O Carlos pagava as férias e o Sócrates pagava os jantares


Rui Rocha,

– Não, ó Carlos. Deixa estar. Eu pago o jantar.

– Ó pá, Zézito, nem pensar. Eu pago.

– Não, pá, eu pago.

– Não, Zézito, a sério, pago eu.

– Eu insisto, Carlos. Não me vais fazer agora a desfeita de não aceitar.

– Mas não há necessidade, Zézito. Eu pago, pá.

– Não, ó Carlos. Já pagaste as férias. O jantar é comigo.

– Pronto, Zézito. Se insistes… paga lá tu.

– Emprestas-me dinheiro?

6 comentários em “O Carlos pagava as férias e o Sócrates pagava os jantares”

  1. Que mais e por quanto tempo mais, para definitivamente concluir que, com partidos, não há democracia possível, por estas bandas?!
    João de Brito

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