«Benjamin Franklin dizia que «os credores têm melhor memória que os devedores». A Alemanha, que já conheceu os dois lados da barricada, parece porém não querer largar nunca a má memória dos devedores: foi a causadora das duas guerras mundiais e deixou a Europa e grande parte do mundo de pantanas. Ficou devedora e, sem a solidariedade de outros países, a sua reconstrução teria sido práticamente impossível. Depressa, porém, se esqueceu dessa sua condição. Voltou à mó de cima e continua sempre com aquela má memória de quem tem muito dinheiro para comer queijo todos os dias e a toda a hora.»
Do nosso leitor Luís Reis Figueira. A propósito deste texto do Luís M. Jorge.


Um texto lamentável. A hipocrisia e xenofobia continua em grande.
Um texto excelente. A senhora parece continuar com os tiques de hipocrisia e xenofobia da formação no velho Leste.
Chama-se hipócrita a quem paga os Fundos Europeus para Portugal e como ainda não chega ainda por cima são xenófobos.
Bela hipocrisia.
Tanta gente que os odeia, mesmo com os subsídios “europeus” mas hipócritas que são continuam a querer que os xenófobos alemães façam parte do seu clube. Porque será?
A razão é a de sempre: Gold diggers.
Está a falar do país que despedaçou a Europa três vezes?
3x?
Então o seu problema com os alemães vem de muito muito detrás. Significativo o silêncio enquanto chegavam os Marcos.
Que eu saiba as reparações de guerra foram decididas no pós guerra e cumpridas.
Não foram suficientes? talvez não tenham sido. É impossível pagar aquilo que se fez.
Mas então porque quer fazer parte do clube onde eles estão?
É ainda interessante esta vontade de um novo Tratado de Versailles do Sec.XXI.
Os Alemães têm de pagar agora 70, 90 anos depois pelo que fizeram.
É um dos que usa o lugar comum de que Versailles ajudou a provocar a Segunda Guerra…?
Não me parece correcto utilizar este tipo de argumentos – além de que não revela nenhum poder interpretativo da situação a que a UE chegou.
Obrigado, Pedro, mas parece-me que desta vez exagerou um pouco: na verdade, a frau Merkel está ainda mais feia do que é habitual. Será que voltou a exagerar na dose do queijo? As crises de vesícula são dos diabos e deixam-nos com o aspecto deplorável que a imagem bem documenta.
Abraço.
Deve ser do queijo francês, a que frau Merkel não está muito habituada. Chèvre. Abraço, Luís.
Na mouche!
De uma outra forma, a contribuição para o descalabro, está presente. Tal como nas duas Guerras.
Mais subtil ou nem tanto. Às suas ordens!
Pedro, este comentário peca pelo preconceito e roça a xenofobia.
É indiscutível que a Alemanha é responsável pelas duas enormes tragédias que custaram a vida a tantos milhões de pessoas no século XX.
É verdade que sem a solidariedade americana (sobretudo) e de outros países nao se teria levantado do chão.
Não é verdade que tenha má memória. Pagou e continua a pagar reparacoes às famílias e vítimas do Holocausto e da II Guerra. Ajudou a Polónia inúmeras vezes durantes os anos oitenta quando grassava a fome. Durante décadas passou cheques à Europa. Nenhum país do mundo doa mais dinheiro em campanhas de solidariedade. Os alemaes que conheco ( e sao muitos) são extraordinariamente generosos, preocupam-se quer com a Europa, quer com os underdogs deste mundo.
Se alguém se lembrasse de invocar o passado esclavagista português( as atrocidades cometidas durante séculos ) e durante o regime colonial português e fizesse a equação simplista: Português = Racista (semelhante a dicotomia maniqueísta Alemão = Nazi) como se sentiriam portugueses?
Helena, um dos critérios para a escolha destes comentários da semana, além da originalidade e da acutilância, é também o seu potencial grau de polémica. Algo que terá sido conseguido, como bem se vê.
O seu comentário é que peca, a meu ver, pela leitura enviezada. Como enviezada é a leitura que a chanceler faz da Europa. É dela que se fala, quando hoje se fala majestaticamente dos alemães ou da Alemanha. De resto, quer os antecessores ainda vivos quer (cada vez mais) os alemães não apoiam a condução política que ela quer imprimir à UE. Ver nisto xenofobia ou sequer preconceito é um exercício impossível.
Dado que tenho convicções fortes mas não tenho antolhos, como certos bichos – e não é que a leitura devia habituar-nos a ver de longe e para todos os lados?- odeio terrenos proibidos, tabus e desigualdades estatutárias no ofício do pensamento. Não me faltava mais nada… fiscais de linha do politicamente correcto, neste país pejado de complexados da boa opinião (uma coragem que até impressiona…). Por isso, Luís, disse e disse muito bem: diga sempre. Nem sempre concordo consigo, como sabe, o que é normal. Mas desta vez, percebi-o lindamente a até assino por baixo. Não se preocupe com os proprietários das fábricas de rótulos. temos de perceber que são comerciantes, como qualquer retalhista de botões e fechos.