«O conde de Romanones era uma das maiores fortunas de Espanha. Um seu amigo, homem com preocupações sociais, passava o tempo a dizer-lhe que era uma vergonha ser rico assim, havendo tanta miséria em Espanha, que devia fazer alguma coisa.
Um dia, farto, Romanones respondeu-lhe:
– Quanto achas que vale a minha fortuna?
– Não sei, para aí uns cem milhões de pesetas!
– E quantos espanhóis é que há?
– Para aí uns vinte milhões!
– Então quanto calha a cada um?
– Cinco pesetas!
O Conde tirou do bolso uma moeda de um duro e deu-a ao amigo:
– Pois toma lá a tua parte e não me maces mais!»
Do nosso leitor Monge Silésio. A propósito deste texto da Teresa Ribeiro.

Esse tal Romanones tinha a típica esperteza saloia. Não se lembrou o seu amigo de lhe responder que se construísse um hospital na sua aldeia, iria dar a cada um bem mais do que cinco pesetas?
Gostei!
Pois, o que o comentador Pedro aqui escreve, subscrevo eu, com a sua licença.
Como já tantas vezes e tantos disseram publicamente sobre este assunto, a aritmética aqui é o que menos importa. Trata-se de um gesto simbólico de solidariedade social.