«A Rainha [Isabel II] é uma mulher extraordinária, por vezes fora do nosso alcance. É um símbolo de estabilidade, continuidade, prestígio e serviço à nação inglesa, e o mais extraordinário é que a longevidade que leva no trono não faz dela um resquício de outra época, bem pelo contrário, tem sabido manter-se estas seis décadas à frente da Inglaterra que não por acaso tem atravessado um dos períodos de maior prosperidade, tal como no reinado da sua avó Vitória. Revi há muito pouco tempo o filme A Rainha, épico pelo período de que trata e pela protagonista. Naquela semana fatídica da morte de Diana, ela vê abalada a ideia que tinha do seu povo, estóico e reservado nas suas emoções, mas apercebendo-se da mudança distinguiu até onde ia o verdadeiro sentimento colectivo e o que era enfatizado e orquestrado pelos media, cedendo assim somente o necessário, naquela atitude que faz dela a verdadeira e natural provedora do povo. Relembro o elogio que Tony Blair lhe fez nos seus 80 anos em que dizia: “A continuidade da monarquia oferece enorme segurança, pois seja o que for que se passe na politica, a serenidade isenta da Soberana é a melhor garantia da estabilidade. (…) Para qualquer primeiro-ministro acabado de chegar ao poder não há melhor suporte do que uma Monarquia Constitucional Democrática.” É de facto uma lição e claro está que grande parte das suas qualidades são partilhadas pela restante realeza europeia. Vale a pena mencionar as suas congéneres Beatriz da Holanda e Margarida da Dinamarca, duas outras mulheres sentadas em tronos e que bem têm sabido conduzir os destinos dos seus países.
Esperemos que por muito anos possamos ver Isabel II. Uma coisa é clara: no dia em que nos deixar o Mundo vai parar!»
Do nosso leitor Henrique Pimentel. A propósito deste meu texto.


Caro Pedro Correia, sinto-me lisonjeado por este destaque.
Fiquei aliás a saber agora desta prática também graças ao facebook que me fez dar pelo post.
Obrigado! Um abraço.
Ainda bem que reparou. O DELITO só agora está a entrar em força no Facebook.
Vá aparecendo por cá.
Um abraço.