«Quando S. Jerónimo introduz a designação “Lucifer”, transforma a expressão “portador da luz”, que antes se aplicara a Cristo, no pior inimigo dos homens e de uma concepção de Deus.
O povo irá aprender a temer o “Demo”, que é afinal o próprio povo, e ainda “Lucifer” que era designação de Cristo – ou seja iria ter como principal inimigo aquele que traria a luz, que libertaria o povo das trevas.
(… quem quiser, pode continuar a ler aqui:
http://alvor-silves.blogspot.pt/2012/05/mayday.html)
É claro que etimologicamente se dirá que “demónio” vem de “daimon”, e nesse caso será de procurar aí a raiz “democrática”, que iludindo dar voto a todos, coloca todos os votos empilhados numa pirâmide zarolha.
Também etimologicamente não se dirá que “diabo” significaria “rico”… mas já se disse em tempos idos.
Por isso, o povo teme a ira dos diabos (ricos, mafarricos), e para isso confia que os “ricos” o protejam do “demónio”, ou seja, de si próprio. Algo em que estão implicitamente de acordo, porque os “ricos” também não querem ser vítimas do “demónio”-povo.
A ideia é que para que o povo seja ordeiro, cordeiro, há um sacrifício “cabrão”, que Abraão fez, e que veneramos em nome da Paz-coa (coar é filtrar, digamos, uma paz filtrada).
Acrescenta-se que “venerar” virá de Vénus que, enquanto estrela da manhã, é Lucifer, pois anuncia a alvorada.
Uns são ovelhas, e os pastores temem ser bodes expiatórios, porque se os pés-de-cabra abrem portas, também os denunciam na figura de “cabrões”. Isso e os chifres, cifras que se traduzem em cifrões.
Mas, como diria o outro, são tudo trocadilhos… e por isso, se não há pressão, qual é a pressa?
Não se passa nada!»
Do nosso leitor Da Maia. A propósito deste texto da Ana Vidal.

Obrigado, não estava à espera desta. fk
Agradeço e para o pessoal do Delito fica este vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=StCve-J4o
Deus e Diabo, segundo a imagem das apresentações, porque não conheço não me atrevo a negá-los . Mas lá que vivo com os meus, não me resta qualquer dúvida.
Bemn merecido. O nosso comentador Da Maia arrisca-se a ser um residente nesta rubrica. 🙂