O caso Pedro Rosa Mendes, a partir do minuto 29.


vidabreve,

19 comentários em “O caso Pedro Rosa Mendes, a partir do minuto 29.”

  1. Vejam a partir do min 29, sim, não só por causa da censura a Pedro Rosa Mendes, mas ainda para verem como há outras razões para estarmos preocupados. Fui corrida de um jornal por escrever sobre a compra de uma parte da Zon por Angola. Azar, os mesmos angolanos estão na administração do jornal onde escrevia a dita da crónica. Não gostaram, mandaram reformular o jornal. Há várias outras histórias de censura. Mas há coisas relevantes – e não relvantes – que são a perda de liberdade. Pergunta Clara Ferreira Alves quem comprou a Tóbis onde está o arquivo da guerra colonial. Pergunto eu: sabemos nós todos os investimentos angolanos dos últimos cinco anos? Da SIC à Caras, do putativo novo canal que Miguel Relvas quer privatizar à PT, digam lá, o que é nosso e o que é de quem? E, já agora outra coisa: Miguel Relvas, Miguel Relvas, Miguel Relvas. O Primeiro Ministro não se chama Pedro Passos Coelho? Parece que não.

    1. Patrícia, isso é importante e tem de ser divulgado por ti com outro destaque que não o de um comentário. Julgo que temos ao nosso alcance um poder de denúncia e de formação da opinião pública que era importante exercitarmos.

    2. Não vais alongar mais nestes paleio.. Pá
      eu ja falastes muito nos respeitante:
      Chegou nossa hora… Agora voces vais começar a chamar nós de Patrão…
      Não sei como fala patrão em chines..vai aprendendo também…

      Muana kalé / Rei do churrasco e muanba.
      Não respondes, vais ficar zangada com respostas.. Pá.

  2. Na verdade, quando se afasta alguém por delito de opinião, por muito controversa que ela possa ser, é um pedaço de liberdade de expressão que se afasta, um pedaço da nossa liberdade conquistada que se perde.

    1. O problema para mim é que estas questões estão mesmo partidarizadas, como quase tudo em Portugal. O que há um ano ou dois era um grave ataque à liberdade de expressão é hoje o exercício de um dever de obediência hierárquica ou empresarial. Isto preocupa-me muito.

  3. É de facto extraordinário como o caso manuela moura guedes gerou tanta (e justa) indignação e agora o caso Pedro Rosa Mendes vai passando pelos intervalos da chuva que ainda por cima tarda.
    A incapacidade crítica das elites portugueses (chamo-lhes assim para abreviar o comentário), incapazes de pensar sem recurso à cenoura partidária, explicará muito do que se passa.
    Pensar pela sua própria cabeça é um exercício difícil e, sobretudo, muito caro num país em que todos acabam por ser primos do primo de algum primo. Basílio volta, estás perdoado.

  4. Parece que se confirma mesmo a ligação entre a crónica e o fim do programa. É lamentável este acto de censura, sabendo nós todos como é pesada a mão de Angola naquilo que é seu. Pedro Rosa Mendes sabe-o melhor do que nós todos e já foi perseguido por denunciá-lo, o que dá inteira credibilidade à sua versão. É importante o que diz o Daniel Oliveira: este caso é um bom barómetro para o que vai acontecer (ou já está a acontecer) à nossa liberdade de imprensa no que toca a assuntos de Angola, se a RTP for privatizada e houver (e haverá…) capital angolano na nova empresa. Inaceitável.

      1. Claro que o Sócrates está perdoado. Face ao que vamos assistindo com este Governo prefiro um 1º Ministro arrogante(?) mas que encarou os problemas de frente, dando a cara, do que este governo do qual ninguém sabe quem governa e que se esconde atrás do FMI.
        Este governo tem feito as piores diatribes, como as nomeações escandalosas, a censura com despedimentos na comunicação social, os tribunais estão paralisados sem que os gabirus faltosos sejam condenados (queres que te lembre os nomes deles???), etc.etc.

        1. “que encarou os problemas de frente”?? Desculpe, mas de quem é que está a falar? Do Sócrates não é, com toda a certeza.
          E não precisa de lembrar-me nada, a minha memória não é tão curta como a sua.

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