Tem-se falado bastante em Penélope Cruz e Scarlett Johansson pela actuação de ambas no filme Vicky Cristina Barcelona, de Woody Allen. Mas o melhor desempenho feminino no filme, de que gostei muito, cabe a Rebecca Hall – a actriz menos cotada. Acontece tantas vezes, no cinema como na vida.


“no cinema como na vida”…
Pois, Margarida. No cinema como na vida.
Eu acho que o melhor desempenho feminino no filme é mesmo Barcelona.
Que saudades dos filmes inconfundíveis de Woody Allen… este ainda não vi, e confesso que não tenho pressa.
Aposto que gosta deste, Ana.
Tenho uma certa preguiça mas hei-de vê-lo, Pedro. Confio nos seus critérios…
Rebecca Hall que tem igualmente um desempenho muito simpático em Frost/Nixon, discreto mas com um toque muito peculiar. Sem ser uma mulher bonita consegue dar um toque muito engraçado às personagens que encarna. A acompanhar em desempenhos futuros.
De facto, André, Rebecca Hall ilumina alguns momentos do filme ‘Frost/Nixon’, parecendo-me o único membro do elenco que foi bem escolhido. De resto achei a película decepcionante, com um insuportável ‘overacting’ do Frank Langella.
Concordo plenamente, Pedro. Aliás até acho que de uma forma pouco explícita mas indesmentível, o filme desenrola-se em função dela e funciona em torno dela.
Joana
É verdade, Joana. Devia admirar-me pelo facto de a crítica ainda não ter sublinhado isso. Ou talvez não deva admirar-me. A ‘crítica’ nunca foi tão fraquinha como agora. E parece existir praticamente só para dissuadir os espectadores de irem ao cinema.
Também gostei muito do filme, mais do que dos dois últimos Allen’s, embora a minha projecção tivesse alguns desfoques (espero que fosse da projecção), mas não posso deixar de vir defender aquela que me parece ser a verdadeira estrela do filme, a Scarlett Johanssen. A Rebecca é bonita, naquele género bcbg, e vai bem, mas sinceramente é a dupla Barden-SJ que faz o filme! Nem admito discutir este assunto, por favor!
Cristina, julgo que depois do genial ‘Match Point’, as aparições da Scarlett em filmes do Woody Allen só podem ter menos brilho. Foi o que me pareceu neste. E mesmo nas cenas com a Penélope ela sai a perder. Mas é capaz de ser a minha predilecção por morenas que fala mais alto…
Quanto à Penelope, faz o clássico papel de espanhola à moda de Hollywood mas confesso que não amei.
A Penélope desempenha um papel de… espanhola vista por um americano. Estereotipada até à medula. Mas isto até faz sentido no contexto do filme, que tem a ver com a incompreensão congénita entre americanos e europeus. Em tudo, inclusive no amor.
Não gostei assim tanto da Penelope, uma espécie de Frida Khalo sem bigode e demasiado histriónica para meu gosto. Parecia a Sónia Braga. A SJ, por seu lado, torna quase natural aquela loira americana que prefere procurar a encontrar mas não se importa de, pelo caminho, tropeçar em algumas situações menos ortodoxas. Não concordo nada que a Penélope lhe tenha roubado cenas, pelo contrário…
Já o pior desempenho do filme é do Woody Allen…
…sem duvida, também falo disso lá no Arcádia.
Pedro, já tentei várias vezes deixar comentários no Arcádia e não consigo. Nem como anónimo (devidamente assinado no fim). Vocês deviam abrir mais a malha, e deixar entrar anónimos. Quem não está no blogspot tem mais dificuldade em comentar. Mas isto só para reiterar que também acho que só a Rebecca (e o Bardem) levantam voo neste filme. Barcelona sabe a pouco. A Scarlett também.
E o Woody Allen, quase que aposto, sabe a nada…
(sou uma chata, eu sei, mas desde que ele faz filmes iguais aos dos outros meninos, para mim perdeu toda a graça. A originalidade do WA estava no seu universo: ele próprio, num sofá de psicanalista em NY.
Este filme tem pouco do Woody Allen clássico mas revela uma frescura notável para um realizador de 73 anos e quatro décadas de obras no currículo (completam-se este ano). Tomara muito jovem cineasta ter esta frescura (nos dois sentidos do termo).