As duas funções fundamentais do Estado são assegurar a justiça e a segurança dos cidadãos. Se não consegue assegurar essas duas funções, o Estado já não existe. O que os incêndios de ontem demonstram é que todo o sector da protecção civil de Portugal colapsou, acrescentando mais sete vítimas mortais e vinte e cinco feridos à já inaceitável tragédia de Pedrógão Grande. O próprio Secretário de Estado pede agora às populações para combater as chamas, admitindo que não tem bombeiros em condições de lutar contra os fogos. Mas António Costa segura a sua Ministra, apesar de garantir que os dias negros se vão continuar a repetir. Parece assim que para António Costa conservar a Ministra no cargo é mais importante do que resolver o problema dos incêndios, que ceifam vidas e destroem propriedades. Há uns tempos eu achava que isto era um problema com a Ministra da Administração Interna. Neste momento, já acho que é um problema geral de um Governo incapaz de assegurar o regular funcionamento das instituições democráticas. Tivéssemos um Presidente que se deixasse de afectos e paninhos quentes e exercesse a sério os seus poderes, e outro galo cantaria. Assim, e como o Governo bem nos avisou, Portugal vai continuar a arder.
O colapso do Estado.
Luís Menezes Leitão,

O FULCRO DA QUESTÃO
Vão continuar com a desculpa de fogo posto criminoso, que se admite possa ocorrer esporadicamente?
Mas com mais de metade do país em chamas parece que só uma criminosa rede organizada com comando à distância poderia ensaiar ataque tão demolidor.
Ou tudo isto resulta de amadorismo e incapacidade a começar no próprio governo e varrendo toda a hierarquia de figuras arvoradas em responsáveis impreparados feitos a martelo, revelando até nas palavras um amadorismo confrangedor?
Bombeiros e outros operacionais no terreno também são vitimas inocentes de um lote de praticantes sem nota válida para o exercício da função!
Na Califórnia o Estado também colapsou, houve lá para cima de trinta mortos.
Não sentiria o mínimo de remorsos saber este Lavoura “incendiado”… feito em brasas!
E pronto, Lavoura, já vamos em trinta e um mortos, por cá e por agora. De quantos mais precisa?
Costa
O Estado espanhol também já colapsou, coitado: norreram três pessoas em incêndios na Galiza. Os populares em Vigo tiveram que colaborar no combate às chamas.
O que move A. Costa para não demitir a inábil responsável Ministério da Administração Interna e mais uns quantos?
Não há mais palavras para caracterizar um drama como este.
Para cumulo e nossa vergonha, os espanhóis já nos culpam pelas mortes dos incêndios na Galiza!
(Publico)
Bem mas para cúmulo e vergonha dos espanhóis, os portugueses culpam-nos de terem deixado os incêndios de Espanha alastrar a Portugal. Penso que os portugueses têm mais credibilidade do que os espanhóis.
Pensas mal.
antónio das mortes e a ministra do meio urbano
são deuses do ‘Ó limpo’