O caos


Pedro Correia,

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Não me lembro de gestão tão caótica no futebol português. E não me falem na pandemia. A pandemia não pode servir de desculpa para tudo.

Primeiro anunciaram que haveria público nos estádios, na última jornada da Liga 2020/2021. A ministra da Presidência fez o anúncio no final de um Conselho de Ministros, alegando que seria um “evento-teste”. 

Depois admitiram que talvez as duas últimas rondas tivessem público.

A seguir, vem-se a saber que os estádios continuarão interditos aos portugueses até ao último apito do último jogo deste campeonato. Descobriram à última hora que era necessário salvaguardar a equidade.

Anunciaram entretanto que a final da Champions voltaria a ser este ano em Portugal, no estádio do Dragão. Para júbilo do velho crocodilo, que logo lançou farpas a Lisboa. Como se Porto e Lisboa não fizessem parte do mesmo país.

Esta final da Liga dos Campeões terá público. Mas a final da Taça de Portugal será disputada com bancadas vazias, ao contrário do que chegou a admitir-se.

«A ideia de haver público na última jornada era uma ideia de só haver público do visitado, coisa que é manifestamente impossível haver no final da Taça, uma vez que o jogo vai realizar-se no estádio de Coimbra», disse o alegado e baralhado secretário de Estado do Desporto, voltando a confirmar a sua inutilidade no Governo. Enquanto justifica o privilégio concedido à final entre Chelsea e Manchester City por «circunstâncias muito distintas» que não especificou.

Duas realidades diferentes: uma para estrangeiros, outra para portugueses. Ambas em solo nacional, o que torna tudo mais revoltante.

Alguém entenderá seja o que for no meio deste caos?

42 comentários em “O caos”

      1. Nasce na aldeia da Picha passa pelo Vale da Rata, começa na Venda das Raparigas com um pulinho a Venda da Gaita, experimenta Anais, foge para Chiqueiro e instala-se na Picheleira, onde vai a Buraca, contudo sem chegar a Casal do Grêlo que fica distante do Purgatório.

  1. Os camones pagam…

    Convençam-se que isto já não passa de uma estância balnear, estamos para a Europa como a República Dominicana está para nós, um local exótico e aprazível para férias. Portugal vive da indústria dos eventos (happeningues), sejam futeboladas sejam web sumites.
    Ao fim de um ano de pandemia ainda não veio uma alminha com responsabilidade questionar que se calhar estamos demasiado dependentes dos aviões que aterram das Ilhas. E que se devia apostar em indústria que produz, e não em vender sol e sardinha assada.
    Verdade que olhamos depois para a elite empresarial, como a que passou recentemente pela AR, e a única coisa que fizeram com aqueles créditos foram “empreendimentos”.

      1. A República Dominicana era o destino (um dos) preferencial das viagens de finalistas, portanto não deve ser assim tão eclético 🙂
        Pronto, Portugal estará algures entre isso e Loreto del mar.

        (nada como ver uns dias Euronews ou BBC para tomar consciência da nossa imagem lá fora. Qualquer coincidência com a CS nacional é mero acaso coincidente)

  2. Já se deram conta, através do aumento dos números de infecções, que o bicho veio para ficar ainda este ano e o próximo.
    Regressem às aulas pela internet ou telescola, os que trabalham presencialmente mantenham turnos e os demais em teletrabalho. Mas deixem os restaurantes abertos, em particular as esplanadas.
    O FCP sempre teve mariquinhas e queixinhas pé-de-salsa e pé-de-valsa.

  3. Duas realidades diferentes: uma para estrangeiros, outra para portugueses.

    É evidente que os estrangeiros e os portugueses são realidades diferentes.

    Os estrangeiros vêem do aeroporto sempre acompanhados e sempre numa bolha social. Não vão andar por aí. Têm vôo de volta marcado e têm que fazer em todas as poucas horas que permanecem em Portugal.

    Os portugueses têm liberdade de movimentos no seu país. Podem andar por aí a contaminar seja quem fôr.

    É evidente que se trata de realidades diferentes, que devem ser tratadas de forma diferente.

    1. Sim, duas realidades diferentes.
      O Governo de cócoras perante a UEFA e os ingleses, permitindo-lhes o que interdita aos portugueses.
      Qualquer semelhança com uma república das bananas não é pura coincidência.

      1. Esta porra é um aldeamento turístico em tamanho grande.
        Com a vantagem de que os camones não têm de ficar restritos aos resorts, porque a malta aqui (ainda) não anda de pistola na mão a tentar sacar-lhes as carteiras quando põem os pés nas zonas comuns a turistas e nativos.
        Só falta mesmo é construírem (vai Vieira que é tua) uma porrada de casinos no deserto entre Évora e Beja, e transformar o Alentejo profundo na Las Vegas europeia.

      2. O Governo de cócoras perante a UEFA e os ingleses

        Os próprios ingleses estão de cócoras perante a UEFA, como se constatou recentemente no episódio da Superliga. Mal a UEFA disse “mata a Superliga” logo Boris Johnson disse “esfola a Superliga”. Como muito bem escreve o Pedro Correia, “qualquer semelhança com uma república das bananas não é pura coincidência”.

    2. Desconhecia a existência de um serviço de acompanhantes para as inglesas. Assim sendo, gostaria de saber para onde posso enviar o meu cv?
      (inclui adse? Ou é a recibos verdes?)

  4. Esta Champions é para premiar quem?
    Médicos, enfermeiros, professores, funcionários públicos ou repositores de supermercado?

    1. É para premiar todos os párvulos verdadeiramente parvos:

      Pascácios, papalvos, pacóvios, otários, lorpas, patetas, lerdaços, estultos, tantãs… etc

      Rita Mendes

  5. Caro Jacaré Velho,
    Tanto ódio ao Porto, deixe-se disso que lhe faz mal ao coração. O tempo de ganhar quando o benfica deixava já acabou, agora vence de 20 em 20 anos e não de 4 em 4.
    Portugal não é só Lisboa, saia da sua bolha centralista.

      1. Os vossos dirigentes são um exemplo acabado de ética e cidadania. Fugir para Vigo não é crime – é escapar ao assassínio de carácter que muitos sacanas deste país, contra todas as normas da decência processual duma investigação, quiseram condenar Pinto da Costa na praça pública, porque sabiam que não o poderiam fazer em tribunal.
        Ser investigado e até arguido não é uma condenação. Condenações, Pinto da Costa não tem nem uma. Já o vosso tão impoluto e ético presidente prepara-se para enfrentar uma, por difamação agravada. Já para não falar de outros dirigentes desse tão nobre clube que foram condenados por depositar dinheiro na conta bancária dum arbitro e associação criminosa.

  6. “alegado e baralhado Secretário de Estado”.
    O Pedro hoje acordou muito bonzinho. Para quem é, isto é um elogio para a figura mais incompetente, ridícula que este governo exibe. Há mais, mas este imberbe bate todos.

  7. Os portuenses têm o direito de criticar Lisboa, por serem do mesmo país, porque Lisboa critica diariamente o resto do país que lhe coube em sorte.

      1. Já tu deves perceber muito do que é ser portuense. A grande maioria dos portuenses são portistas – não deve ser por acaso! Já os Sportinguistas são de Portugal – deve ser a mania das grandezas!
        Os amantes de futebol por esse mundo fora sabem muito bem quem é o FCP. Quanto ao SCP, os poucos que sabem quem é, dizem que é Sporting de Lisboa. Veja lá ao que isto chegou!

        1. Deixa estar assim — quantos menos conhecerem melhor. O que é que interessa ser conhecido por um bilião de macacos por esse mundo fora. Isso da quantidade é para os saloios: eehhhhhhh, encher a paança.

  8. Como dizia alguém o que é verdade hoje é mentira amanhã. Quanto ao sr secretário de estado é candidato a ser considerado “excelente” pelo dr Costa

    Pedro Cunha

    1. Pelo menos tem melhor apresentação que o Cabrita (e o Galamba),… pelo menos antes de brir a boca.

  9. O velho pederasta do Fêquêpê esqueceu-se foi de dizer que apesar de se terem juntado milhares de pessoas em Alvalade (e que algumas delas, como foi o caso dos polícias, até foram lá de propósito só para dar porrada nas pessoas que lá estavam) e de já terem passado 7 dias, não houve aumento significativo nos novos casos de Covid, portanto essa gente que vá toda apanhar onde o sol não brilha e não chateie cá o pessoal das avenidas novas.

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