O cinema e a vida


Pedro Correia,

 

Tem-se falado bastante em Penélope Cruz e Scarlett Johansson pela actuação de ambas no filme Vicky Cristina Barcelona, de Woody Allen. Mas o melhor desempenho feminino no filme, de que gostei muito, cabe a Rebecca Hall – a actriz menos cotada. Acontece tantas vezes, no cinema como na vida.

20 comentários em “O cinema e a vida”

  1. Rebecca Hall que tem igualmente um desempenho muito simpático em Frost/Nixon, discreto mas com um toque muito peculiar. Sem ser uma mulher bonita consegue dar um toque muito engraçado às personagens que encarna. A acompanhar em desempenhos futuros.

    1. De facto, André, Rebecca Hall ilumina alguns momentos do filme ‘Frost/Nixon’, parecendo-me o único membro do elenco que foi bem escolhido. De resto achei a película decepcionante, com um insuportável ‘overacting’ do Frank Langella.

  2. Concordo plenamente, Pedro. Aliás até acho que de uma forma pouco explícita mas indesmentível, o filme desenrola-se em função dela e funciona em torno dela.
    Joana

    1. É verdade, Joana. Devia admirar-me pelo facto de a crítica ainda não ter sublinhado isso. Ou talvez não deva admirar-me. A ‘crítica’ nunca foi tão fraquinha como agora. E parece existir praticamente só para dissuadir os espectadores de irem ao cinema.

  3. Também gostei muito do filme, mais do que dos dois últimos Allen’s, embora a minha projecção tivesse alguns desfoques (espero que fosse da projecção), mas não posso deixar de vir defender aquela que me parece ser a verdadeira estrela do filme, a Scarlett Johanssen. A Rebecca é bonita, naquele género bcbg, e vai bem, mas sinceramente é a dupla Barden-SJ que faz o filme! Nem admito discutir este assunto, por favor!

    1. Cristina, julgo que depois do genial ‘Match Point’, as aparições da Scarlett em filmes do Woody Allen só podem ter menos brilho. Foi o que me pareceu neste. E mesmo nas cenas com a Penélope ela sai a perder. Mas é capaz de ser a minha predilecção por morenas que fala mais alto…

    1. A Penélope desempenha um papel de… espanhola vista por um americano. Estereotipada até à medula. Mas isto até faz sentido no contexto do filme, que tem a ver com a incompreensão congénita entre americanos e europeus. Em tudo, inclusive no amor.

      1. Não gostei assim tanto da Penelope, uma espécie de Frida Khalo sem bigode e demasiado histriónica para meu gosto. Parecia a Sónia Braga. A SJ, por seu lado, torna quase natural aquela loira americana que prefere procurar a encontrar mas não se importa de, pelo caminho, tropeçar em algumas situações menos ortodoxas. Não concordo nada que a Penélope lhe tenha roubado cenas, pelo contrário…

    1. Pedro, já tentei várias vezes deixar comentários no Arcádia e não consigo. Nem como anónimo (devidamente assinado no fim). Vocês deviam abrir mais a malha, e deixar entrar anónimos. Quem não está no blogspot tem mais dificuldade em comentar. Mas isto só para reiterar que também acho que só a Rebecca (e o Bardem) levantam voo neste filme. Barcelona sabe a pouco. A Scarlett também.

      1. E o Woody Allen, quase que aposto, sabe a nada…
        (sou uma chata, eu sei, mas desde que ele faz filmes iguais aos dos outros meninos, para mim perdeu toda a graça. A originalidade do WA estava no seu universo: ele próprio, num sofá de psicanalista em NY.

        1. Este filme tem pouco do Woody Allen clássico mas revela uma frescura notável para um realizador de 73 anos e quatro décadas de obras no currículo (completam-se este ano). Tomara muito jovem cineasta ter esta frescura (nos dois sentidos do termo).

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