O colapso do Estado.


Luís Menezes Leitão,

As duas funções fundamentais do Estado são assegurar a justiça e a segurança dos cidadãos. Se não consegue assegurar essas duas funções, o Estado já não existe. O que os incêndios de ontem demonstram é que todo o sector da protecção civil de Portugal colapsou, acrescentando mais sete vítimas mortais e vinte e cinco feridos à já inaceitável tragédia de Pedrógão Grande. O próprio Secretário de Estado pede agora às populações para combater as chamas, admitindo que não tem bombeiros em condições de lutar contra os fogos. Mas António Costa segura a sua Ministra, apesar de garantir que os dias negros se vão continuar a repetir. Parece assim que para António Costa conservar a Ministra no cargo é mais importante do que resolver o problema dos incêndios, que ceifam vidas e destroem propriedades. Há uns tempos eu achava que isto era um problema com a Ministra da Administração Interna. Neste momento, já acho que é um problema geral de um Governo incapaz de assegurar o regular funcionamento das instituições democráticas. Tivéssemos um Presidente que se deixasse de afectos e paninhos quentes e exercesse a sério os seus poderes, e outro galo cantaria. Assim, e como o Governo bem nos avisou, Portugal vai continuar a arder.

10 comentários em “O colapso do Estado.”

  1. O FULCRO DA QUESTÃO
    Vão continuar com a desculpa de fogo posto criminoso, que se admite possa ocorrer esporadicamente?
    Mas com mais de metade do país em chamas parece que só uma criminosa rede organizada com comando à distância poderia ensaiar ataque tão demolidor.
    Ou tudo isto resulta de amadorismo e incapacidade a começar no próprio governo e varrendo toda a hierarquia de figuras arvoradas em responsáveis impreparados feitos a martelo, revelando até nas palavras um amadorismo confrangedor?
    Bombeiros e outros operacionais no terreno também são vitimas inocentes de um lote de praticantes sem nota válida para o exercício da função!

  2. O que move A. Costa para não demitir a inábil responsável Ministério da Administração Interna e mais uns quantos?
    Não há mais palavras para caracterizar um drama como este.

    1. Bem mas para cúmulo e vergonha dos espanhóis, os portugueses culpam-nos de terem deixado os incêndios de Espanha alastrar a Portugal. Penso que os portugueses têm mais credibilidade do que os espanhóis.

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