«A minha experiência de viagem pelo país por terras desconhecidas permite-me esta afirmação: Na generalidade (honrosas excepções existem), as mulheres não sabem ler um mapa. Foram inúmeras as vezes em que tive que desistir da resposta a um pedido de ajuda de orientação numa localidade. A reacção mais comum é a de esbugalharem os olhos a olhar para o mapa, seguida de começarem a apontar áreas que reconhecem. Mas responder à questão: “Onde está o sítio X e como chego lá, a partir daqui?”, esqueçam.
Dito isto, a imposição dos seus esclarecimentos neste caso era obrigatória. A história dos homens faz-se com o que eles conseguem, não com o que lhes é permitido. Há uns dias vi uma situação semelhante, quando estava a estacionar a mota: quatro estrangeiras a olhar para um mapa, ao pé da minha casa, certamente perdidas.
Só não as “ajudei” porque decidiram avançar quando já estava a dez metros delas. Achei que correr atrás seria um abuso da Lei do Bom Samaritano, indiciando outras intenções menos nobres, que nunca me passaram pela cabeça. E assim se esfumou a potencialidade de um fim-de-semana diferente.»
Do nosso leitor Pedro Fonseca. A propósito deste texto do JAA.

Mas isso é por serem campónias, não por serem mulheres.
Ao contrário dos estereotipos, eu sei ler mapas e detesto pedir informações na rua.
Mas serão os homens muito diferentes? Qual a percentagem dos que sabem ler mapas? Talvez um pouco maior do que a das mulheres. Mas só um pouco…