O Código de Conduta, o Códigozinho de Conduta


Rui Rocha,

A carga de porrada de Ponte de Sor já obrigou o Ministro Santos Silva a manifestar-se, conforme os dias e os órgãos de comunicação social, preocupado, disponível para ajudar a investigação, empenhado em ir até onde for possível, capaz de empreender diligências diplomáticas e, o Diabo seja cego, surdo e mudo, até de avaliar um “eventual talvez possível quem sabe sem precipitações” levantantamento da imunidade. Fico consternado por ver o Ministro tão aperreado com este melindroso assunto num momento do ano que devia ser de descanso e descontracção. Houvesse um módico de Justiça no Mundo e a Providência proporcionaria a Santos Silva um daqueles lampejos de inspiração ocorrendo-lhe que, vai-se a ver, um Código de Conduta para filhos de Diplomatas pode bem ser uma bela solução para encerrar definitivamente o assunto.

0 comentários em “O Código de Conduta, o Códigozinho de Conduta”

  1. O assunto deve estar mais que encerrado, parece que os meninos partiram de carrinho para Madrid, nas calmas porque, além da imunidade diplomática, isto do espaço Schengen até facilita este tipo de situações e já devem ter apanhado o avião para o seu país. Aqui no nosso canto europeu, ainda não estamos habituados mas, isso dos códigos de conduta, por essa Europa, têm sido criados vários mas, só para europeus e de como, bem receber, quem vem de fora… mas, sobre isso, seriam outros quinhentos.

  2. Caro Rui,
    permita-me:
    «”Se eu ainda fosse ministra das Finanças, esta questão não se estaria a colocar”, garantiu Maria Luís Albuquerque (…)».
    [O sr. Rui Machete, enquanto ministro dos Negócios Estrangeiros, teria prontamente pedido desculpa ao governo iraquiano. Onde já se viu incomodar os filhos de um embaixador de um país como o Iraque?
    Os portugueses sabem que comigo, connosco, têm que baixar as orelhas e serem submissos face aos interesses estrangeiros sejam eles quais forem: «troika, alemães (recordam-se do ajoelhar – ou acocorar – do meu antecessor nas finanças?), angolanos, etc., etc.!]
    «Maria Luís Albuquerque (…) falava aos jornalistas, na sede do PSD, em Lisboa.»

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