: a nossa forma desalentada de estar é a única maneira que temos de mostrar o nosso alento.
E só temos esta maneira na medida em que ainda reina o sistema feudal nas relações sociais, empresariais, religiosas, estatais e outras mais. É esta relação de feudalidade que temos de quebrar em definitivo, e, com sua licença, mandar para a puta que pariu as subserviências que tanto se cultivam.»
Do nosso comentador Vento. A propósito deste meu texto.

Boa escolha.
Este nosso comentador merece, Teresa.
Excelente.
Desejo-vos, um Feliz Natal para todos vós do DO.
Para si também, Alice. Obrigado, em nome de todos.
Bravo, caríssimo. Aplaudo e subscrevo integralmente.
(gosto de lê-lo assim, em versão ventania. 🙂
Bom Natal!