«Não houve derrapagens. Não há desemprego. Não entrámos em pré-bancarrota. Não existe a lua. Não entrámos em recessão económica. Não temos sido mal governados. Não pedimos dinheirito à “troika”. Não existe corrupção. Não temos maus gestores públicos. Não existiram dinossauros. Não existe miséria/pobreza. Não temos péssimos deputados. Não existe incompetência. Não foram oferecidas caixas de robalos. Não temos o BPN. Não existem contas em offshore. Não pagamos impostos. Não temos portagens nas “scut’s”. Não há andorinhas na Primavera. Não temos défice orçamental. Não estamos endividados. Não temos salários baixos. Não sabemos cantar o fado. Não há subida de preços nos combustíveis. Não temos a gasolina cara. Não existem lojas chinesas. Não vendemos parte da EDP aos chineses. Não importamos petróleo. Não tivemos uma ministra da educação chamada Lurdes Rodrigues. Não houve aventuras na educação. Não temos de aturar a publicidade do Pingo Doce. Não há criminosos no nosso país. Não houve cortes nos salários e nas pensões. Não existem blogues.»
Do nosso leitor Gonçalo Correia. A propósito deste texto do João Carvalho.

Vou ali e já venho…cortar os pulsos:(
Merecidíssimo destaque.
Uma escolha merecida, sem dúvida.
Muito obrigado pelo “delito de opinião”. Bem hajam!
Nós é que agradecemos, Gonçalo. Venham mais!
Um abraço.
Apenas uma correcção: substituir “pré-bancarrota” por bancarrota. Não abrimos bancarrota.
Ah, e não gastamos tempos e energias na adopção de ortografias de países estrangeiros.
Um excelente comentário. Quando li o post, há dias atrás, pensei que aquela fulana tão azeda ia safar-se e pelos vistos? Neste país ninguém é culpado de nada. É uma festa, uma grande festa!
Um dos melhores comentários já aqui eleitos nesta rubrica semanal, sem dúvida.
Muito merecido, sem sombra de dúvida.
Parabéns ao Gonçalo e ao Delito de Opinião.
Mantemos esta rubrica desde o início do blogue, Helena. Ou seja, há mais de três anos. Só uma vez não houve nenhum comentário eleito, o que diz bem da qualidade generalizada dos nossos leitores.