O chocante silêncio do PAN


Pedro Correia,

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 Imagem do incêndio no concelho de Arouca, a 12 de Agosto (foto Estela Silva/Lusa)

 

Existe em Portugal um partido chamado Pessoas-Animais-Natureza (PAN), já com representação na Assembleia da República.

Um partido que se proclama, portanto, defensor da flora e da fauna.

Os fogos, como sabemos, destroem a riqueza ambiental, reduzindo a cinzas o nosso património ambiental e agrícola. E conduzem à morte um número incalculável de vegetais e animais.

 

Acabo de visitar a página oficial do PAN e fiquei decepcionado: o partido parece ter entrado em férias a 2 de Agosto, dia em que dá nota da “quadragésima quinta reunião” da sua Comissão Política Nacional, ocorrida a 30 de Julho.

Nem uma palavra depois disso.

Nem uma palavra, portanto, sobre a tragédia dos fogos ocorrida desde então em Portugal.

O partido amigo da natureza não registou o facto de haver já ardido no nosso país 118 mil hectares de terreno, o que corresponde a 54% do total ocorrido este ano em toda a União Europeia.

O PAN, que há poucas semanas se mostrou tão preocupado com a “gestão ética da população dos pombos nas cidades”, seja lá o que isso for, nem uma palavra sussurrou até agora sobre os fogos neste trágico Verão em que “já se bateu o recorde de área contínua ardida acima do Mondego”.

E demonstra uma inaceitável indiferença perante o sucedido, por exemplo, na ilha da Madeira: as chamas devastaram 22% do concelho do Funchal.

 

É inaceitável este silêncio do partido ambientalista perante a acção criminosa dos incendiários. Sobretudo por contrastar com o seu recente frenesim mediático, quando o PAN apresentou uma iniciativa legislativa que pretendia eliminar da paisagem rural o tradicional burro a puxar a carroça ou o boi a puxar o arado e pôr fim às charretes sob o extraordinário argumento de que os turistas norte-americanos que nos visitam ficam “chocados” com tais coisas.

Chocado fiquei eu com esta apatia estival do PAN.

Lá mais para o Outono, quando o cair da folha os despertar da letargia, talvez os seus dirigentes que tanto se preocupam com a opinião dos americanos percebam enfim que o País ardeu enquanto estiveram a banhos.

0 comentários em “O chocante silêncio do PAN”

  1. Mas o que queria o Pedro que o PAN fizesse ou dissesse?
    Que estava muito entristecido pelos fogos? Isso estamos todos!
    Que posição política original deveria o PAN tomar? Que medidas políticas deveria ele propôr?
    Se o PAN nada tem de original e relevante a dizer, então o melhor é permanecer calado!!!
    O PAN tem coisas originais a dizer sobre os pombos nas cidades ou sobre os cavalos que puxam charretes. E di-las. Sobre os fogos nada diz, porque nada de original tem a dizer. É simples!

    1. Caro Sr. Luis,

      se fossemos por aí, nenhum dos partidos em Portugal iria comentar. Frescura no discurso é coisa que não abunda. O artigo do Sr.Pedro Correia é relevante e eu como cidadã, espero que todos os partidos com assento parlamentar estejam neste momento, a trabalhar em propostas de medidas preventivas e aquelas que, por aproximação de época de chuvas, requerem ação imediata, mesmo que em período de férias. Talvez seja ingenuidade da minha parte, mas é para isso que continuo a votar. Por acaso na página de facebook, há alguma atividade, mas espero mais de um partido, que a partilha de artigos jornalísticos. Quanto ao argumento utilizado para o tema das charretes, é só ridiculo.

    2. O PAN não diz nada porque é um partido animal, de bestas portanto… e como nos fogos ao que consta só morreram pessoas, não importa…

  2. Isto é muito e bom ‘understatement’ – e bem divertido! Em chapelaria, dá chapeu ou barrete para muita careca por aí a mostra! Gostei!

  3. Uma quadrilha de oportunistazecos que, aproveitando “l`air du temps” , a imbecililidade ignorante dos beócios que querem estar em linha com o “chic” actual ( à la Salcede,Dâmaso…) e a indigência mental das redacções, vai fazendo, e bem, pela vidinha.
    E quando esse “mercado” desaparecer, têm sempre a possibilidade de se tornarem um pingente do pc…como os “verdes”…

    1. Nem um sussurrozinho sobre os fogos, até ao momento. Se existe tema que devia mobilizá-los seria este.
      Mas esgotaram as energias com as charretes. E fecharam para férias há 16 dias.

      1. Poderá ficar esta pergunta para uma possível indignação, caro Pedro:
        Quanto animais da raça arouquesa morreram (ou será faleceram) com esta tragédia?

  4. Se ainda tivesse idade para me iludir, ficaria desiludida, queria muito que fizessem alguma diferença. Assim, é só mais uma partideco a fazer de conta que existe, que mais parece (mais) um satélite socialista.

    E o país a pique…

  5. O movimento ambientalista/animista tem uma agenda. Eles não estão a dormir. Se ainda não se pronunciaram sobre os incêndios, não é por distração, é porque não serve a agenda.

    1. A agenda deles é proporcionar temas “giros” à imprensa de Lisboa para receberem palavras simpáticas em troca.
      O silêncio de chumbo que mantêm sobre esta catástrofe nacional diz tudo sobre este partido chamado Pessoas Animais Natureza.

  6. No seu primeiro acto político na Assembleia, o PAN mostrou ao que vinha. É um pouco como os Verdes: numa peripécia manhosa de duplicação de voz e tempos parlamentares, são eleitos para discutir privatizações e cortes nos salários e não para defender a “natureza”. A existência de tais partidos mostra como o regime é fraco e faccioso e carece de honestidade intelectual por defeito: é tudo manha e truque. Deve ser por isso que se consideram “latinos” e “lusófonos” tudo terras de corrupção e aldrabice consagrada como “cultura” e ética republicana.

      1. Eu referia-me ao facto de o PAN ter votado a favor da moção de censura ao governo ao lado da geringonça. Um partido ambientalista estreante (e se fosse sério) ter-se-ia abstido. A lógica de alinhar no regime mostra que foi forjado dentro do regime e que não é um produto genuíno. Nesse primeiro acto como entidade parlamentar (a votação), separou-se imediatamente da intenção dos seus eleitores.

  7. Boa noite,
    Lamentavelmente espero há, quem sabe, talvez mais de 40 anos que aqueles que se orgulham de dizer que servem o nosso povo e protegem os recursos de que dispomos se ponham de acordo em executar (bem) o que legislam. Talvez isso, para começar, fosse um passo. Não estranho, portanto, que quem chegou agora não comente sequer a tragédia. Como alguém disse atrás terão mais que se preocupar ou, talvez, não dessem por isso porque lhes não tocou.
    O que parece interessante é que ao menos, se outros o fizerem, se associam a estudar e propor soluções para as inundações, deslizamentos de terras e outros perigos que se avizinham e que, este ano com a área ardida, poderão ser infelizmente mais intensos.
    Isso sim seriam um importante serviço que, também eles, prestariam à comunidade. Creio mesmo que mais trivial que o tema dos pombos.
    Atentamente
    Rui Silva

    1. O PAN ignorou pura e simplesmente a questão, como a página oficial do partido bem demonstra.
      Está fechada para férias desde 2 de Agosto…
      Você, perante um drama destas proporções, parece conceder-lhes o benefício da dúvida. Eu não dou. Considero que isto foi um grande teste – e que o PAN chumbou no teste.
      “Terão mais com que se preocupar.” Com o quê? Talvez na escolha do protector solar contra os escaldões na praia…

  8. finalmente alguém se lembrou de chamar a atenção para esses m….. , mas espertos, vivem à nossa conta.
    faço mimhas as palavras de JSP
    Obrigada

    1. Sinto-me genuinamente chocado com a escandalosa indiferença deste partido perante um drama que tem apoquentado largos milhares de portugueses e devastado a flora e a fauna do nosso país.
      Andam mais preocupados com os pombos. Não lembra ao diabo.

      1. — “Andam mais preocupados com os pombos. Não lembra ao diabo.” Bem dizia o meu avô no alto da Rua das Chagas: o diabo são as pombas.

        1. Hahaha do alto da Rua das Chagas…os pombos são o diabo!!!
          O que não devíamos era pagar os ordenados a toda a escumalha que se encontra no Desgoverno somos uma cambada de carneiros…precisamos de um bode velho e honesto

    2. Concordo.
      . . . Mais um oportunista que se aproveitou do tempo de Antena, aquando das eleições, para se afirmar, e ser mais um dos muitos assentados na AR a traçar a sua reforma e/ou subvenção vitalícia. Para mim, ele e mais uns quantos valem (politicamente falando) zero.

  9. Li algures que o senhor deputado PAN ia de férias para o Tibete. Como aquilo deve ser um “partido de um homem só”, do tipo faz tudo, até limpa a escada e tudo, só
    quando o rapaz chegar é que vai abir a porta, ligar o computador e arrotar qualquer coisa. Há ainda a remota hipótese dele ficar por lá de vez que seria o nosso consolo.

  10. O PAN tem igualmente perfil no FB e por la eles vão dando as suas noticias e sendo mais activos…. falam inclusive do incêndios!

    1. Agradeço o seu contributo, Helder. Nesse debate o deputado do PAN cumpriu os mínimos, na verdade, também porque é escasso o tempo de que dispõe para intervenções no plenário.
      Mas deste partido espera-se sempre mais. Tem de estar na primeira linha da defesa da natureza, e com tanto mais vigor quanto maiores forem as ameaças concretas e reais. Se o deputado vai de férias, o partido não pode ficar adormecido.
      Perante o drama concreto dos incêndios, o folclore das carroças e das charretes vale pouco ou nada.

      1. Pedro, o PAN tem estado na primeira linha da defesa do ambiente. Posso dar como exemplos a proposta de desmantelamento da barragem do Tua, a luta pelo encerramento da central nuclear de Almaraz ou a promoção da agricultura biológica e a defesa do fim dos apoios à cultura de transgénicos.
        As causas dos incêndios estão identificadas há muito e apesar da falta de cobertura mediática o deputado do PAN por várias vezes tem levantado a questão na AR. O partido incluiu também no seu programa eleitoral medidas para prevenir incêndios florestais que serão com certeza apresentadas quando este assunto for agendado na próxima sessão legislativa.

        O drama dos incêndios levanta-se todos os anos por esta altura mas até agora os outros partidos há muito presentes na AR pouco fizeram para o evitar.

        A presença do deputado único do PAN na AR neste ainda breve período já foi importante, por exemplo, na aprovação de importante legislação na área dos direitos animais mas basta ler o programa eleitoral para saber o que se espera do PAN.

        1. “desmantelamento da barragem do Tua, a luta pelo encerramento da central nuclear de Almaraz ou a promoção da agricultura biológica e a defesa do fim dos apoios à cultura de transgénicos.”

          Ou seja, está para o Bloco como os Verdes estão para o PC. Mais um subterfúgio para ganhar mais tempo e representatividade parlamentar. Sempre com esquemas. By the way, a agricultura biológica não chega para alimentar os milhões de nharros que vocês querem trazer para cá. Ou a ideia é passarmos todos fome?

  11. Não posso deixar de concordar com o texto do Pedro. Quando alguém se intitula como Partido Ecologista tem de dar a sua opinião e não só no facebook. Um partido como o PAN, que tem um deputado eleito, se dissesse algo aos média de certeza que teria atenção. Acontece que era preciso que eles internamente se entendessem para poderem sequer ter uma posição. Ter subvenções nos valores que eles tiveram levou a lutas de poder. Uma tristeza.

    1. O PAN, para ser levado a sério, não pode dar mais importância a temas laterais enquanto omite intervenção cívica e política em temas fundamentais.
      O meu ponto é este, Daniel. Que sirva de alerta aos próprios responsáveis do PAN.

    2. A opinião do PAN sobre os incêndios há muito foi dada e propostas foram apresentadas.
      Aquilo a que o Daniel chama “lutas de poder” eu chamo democracia interna num partido político.

  12. No fundo, o PAN gostava que todos vivêssemos segundo as tribos tupis e guaranis, antes de Cabral e Colombo, esse malvados exploradores. Aí vivia tudo da selva e não se usavam animais para a agricultura, que aliás não existia. O pior era se a selva ardia ou os bons selvagens se lembravam de caçar ou pescar.

    1. O partido mais proibicionista de Portugal quer proibir as touradas, o circo com animais, a caça desportiva, os hipódromos, os jardins zoológicos, o uso de carroças e charretes na via pública, a construção de barragens e a publicidade a alimentos e bebidas não saudáveis.

      http://www.rtp.pt/noticias/entrevistas-e-debates/pan-quer-proibir-touradas-circo-com-animais-e-caca-desportiva_v858614
      https://www.publico.pt/politica/noticia/pan-quer-proibir-uso-de-carrocas-e-charretes-na-via-publica-1738249
      https://www.dinheirovivo.pt/economia/ha-um-novo-novo-partido-no-parlamento-o-que-defende-o-pan/

  13. É importante complementar o artigo frisando que o autor deste artido não consultou o canal oficial do PAN no facebook que veiculou várias posições do PAN relativamente a esta tragédia. Antes e pós incêndios.Questionámos o governo sobre a temática no Programa Nacional de Reformas e quando defendemos o reforço dos vigilantes da natureza. Seria relevante, para o bem informativo, que não se deturpasse a realidade. Cumprimentos

    1. É importante frisar que o autor deste artigo não tem conta aberta no FB – à semelhança da grande maioria da população portuguesa – e prefere consultar as páginas oficiais dos partidos, desde que existam, como é o caso.
      A menos que o PAN considere inútil a existência desse espaço e o encerre de vez.
      Já pouco falta, a avaliar pelo que lá (não) vi.
      Lamento se o tom do que escrevi não lhe agrada, mas julgo que existe toda a vantagem em falar claro. E julgo que o PAN, como partido muito recente, deve encarar estas críticas com sentido pedagógico e aproveitar alguma coisa para melhorar procedimentos. Nada pior em política do que a indiferença, como sabemos.
      Cumprimentos.

      1. Bom dia.
        O artigo mostra também que o autor não fez uma análise ao site do PAN para poder complementar este artigo. Se o tivesse feito poderia verificar que este partido foi dos poucos, senão mesmo o único, que antes desta catástrofe, propôs medidas ao primeiro ministro e no Programa Nacional de Reformas.
        O jornalismo deve procurar fundamentar o mais possível a posições de todos os actores sociais e é fundamental para que os mesmos percebam as sensibilidades cívicas. Mesmo que discordasse deste artigo defendo que ele deve existir pois assim é uma sociedade democrática. Porém também é o nosso direito o da resposta, e da contra argumentação.
        Quanto à conta do facebook é algo que deverá considerar nem que seja para complementar a informação que depois partilha. O PAN também não aparece nos canais de televisão e não é por isso que é inexistente em vários temas.
        Pergunto também se este autor, como normalmente os jornalistas fazem, pediu informações ao partido antes de comentar no seu blogue. Talvez sim mas inclino me para o não.
        Deixo também uma nota ao título claramente sensacionalista que não abona a favor de um jornalismo informativo mas mais ao estilo Correio da Manhã. A democracia faz se dialogando mas numa base de honestidade, reciprocidade e transparência.
        Cumprimentos

        1. Bom dia.
          Verifico que voltaram de férias. Espero que vos tenham feito bem.

          Já que estão de regresso, aproveito para sugerir que actualizem a página oficial do vosso partido, que apesar do calor permanece congelada desde 2 de Agosto.
          No Tibete não sei, mas em Portugal aconteceu muita coisa desde então. Incluindo estas declarações irresponsáveis do ministro do Ambiente:
          http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/profetas-da-nossa-terra-73-8704414
          Declarações acolhidas com o vosso resignado e contemplativo silêncio, que não deixei de registar.

          Desejo-vos bom trabalho. Ou, em alternativa, a continuação de boas sestas.

          1. Caro Pedro Correia.
            Esta resposta denota que não tem o interesse jornalístico de apresentar factos ou posições mas meramente denegrir o PAN. Mais esclarecemos que o PAN não gira em torno do deputado. Essa imagem política não se coaduna com a visão horizontal que o partido tem da nossa sociedade e que o PAN implementa.
            Porém o mais importante para este partido é manter a porta aberta para lutar pelas causas de todos.
            Agradecemos a “análise” e sugestões.
            Cumprimentos

          2. Francisco: acho muito bem que o partido não se esgote na actividade do deputado. O que mais aumenta a minha admiração pela invisibilidade do PAN durante a ausência de André Silva, em merecido gozo de férias.
            Pela minha parte, prometo continuar a dedicar ao vosso partido a atenção que merece. Não quero dar lições a ninguém, mas sugiro que aproveitem os aspectos construtivos de todas as críticas. Ignorá-las será sempre a pior opção.
            Cumprimentos.

          3. Da minha parte não foi ignorado. Foram apontados erros que condicionam a perspectiva dos demais sobre o tema. Expressões como: “No Tibete não sei mas em Portugal acontece muita coisa” denota o intuito pejorativo desta análise e, pelo que percebi, do seu autor.
            Quanto à invisibilidade denota-se há décadas no paradigma alicerçado pela maioria dos partidos em portugal que mantêm uma economia extrativista e consumista.
            Fico grato pela oportunidade de poder partilhar mais sobre o tema e cá nos encontraremos para mais contra-análises.
            Cumprimentos

  14. Caro Pedro Correia,

    O Amigo é falacioso na abordagem que faz e tenta pegar no facto de na página oficial do PAN não haver nenhuma referência para extrapolar que o partido não se interessa pelo assunto.

    Mas na verdade, na página do Facebook, existe referência ao assunto. E mais do que as palavras de circunstância para inglês ver, que vemos em todos os partidos, mostrando “consternação”, “preocupação”, com opiniões diversas sobre como resolver o assunto, mais importante que isso, é antes dos fogos terem acontecido se propor soluções para evitar a catástrofe.

    Para o amigo o que interessa é o show off, para o PAN são a medidas concretas que possam resolver o problema. Aqui fica o post escrito a 11 de Agosto. Espero que siga o link e veja o que é a verdadeira política e não os fogos de vista para as televisões.

    https://www.facebook.com/plugins/post.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2FPANpartido%2Fposts%2F1142116412516119%3A0&width=500

    E da próxima vez, informe-se, antes de lançar este “bitakes” para entreter a sua audiência, que pelos visto gostou bastante do seu texto pelos comentários que se seguiram. E assim vai a caravana do disparate e da ignorância.

    João Antunes

    P.S – vamos lá ver se o comentário passa ou se é censurado o que também não me espantava.

    1. Não o espantava que fosse censurado porquê? Qualquer leitor deste espaço, que existe há quase oito anos e é um dos mais lidos e comentados da blogosfera, sabe que aqui não se pratica censura. E há debates vivos todos os dias.
      Impressiona-o a existência do debate livre? Espero que não.
      Censura há no Tibete, onde o vosso líder foi passar férias.

  15. Subscrevo o texto na íntegra.
    Para quem defende quão destrutiva é a nossa pegadade carbono, não apelar sequer para a insurreição popular sobre quão carbonizado está o país é um paradoxo.
    Na realidade quem normalmente canta de alto, é porque canta de poleiro, até porque creio piamente que no caso particular o objectivo foi conseguido.
    Ou então são os efeitos da silly seasason tornados permanentes, o que também creio que já se verificou.
    Os dos bichos não se devotaram à bicharada nacional.
    Proposta para leitura de férias :” O País já está a arder?”

  16. O que ia adiantar o PAN prestar declarações?
    As televisões não passavam de certeza, mas se fosse do outro minúsculo partido CDS, passavam de certeza e até era noticia de abertura de telejornal, aposto.

    1. Ó Pedro, mas que raio de argumento esse: não falam porque têm a certeza antecipada de que ninguém lhes ligará pevide.
      Se um partido chamado “Pessoas Animais Natureza” permanece calado enquanto o País arde, não sei quando tencionará abrir a boca.
      Por mim pode continuar em silêncio o ano inteiro e só dar sinais de vida a propósito de pombos e charretes. Mas aqui fica a crítica, que se pretende construtiva. Se o PAN só deseja escutar e ler elogios vai por mau caminho.

      P. S. – Saúdo este regresso às caixas de comentários do DELITO DE OPINIÃO, onde já deixaste impressão digital no nosso espaço mais destacado – vai agora fazer seis anos:
      http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/2099667.html
      O tempo voa.

  17. Pessoas animais e natureza
    Um touro mata um homem, viva o touro.
    Deveria ser
    Partido Animal, já que não quer saber de pessoas nem da Natureza

      1. Se fosse o homem a matar os animais que morrem nos incêndios , o PAN aparecia em direto no FB a culpar o Humano, é o que vejo.
        Não se esqueçam que é o homem quem vota, podem perder o seu único deputado e irem pra amazona reinar com os animais

  18. Analisando a maioria destes comentários …
    nota-se que o vosso deputado se tornou num vazio representativo…

    1. Satisfaz-me verificar que o PAN despertou da aparente letargia e reagiu enfim ao drama dos incêndios quatro dias após eu ter aqui exprimido as críticas que exprimi.
      Agradeço-lhe informação, que da minha parte encerra o assunto.

    1. Você chega muito tarde à polémica. Chega precisamente no fim, cinco dias depois, após este meu texto ter figurado entre os mais comentados da blogosfera.
      Deve ter estado a dormir uma sesta muito prolongada.
      Acho óptimo que os incêndios não perturbem o sono a alguns de vós. Continuem assim: é sucesso garantido. Preocupem-se com os pombos. E com as charretes.

  19. O PAN é uma partido ativo e interventivo. É contudo um alvo a abater por combater interesses instituidos e este post é o a materialização disso. Tão só basta ver quem são os elementos que contribuem para esta peripécia eletrónica. Não disseram por que está calado o presidente da assembleia da república, o ministro da agricultura, o PCP, etc. Foi apenas o PAN porque é um partido incómodo, porque lhes toca nas consciências de seres humanos que alguém tenha uma atitude ética para com a natureza, quando o que interessa a todos os outros seja a exploração económica do ecossistema e o sofrimento dos animais para pura diversão (caça, touradas, etc.). Infelizmente este post serve apenas para inflamar a manada ruminante que não pensa mas segue atrás uns do outros. E é isso que lhes interessa ter uma grande manada que levanta muita poeira ao passar, mas que não pensa por si.

      1. Lamento que use de demagogia para responder. Da sua resposta pouco se aproveita. Ocorre que o texto que escreveu há um ano mereceu o meu comentário porque quem escreve dessa maneira não deve ficar sem resposta, não vá alguém achar que lhe assiste a razão e todos concordemos. O fato de ser anónimo retira algum valor ao que escrevi ou a razão das minhas palavras valem por si? Continua no seu ataque irracional a quem lhe é contrário, e infelizmente faltando-lhe verbo, usa de ilusionismo e filosofia barata, qual conversa de taberna. Lamento também que sendo jornalista, escreva e pense dessa maneira. Não o abona, acredite.

      2. Já agora, o meu nome é Pedro e sou veterinário. Sou adepto de uma conversa franca e saudável sobre os assuntos e este parece-me um bom pretexto. Aborrece-me que se utilizem jogos de palavras e manipulação da opinião do público para não temas. A atualidade do assunto é tanta que se verificar nas notícias poderá confirmar que o PAN, com apenas um deputado, teve uma atividade muito mais fértil que os ditos grandes partidos. Isso sim é notícia e prova que a sua opinião de há um ano, neste momento provou ser lixo.

        1. Típica atitude tuga. Começa por se confessar adepto de uma “conversa franca e saudável” e logo a seguir qualifica de “lixo” o que escrevi.
          Deve ser a nova “pedagogia democrática” que o PAN traz à política portuguesa…
          Fica, naturalmente, a “conversa franca e saudável” encerrada antes de começar.

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