
Parece que o CDS, depois de ter jurado que a taxa sobre pensões era uma fronteira que não podia ser ultrapassada, afinal já permite “excepcionalmente” que as tropas estrangeiras passem a fronteira. O problema é que quando as fronteiras são atravessadas, a ocupação só termina se o ocupante quiser. O CDS passou a ser assim neste momento um partido tomado e por muito que queiram negar o óbvio, nem o talento político de Portas o tirará do sarilho em que se meteu. Todas as suas bandeiras eleitorais como o apoio aos reformados e a defesa dos contribuintes se esfumaram nesse instante. Resta-lhe continuar no Governo até ao fim, sabendo-se que agora que já nem sequer conseguirá evitar o descalabro para onde está a ser conduzido.
Torna-se assim claro que neste momento já nem sequer existem partidos na maioria mas apenas um grupo de seguidores da troika, chefiados pelo Ministro Vítor Gaspar, que continuará a pôr e dispor pelo menos até Junho de 2014, altura em que poderá ser seduzido por um cargo de comissário europeu. O tal Ministro “que não foi eleito coisíssima nenhuma” e que diz aos partidos da maioria que não quer saber dos “vossos eleitores”, depois de presidir ao arrasar da economia portuguesa irá assistir ao arrasar do sistema partidário nacional, destruindo os partidos que suicidariamente continuam a apoiá-lo. Resta saber por que razão os militantes desses partidos continuam a aceitar isto.

Na Holanda também passaram a fronteira, a EDP que o diga. http://www.dutchnews.nl/news/archives/20 13/05/tax_office_ups_portuguese_ener.php
e o Zé que pague a luz !
irra…
🙂 com estrondo, mas do chão não passou
Só enganam as pessoas 1 vez. O CDS traiu os seus eleitores – e não foram poucos. Foram mais do que o normal porque o CDS antes das eleições, precisamente, se propôs a fazer as coisas como deve de ser. Só que não só ainda não cumpriu nenhuma das coisas a que se propôs como tem assumido posições contrárias às que tinha no seu programa eleitoral. Primeiro nos princípios enunciados na reforma autárquica, e depois, sucessivamente, numa série de outras trocas e baldrocas que nem vou mencionar aqui. E, agora, a mais rocambolesca declaração de sempre: “Por mim não passam, mas excepcionalmente ok está bem”. Assim não vamos lá. Eu pelo menos nunca mais lá vou (votar). Jamais. Acabou.
Digo isto há anos, Paulo Portas quer ser Ministro, o resto é pormenor, se for preciso até com o PCP ele faz uma aliança. Mas que esperar dos herdeiros da União Nacional ? A culpa não é deles, é de quem os elege e continua a ir na cantiga do “Arco da Governação”. No CDS, eu que defendo ideias completamente opostas, lembro-me apenas de dois políticos válidos, Lucas Pires e Nuno Melo, se este ultimo chegar um dia à liderança do partido, talvez tenhamos um CDS fiel aos seus princípios, mesmo que discordemos de alguns deles. Enquanto lá estiverem estes dirigentes, não se aproveita nada, premeiam-se os “yes man” com umas secretarias de Estado e mandatos de deputado e vão brincando com isto.
Como complemento a esta estimulante discussão sobre se o Portas ultrapassou a fronteira, recuou prá frente ou avançou para trás, seria talvez bom começar a discutir onde é que se vai buscar o dinheiro para pagar as reformas a centenas de milhar de pessoas que as auferem, sem terem feito descontos ao longo da sua vida contributiva que as justifiquem. Porque esse é que é o busilis da questão. O resto é conversa fiada para preencher os entediantes telejornais e comentários politicos, com que as tvs nos massacram todos os dias.
Disso, da falta de dinheiro, é que ninguém gosta de falar.
Toda a gente sabe que não produzimos o bastante para mantermos todas as mordomias, criadas pelas nossas elites nos últimos trinta e tal anos, e que, infelizmente, foi necessário que os nossos credores viessem à nossa casa dizer-nos o que temos que fazer, ameaçando fechar a torneira dos euros. Dos euros deles, que os nossos estão muito caros e a rarear.
Convém dizer que, se a torneira for fechada, não há fronteiras seguras.
Eu concordo com tudo isso, mas nessa lógica para que precisamos então de Estado Social. Eu não me importo de pagar imposto para que reformados, mesmo que não tenham feito os descontos necessários durante a vida, recebam uma pensão digna. É uma retribuição do Estado, de todos nós, que não me choca. Acho que é para isso que serve o esforço colectivo. O que me choca são reformas de deputados e juízes ao fim de 10-12 e de banqueiros do Estado e outras coisas do género. Regalias do Exército, regalias para aqui, regalias para aqui, é um sem fim de gente a debicar onde sobraria dinheiro de outro modo. Mas mesmo para além disso o problema central deste problema é a retroactividade – que quebra o contrato previamente estabelecido. Querem cortar, cortem para a frente, não cortem a pessoas que já não se podem defender.
Muitas ocupações acabaram com a expulsão dos ocupantes, Luís. A questão passa mais pela ideia que deixaste no fim: o eleitorado vota por compulsão numa ideia de Estado que se esgotou.
“A Caminho do Socialismo”
A bem da Paridade… O PCP- Parido Comunista Português … Pariu este monstro:
” O PCP propôs e a Assembleia da Republica aprovou por unanimidade: Os Magistrados, vulgo juízes, jubilados, vulgo, reformados, não estão sujeitos aos cortes de pensões extensivos a todos os outros reformados ou pensionistas”
Isto na Casa presidida por uma peesoa que se “reformou” aos 42 anos com uma pensão de 7.000 E…
Aliás, como terão os Juizes do Tribunal Constitucional, após 10 anos no Palácio!!!
Há paridades… umas mais do que outras”
Essas paridades, derivam de parir ou de par?
Queiramos ou não, uma das consequências, entre muitas, desta malfadada situação é presenciarmos o sumiço de alguns partidos da cena política e o recrudescimento do PCP com o seu discurso utópico, gasto e completamente fora dos cânones aceitáveis. A democracia, muito subtilmente, vai correndo riscos …
Se me permite, vou usar uma pequena imagem para ilustrar meu pensamento sobre a situação nacional:
Tenhamos em mente um avô e um filho com uma criança (Portugal, que perdeu a mãe) e uma companheira. Pois bem, o avô é o PR, o filho é Passos Coelho, a companheira é Paulo Portas e a criança já referi. Todos sabemos que, tradicionalmente, há avôzinhos que gostam de ter filhos e netos sob a asa, pois eles sabem tudo, gerem os supremos interesses da família e raramente se enganam. Logo, a docilidade é sempre bem-vinda. Mas ainda mais, há filhos que, por interesse e vaidade, apesar de se lixarem para tudo e para todos, lá vão gostando de permanecer nesta situação edílica de tanta docilidade.
Vai daí, continuando com a imagem, o filho decidiu dar a papa à criança febril. Para o efeito usa todos os estratagemas para levar a criança a comer sem ter de a levar a um especialista. E diz à criança: olha, come esta colherzinha pelo avôzinho; ele anda tão triste que pode começar a chorar. A criança, não obstante o seu estado febril, que requer outra terapia, como por exemplo água para evitar a desidratação, lá dá a boquita à colher mas não come tudo. Apercebendo-se desta reacção da criança, o papá decide meter comida até meia colher e regressa à mesma cantilena: olha, só mais um bocadinho meu pequerrucho, come esta pela minha companheira senão ela amua e depois não te leva ao jardim para brincares com o Zéquinha. Falam-lhe no Zéquinha, o companheiro de bola, e a criança lá pensa: porra, não!, quero brincar com o Zéquinha e quero disfrutar do jardim!, e lá mama mais um pedaço. A conversa continua, mas agora com a saga do papão (troika) que vem com um saco e faz umas piruetas danadas para machucar o menino se ele não comer. Mas desta vez a criança, cuja febre vem aumentando, completamente passada, decide esbracejar e acaba por entornar a papa.
Reacção do avô: isso não é tolerável! O menino tem de comer a papa ou sou eu que terei de o meter na ordem. Onde já se viu um pivete contestar a ordem por mim decidida, quero dizer, pelo pai, bem, não é bem assim. Tá bem ficamos por aqui;
Reacção da companheira: Eu não concordo com esses métodos, mas como me deixam fazer uns brilharetes, e a criança não é minha, fecho os olhos e finjo que não estou de acordo com o acordo que acabei de dar.
Reacção do filho, em pensamento: Boa. Pois assim continuo a receber os calores do avô (que é seu pai, de partido), mantenho a companheira operacional e lá vou mostrar ao mundo minha vaidade perante este feito.
Nota do contador: Atirarem-se novamente aos reformados significa que em vez de cortarem na despesa estão a cortar na receita. E é receita quando verificarem a quebra na captação de iva e outros impostos; e até mesmo na possibilidade de continuar a ajudar seus dependentes neste momento (os filhos e netos desempregados).
Mas como eu não sei tudo, só escrevo sobre o que sei. E isto vai acontecer. O enterro será mesmo faustoso!
Entretanto a criança morre porque a solução para seu problema era água e não endrominanços.
O avô, que nestas coisas do saber tudo e nunca errar tem atitude perpétua, continua a não dar-se conta que o princípio da alternância gera a possibilidade de surgirem outras ideias e atitudes que acabam por ajudar a minimizar a situação e, por sua inflexibilidade e agilidade, chegará à conclusão que de nada lhe valerá fazer um enterro faustoso para compensar a culpa que sobre ele já começa a cair.
Quando acabei de ler este comentário anónimo, até me vieram as lágrimas aos olhos. Como eu gostaria de escrever uma história assim, com um avôzinho, e um filho que o avôzinho não grama nem de escabeche. Sabe Deus as pinaças que o avôzinho tem feito para manter o filho onde ele está.
Nos ultimos dias muita gente nos média e nos blogs tem chamado muitos nomes feios ao Portas; mas chamar-lhe companheira… não se faz.
Por outro lado chamar criança e ainda por cima sem mãe, a um país com 900 anos, parece-me exagerado.
Sniff, sniff, cof ,cof!
Caro advogado,
A mãe levou umas lambadas e a criança ainda tem muito para crescer. Basta quebrar a tradição. Vejo que o meu amigo veio à barra para dirimir também a questão da “companheira”. Mas não se vá sem resposta: nesta matéria do espetáculo as máscaras são livres. Que lhe importa a si as vestimentas!?
Vejo que quanto ao avôzinho lá vamos estando de acordo; e se reparou bem verificará que até mete o coelhinho, mas não é de chocolate.
Espero que esta abordagem lhe possa ter enxugado as lágrimas.
Abraço.
Marques Guedes já promoveu o CDS a principal partido da oposição.
Marques Guedes já promoveu o CDS a principal partido da oposição.
Resumindo SEM- 10% do PIB em empréstimos – ou o equivalente em impressão cada ano “arrasa-se” a economia portuguesa.
A loucura keynesiana e como 90% dos economistas obsecados por dinheiro ainda não entenderam que o problema não é dinheiro.
Mas é só nisso que conseguem pensar.
É o seu atalho para tudo: dinheiro.
Gente que pensa assim deve julgar com 3 triliões de sestércios os Romanos poderiam ter electrificado Olissipo…