«– Quer factura?
– Sim, por favor, como está na montra, aliás.
– Peço desculpa, mas já não temos dessas que o senhor quer. Actualmente já só temos faturas.
– Bom, dê-me lá então uma das que tiver, homem!
– Bem… mas são mais caras, devo avisá-lo…
– Mais caras? Então porquê?
– Sabe como é, são os custos do acordo ortográfico… dantes pagavam a taxa intermédia de 13% e agora, sem o ‘c’, pagam 23…
– Pois, meu caro senhor, garanto-lhe que isto não fica assim e que vou processar a Fazenda por estar a fazer publicidade enganosa a um producto que já não existe! E digo-lhe mais: vou escrever diretamente ao Victor para ele ficar a saber bem quantas letras são precisas para fazer o país avanssar.»
Do nosso leitor Luís Reis Figueira. A propósito deste texto do João Carvalho.


Já agora, vou contar o que falta. Não só a história que relatei no post é autêntica, como o amigo a que me referi é precisamente o meu velho amigo Luís Reis Figueira.
Sabia que somos muito amigos, o que eu desconhecia na verdade é que era assim tão “velho”… eheheh!
Obrigado, Pedro, simpático como sempre.
Um abraço, Luís.