«A cunhada da prima mais nova da madrinha do sobrinho do meio da senhora Merkel vendia para a Redoute lá da Alemanha (há-de haver uma, quiçá a própria Redoute, que também nos oferece promoções imbatíveis).
Mas o modelito não tinha saída e a empresa alegou defeito de fabrico (fazem desaparecer o pescoço das clientes) e devolveu-os à costureirinha, que ficou com um grande prejuizo.
Vai daí, a senhora Merkel apresentou-lhe uma proposta tentadora: Prometeu-lhe duas eurobonds do primeiro lote que fosse emitido e ficou com o stock todo. Ainda tem mais 726 por estrear, dentro do plástico e tudo.»
Da nossa leitora Zélia Parreira. A propósito deste texto do Rui Rocha.
Nota: Esta terá sido, desde sempre, a semana em que tive mais dificuldade em eleger o comentário. O que acaba por ser uma excelente notícia para este blogue.

Bem apanhado! 🙂
Esta semana li vários comentários que também podiam figurar aqui, sinal de que os nossos comentadores são muito bons.
É verdade, Leonor. Cheguei a ter cinco pré-seleccionados, o que nunca aconteceu. Mas a nossa amiga Zélia, com o seu bom humor alentejano, merece a distinção.
Eu continuo a achar que Wagner tem sempre efeito nos líderes alemães – nem sempre para melhor, é verdade, mas neste caso até que sim.
(Linha 3, coluna 6.)
Ploc! Um contratorpedeiro com sotaque germânico ao fundo.
Pedro, estragam-me com mimos!
Podem não acreditar, mas quando ela aparece nem consigo concentrar-me devidamente no que está a ser noticiado, os meus olhos fogem independentes para aquela peculiar peça de costura, o que é que querem?
Pois, eu sei, cérebro de mulher a funcionar…
Quanto à qualidade dos comentadores, subscrevo. Está aqui formado um verdadeiro fórum (muito interessante) de discussão, com contributos muito diferentes. Está de parabéns o Delito e os delituosos autores e leitores!
Um abraço.
Distinção bem merecida, Zélia. O sentido de humor fez a diferença…
Um abraço.
Tem piada. Só encontro semelhante gosto pela repetição da mesma indumentaria, em Inglaterra.
Querem ver que temos outra Rainha na Europa…da Europa, queria eu dizer 🙂
Há um oceano a separá-las. Ou, pelo menos, um largo canal.