Em entrevista dada hoje à TVI, o Bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto, ao ser apelidado de “bufo” por Manuela Moura Guedes, respondeu violentamente à jornalista afirmando: “você não tem autoridade nenhuma para emitir juízos de valor acerca do que se passa na justiça”, e continuando no mesmo tom, acusou a jornalista de fazer um “péssimo jornalismo” que “viola sistematicamente o código deontológico”. O que se passou hoje à noite no Jornal Nacional da TVI é um bom retrato daquilo em que se está a transformar este país.
O circo
jorgeassuncao,

Raios!
E eu que perdi a coisa.
Finalmente alguém deu a devida e merecida resposta a uma pessoa que substituiu o jornalismo por uma batalha pessoal. Há muito que a tvi, apregoando o rigor, a verdade, a independência e a imparcialidade, enveredou por um caminho na informação que não me parece de todo o mais correcto. Quando na ganância das audiências (e crendo que seja este o único motivo) se substitui e mistura a informação com opinião, não acredito que esse seja o procedimento a seguir.
Marinho Pinto, homem de rigor e coragem, que já mexeu em muita coisa “intocável”, chamou hoje pelo nomes o estado degradante a que chegou o jornal das sextas feiras da tvi, que já há muito tinha deixado de ver (hoje tive um “feeling”. bateu certo, pelos vistos).
Vai dar “cenas dos próximos capítulos”.
Muito se vai escrever e falar sobre isto,
mas estou em crer, que hoje foi o principio do fim, outra vez, há muito anunciado de uma jornalista que há muito deixou de o ser.
(processem-me)
Tenho lá o vídeo com um best of
:)))
Que espectáculo degradante
de um dirigente alterado,
com uma postura pedante
a berrar todo desvairado!
A falta de postura
totalmente inaceitável,
reflecte a estéril cultura
dessa gente tão respeitável.
Eu, meu caro, comentei assim
http://atributos-1.blogspot.com/2009/05/t vi-mmg-bastonario-o.html
Melhores cumprimentos
JM
Perdoa-me! mas estás a ver o que se passou de forma distorcida.
O que o Marinho Pino fez foi um acto de coragem. e sem dúvida alguma, de grande nobreza, passo a explicar:
– É fácil acusar, insinuar e deixar delevemente suspeitas no ar, ao abrigo do código profissional e deontológico de jornalista, mais difícil é alguém que detém responsabilidades a nível de um órgão tão importante para a soberania de Portugal e preponderante para a credibilidade do mesmo, como estado soberano e democrático não ser levado seriamente.
Gostaram?!? pois bem, deixando-nos de belas e palavras e construções retóricas, pergunto… o que queres dizer com a afirmação de “um bom retrato daquilo em que se está a transformar este país.”…
Será que não foi um bom momento televisivo?
E para mais, além da qualidade do momento, que obviamente é discutível, a sequência dos factos é efectivamente essa, mas não é uma reacção directa à palavra “bufo” mas sim à orientação da suposta entrevista, se é que assim se pode apelidar a mesma.
Esteve bem Marinho Pinto, e perdoem-me as palavras mais exacerbadas, mas que houvessem mais PORTUGUESES COM TOMATES COMO AQUELES.
“O que o Marinho Pino fez foi um acto de coragem.”
Há quem diga o mesmo do que faz MMG. Por mim, não tenho lados e acho absolutamente lamentável que o bastonário da Ordem dos Advogados participe naquele tipo de espectáculo.
A Sr.ª Guedes estava a precisar de uma ensinadela e levou-a …
Ainda bem que escreveste sobre o assunto, Jorge, porque eu tenhp andado indeciso, sem saber se abordaria ou naõ este assunto! Foi uma vergonha. MMG utilizou a sua vertente da peixeirada e estava a ver que lhe dava ma apoplexia. É preciso que alguém a enfrente e lhe diga umas verdades. esteve muito bem Marinho Pinto.
O Jornal da TVI das sxtas é um “case study”. Um exemplo de tudo o que é anti-jornalismo. A prova de que há gente que confunde jornalismo com “vendetta” e jornalistas com palhaços. Bem, o melhor é ficar por aqui…
Diga-me cá: em que baseia a cusação de anti-jornalismo que faz à Manuela Moura Guedes? No facto de nunca, até agora, ter sido desmentida qualquer matéria divulgada pelo jornal televisivo por ela dirigido?
E, quanto a ter estado “bem” o próximo futuro ex-bastonário da Ordem dos Advogados, será por:
– não ter concretizado a infamante acusação que lançou sobre a generalidade da classe a que pertence?
– estar tão agarrado ao lugar que considera ilegal qualquer iniciativa com vista a removê-lo democraticamente do mesmo?
Jornalismo ,consigo, não vou discutir. Disc uto nos locais próprios e com quem sabe
Só lhe respondo para lhe dizer uma coisa: eu sei que custa muito ouvir as verdades que Marinho Pinto diz, sem medo. Não disse nenhuma novidade. Apenas verbalizou o que muitos dizem à boca pequena. Ser sincero neste país não dá. As pessoas gostam mais de dizer as coisas nos corredores e depois calar, para serem politicamente correctas.
Para mim é fim de papo. Escusa de se incomodar, porque não vou perder mais tempo a responder-lhe.
O que é que V. sabe a meu respeito para dizer que não discute jornalismo comigo?
Porventura conhece o meu passado?
Mas que prosápia!!!
Carlos, não concordo que Marinho Pinto tenha estado bem. Nem ele, nem MMG. Nenhum deles fica bem na fotografia, muito embora Marinho Pinto possa ter dito “umas verdades”…
Marinho Pinto respondeu à letra a MMG , Jorge, e disse umas verdades que o ToZÉ Canaveira aqui realça no seu comentário.
MMG deve pensar que é inimputável, por ser mulher de JEM. Alguém lhe disse finalmente na cara aquilo que merecia ouvir.
Não costumo ver aquela trapaça travestida de telejornal mas hoje, acidentalmente, apanhei-a a esbracejar, apoplética, e fiquei a ver o triste espectáculo. De jonalismo, aquilo não tem nada, Jorge. como dizes muito bem no título do teu post, é mas um circo.
Carlos,
Marinho Pinto estava lá como bastonário da Ordem dos Advogados e não esteve à altura do cargo. Nomeadamente, no que toca a peixeirada, não ficou em nada atrás de MMG. A avaliação da prestação de Marinho Pinto deve ser independente da avaliação do jornalismo da TVI e de MMG. A minha referência ao circo, mete todos no mesmo saco. Neste caso, acho que vamos ter de concordar em discordar. 🙂
MMG podia, pelo menos, disfarçar um bocadinho e fingir que era isenta. Ao que li ( não vi o princípio) chamou “bufo” a Marinho Pinto. Ele respondeu-lhe à letra. Excedeu-se? certamente que sim, mas será que tinha de se calar perante a má criação de uma pivô que confundiu o telejornal com a lota do Peixe?
Ele foi convidado para uma entrevista e não para ser insultado…. Isso de dar a outra face , com certas pesoas não funciona, meu caro.
Concordo totalmente consigo. Quanto a comportamentos: – ex aequo.
Já as responsabilidades são muito distintas, o que diferencia a avaliação entre os dois, deontologicamente falando.
MMG é jornalista mas não actua em representação directa da classe, enquanto que MP não é mais um advogado, é justamente o seu bastonário.
E se lhe foi delegada a missão de os representar, ele não tem liberdade total, porque os seus actos reflectem-se directamente sobre todos os pares.
De qualquer maneira, nada há que nos justifique o emprego da mesma arma do ‘ofensor’. Ele que se tivesse levantado e saído, como fez o Santana Lopes na SicN 🙂
(inacreditavelmente, MP – que é jurista -, ainda não percebeu que no geral ultrapassa constantemente os limites do mandato em que foi investido! E que a sua legitimidade decresce a cada dia que passa, até aos olhos do cidadão comum).
Concordo. Digo mais: dado que já sabia o que esperar, não tivesse ido lá. É que Santana Lopes reagiu a um acto inesperado, Marinho Pinto não tem essa justificação…
Fui censurado….!!!
Marinho Pinto até podia ter feito a revelação do ano. Naquele tom, com aqueles insultos, com aquela gritaria, perde logo a razão. Um espectáculo degradante, ao melhor estilo da república das Bananas.
Exactamente.
Olhe que ainda corre o risco de o Barbosa lhe vir dizer que não discute jornalismo (ou seja lá o que for…) consigo e que o papo acabou. Democraticamente…
Quando alguém diz a verdade é logo apelidado de mal educado…
É isso mesmo, meu caro! passamos a vida a criticar a falta de frontalidade das pessoas,mas quando alguém é frontal e diz umas verdades, passa a ser malcriado e a ter mau feitio!
E por que motivo isso não se aplica também à MMG?
Carlos,
esse argumento é exactamente o mesmo que é utilizado para defender Manuela Moura Guedes. O paralelismo é tão grande que não é possível defender um lado, atacando o outro.
É pena que um Bastonário de uma Ordem profissional (não sei se se diz exactamente assim) que se quer prestigiada participe? Sim é. Mas seria pior se fosse o equivalente de um grupo profissional com um lugar mais abaixo na escala social?
Independentemente dos aspectos que refere, a Manuela não se aguenta!
“Mas seria pior se fosse o equivalente de um grupo profissional com um lugar mais abaixo na escala social?”
Nem pior, nem melhor, seria igual. Embora exista (ou deverei dizer existia) um prestígio associado ao cargo de bastonário da Ordem dos Advogados superior a outras ordens ou representantes de grupos sociais. Nesse aspecto, têm mais a perder (mas isso é problema dos que são representados pelo bastonário). Quanto à Manuela, se o objectivo desta, como alguns referem, é tão só as audiências, então só tem a ganhar com o que se passou. Na próxima sexta-feira, não tenho dúvidas, serão maiores as audiências.
Eu entendo o seu ponto de vista. E, mais que não seja, o que se passou é altamente inestético. Apetece-me concluir simplesmente: estão bem um para o outro. E nós todos a ficar muito mal!
:))
Acho que estes momentos começam realmente a ser retratos do País. Não é por uma parte não conhecer elevação que a outra deve descer de nível. Estes desequilíbrios mentais, deontológicos, éticos, morais, sociais e de valores precisam urgentemente de ser legendados com o maior equilíbrio que ainda resta. E não é por considerarmos censurável o comportamento de um lado que temos necessariamente de apoiar e dar cobertura ao lado oposto.
Por isso, estou inteiramente contigo, Jorge: foi mais um número de circo. É tudo. Se e quando acabarem com estas palhaçadas degradantes, se e quando quiserem passar a ser pessoas sérias e civilizadas, cá estaremos para falar a sério e civilizadamente.
“Se e quando acabarem com estas palhaçadas degradantes, se e quando quiserem passar a ser pessoas sérias e civilizadas, cá estaremos para falar a sério e civilizadamente.”
Subscrevo. Mas temo que a tenda já esteja montada para os actos eleitorais que se aproximam. O circo veio para ficar.
o que aconteceu foi lindo, grande Marinho!!!!!
Pode-se considerar que ambos os intervenientes estiveram ao mesmo nível, degradante, tipicamente Português.
Não me surpreende … é visível a toda a hora entre os nossos representantes, AR, e no diário “desabafo” futebolístico. O mesmo tipo de atitude é visível também na presença das câmaras de televisão em aglomerações populares espontâneas como no infeliz caso ” Bairro da Bela Vista”.
Um ponto somente gostava de referir … o Sr. Dr. Marinho Pinto apelidou de “bufos” dois magistrados do DCIAP.
Este Sr. pode ter muita coragem mas … é o Bastonário da Ordem dos Advogados e presumo que o cargo lhe deva incutir algum sentido de respeito pelos outros.
Nunca vejo aquele jornal, acabei de ver agora. A partir do momento em que aquela criatura que apresente o jornal da tVI se permite chamar bufo a Marinho Pinto, teve a resposta que merecia. Felizmente o homem é desassombrado, não tem rabos de palha, diz o que tem a dizer e pelos vistos assusta muita gente. Se tem sempre razão ou não, não sei, mas teve a dignidade de não se deixar enxovalhar sem dar para a troca. Fez muito bem, quem não se sente….
“A partir do momento em que aquela criatura”
Isto diz muito sobre a sua análise.
“diz o que tem a dizer”
Pois diz: 92
http://va.vidasalternativas.eu/?p=7
“O meu programa foi sufragado numa assembleia geral eleitoral. Se quiserem convoquem outra. Eu não tenho medo. Bato-me por ideias. Se os advogados aceitaram o meu programa vou executá-lo, se acharem que está mal demitam-me, convoquem uma assembleia, dêem-me um sinal que eu vou-me embora.”
E depois de dizer, desdiz. Foi depois de MMG ter-lhe dito esta “verdade” que ele nunca mais se conteve.
“Nunca vejo aquele jornal”
Ninguém vê, mas toda a gente viu. E sexta-feita ainda mais vão ver.
Jorge Assunção, olhe não tenho nenhuma necessidade de lhe responder, mas costumo ser frontal como o comprovam muitos dos meus comentários aqui no Delito de Opinião, por isso aqui vai: Se eu afirmo que não vejo aquele jornal é porque não vejo mesmo, por muitas e variadas razões a menor das quais não será certamente por uma questão de bom gosto. Chamar criatura a alguém, não é insulto. Insulto é chamar bufo a um entrevistado. Se o Jorge Assunção decide tão rapidamente que essa classificação diz muito da minha análise, gostaria que especificasse em que sentido ela diz muito ou diz pouco. Fico sem saber. Muito obrigada.
Diz no sentido em que você faz prevalecer a emoção sobre a razão. E avalia o comportamento de Marinho Pinto à luz da avaliação negativa que faz de MMG.
“Chamar criatura a alguém, não é insulto.”
Há quem possa tomar tal como um insulto.
“Se eu afirmo que não vejo aquele jornal é porque não vejo mesmo”
Admito que sim.
Assim já estamos mais entendido. De facto a criatura bole com o meu sistema nervoso. No contexto em o que o uso o termo criatura é pouco lisonjeiro e implica uma conotação negativa. Mas não é um insulto. Já quanto ao termo bufo penso que estamos os dois de acordo de que se trata de um insulto. E na minha opinião, soez.
“Assim já estamos mais entendido.”
Uff! 🙂
Não queria, mesmo, que se zangasse comigo por causa do meu comentário (ainda para mais se resultado de um mal entendido). Mas sendo certo que bufo é um insulto, não é menos certo que o espectáculo dado não começou a partir dai. E este ambiente crispado que se instalou em Portugal, em muito provocado pelo processo Freeport e associado às três eleições que batem à porta, não nos é em nada favorável…
Tem razão o ambiente é sufocante. e a causa tem a ver com as razões que aponta, aliada à total incapacidade e inoperacionalidade do sistema de justiça neste pais desgraçado. Não há maneira de haver culpados e inocentes claros e inequívocos no local próprio. Isto está um lamaçal irrespirável e não é com aquela coisa a que chamam jornal das 6ª feiras na TVI que isto melhora, e que se torna mais claro, por favor.
“não é com aquela coisa a que chamam jornal das 6ª feiras na TVI que isto melhora”
Aquela coisa que V. não vê, claro.
Não vê, mas tem opinião formada.
Vá catar morangos, ok?
A mim, o caso em apreço só tem dois pormenores que me incomodam:
– Manuela Moura Guedes, que só se representa a ela mesma (quiçá à própria TVI) e que criou um jornalismo-opinativo de mau gosto e total descrédito, agravado por servir guerras pessoais;
– Marinho e Pinto, que representa os advogados como bastonário, desbocado e incontido, além de incapaz de permanecer no patamar devido para descer ao mercado ou à lota.
Mas, como disse, são apenas dois pormenores.
Para lá do caso, o que me irrita profundamente é ter de reconhecer que Santana Lopes está fora deste retrato deplorável do País e possui elevação suficiente para, maltratado em casa alheia, pegar no chapéu e sair.