O candidato socialista


Pedro Correia,

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António Costa, na Autoeuropa, 13 de Maio: 

«Como não há duas sem três, cá devemos voltar outra vez. A terceira data é óbvia: é no primeiro ano do [próximo] mandato do Senhor Presidente. Portanto, faço-me desde já convidado.»

 

Ferro Rodrigues, no Bairro Alto, 18 de Maio:

«Tinha dito há um ano e meio que se as eleições fossem amanhã não hesitaria em votar no Professor Marcelo Rebelo de Sousa. Não tenho motivos nenhuns para retirar isso.»

52 comentários em “O candidato socialista”

  1. Em vez de apresenta um candidato para perder, tipo Ana Gomes, vale mais apostar num cavalo vencedor, nem que seja á 2ª volta. Para bom entendedor…

      1. Ele próprio gosta de metáforas de pista.. Eu também acho que é um bocado burro.

        Infelizmente não é o único que deve pensar que as pessoas precisam de metáforas de futebol para perceber as coisas — um paternalismo muito… preocupante… Digo preocupante para não usar o latim todo que a coisa merecia.

          1. Se não for do PS a regra mantém-se.

            Agora, por exemplo, se tivermos um peão a suportar um bispo já temos um caso em que o conjunto vale mais do que a soma dos pontos dos dois.

          2. Depende:

            Teoricamente sim.
            Consoante o tipo de abertura ou o próprio desenrolar do jogo poderá não valer.
            Há quem sempre dê uma ligeira vantagem ao Bispo.
            A estratégia aplicada poderá valorizar ou desvalorizar a importância de uma peça.

  2. Nem o Thomaz teve tanto apoio do regime.
    Isto ainda vai acabar numa produção La Féria. Um musical tipo Evita mas com o nome de “Celito” e com a Maria Leal a cantar “Não chores por mim Portugal”.

      1. Claro. “Para quem é bacalhau basta”
        António Maria Lamas
        (não sei porque carga de água foi parar aos anónimos)

  3. As probabilidades de António Costa terminar o mandato são reduzidas. Era preciso não um milagre, mas uma conjugação de milagres. E encontrar petróleo no Beato (assumindo que o PAN o deixava extrair).
    O tigre ibérico é de papel, e daquele mauzinho que nem para colocar as castanhas serve.
    Vêm aí tempos difíceis, e Costa não é homem para essas coisas.
    Os seus colegas de geringonça não terão problemas em mandar abaixo o Governo, mal a borrasca se aproxime.
    Contem com 4 anitos de troika, com um uma qualquer denominação que não resgate. Entretanto o Dr. Medina medra a sua candidatura via comentário semanal na tv, ao mesmo tempo que lidera Lisboa, o último bastião português da solidariedade, ecologia, e desenvolvimento económico.
    Marcelo… Marcelo vai indo.

  4. O pessoal da Torre de Marfim tenta exibir um ar feliz. Mas descai e não consegue esconder a sua única preocupação: apenas ser eleito e re-eleito.
    Nos intervalos exibem, caricatamente, o seu distanciamento da realidade do comum cidadão acorrendo publicamente a restaurantes, como se fosse possível recriar prosperidades com semelhante exemplo. Comensais a quem nunca falta o cheque mensal não irão solidificar nenhuma economia.

          1. Provavelmente a recompor-se do discurso do presi Varandas.

  5. Tive de votar nele a primeira vez — ou era uma pessoa do regime que encolheu os ombros ao AO (há sempre sinais, basta estar atento) ou era um plataformista pró-islâmico do ISCTE ou da FSCH ou lá o que era aquilo.

    Desta vez não contem comigo.

  6. A legenda da fotografia é:

    “agora ninguém nos pára”

    Enfim, pode sempre acontecer o povo libertar-se do marasmo intelectual onde se arrasta e votar num outro qualquer. Pior não fica (excepto se for comuna).

    José de Bêtum

      1. Diria Sousa Tavares (antes de se retratar, coisa que o seu pai nunca na vida teria feito):

        “para palhaço já cá temos um”

        Mal ele sabia que só estava a ver a “ponta do iceberg”.

        Popular, “popularista” (comentador em directo na tv, em pleno acto falhado, recuperando o equilíbrio), populista, narcisista.

        Dê-se-lhe um pente e um espelho, já cantava o Mário Branco.

        José de Bêtum

  7. Anda por aí muita cabeça de ginguba.

    Já tirei selfie, e levei beijinho de Marcelo!!!

    Gostei até demais…

    Mariama Baldé

  8. É sempre delicioso nestes tempos difíceis ver a indústria do turismo a apelar ao patriotismo dos “consumidores” portugueses.

  9. “Direita que dança o folclore da esquerda não faz grande falta.” de Vítor Cunha, no Blasfémias (blog)

    Além do festival do Covid, a farândola felliniana protoganizada pelos títeres do trôpego regime, quer fazer esquecer os sucessivos foguetes que lançam e que lhes estouram nas mãos, considerando os portugueses como ineptos e desprovidos de senso comum, tiveram no meu entender , actuações do mais baixo nível desde a ópera bufa da Alameda ao trinar dos passarões na Autoeuropa e NBanco.

    Além da fome e miséria escondidas por aí não se vêm movimentações dos cabeças de cartaz para atenuar essas situações .

    Continuem pois, on stage, a melhorar as actuações, entrando em palco sem esquecer as deixas mantendo o circo até ao fim do libreto de acordo com as setenta e nove páginas da ópera bufa “Portugal Rosa é Vermelho”

    A.Vieira

  10. Era uma vez um povo de um reino distante a quem o poder caiu nos pés de tão velhos e sisudos eram os governantes do pensamento único e as suas ideias. Os escribas de serviço lavraram que o povo fez a revolução nas ruas e rejubilou. Nos primeiros anos eram tantas as facções nas cortes como opiniões à mesa das grandes famílias. Os anos foram passando, as opiniões começaram a convergir no politicamente-correcto dos belos reinos de encantar, governados por príncipes permeáveis aos ditames dos núncios e correspondentes pagos pelas famílias abastadas do reino, que fizeram circular e preservar uma nova forma unificada de pensamento.

      1. Pronto. Agora o Vorph também com preciosismos? Já não são permitidas liberdades criativas? 😉

        Mas pensando bem, a sua referência até faz sentido. Da maneira que isto segue, depois de São Nuno de Santa Maria vamos ter São Marcelo de Basto.

  11. Ninguém fala no Ventura porquê? É para jogar àquele jogo do faz de conta? Vamos fazer de conta que não existe.
    Antes de ponderar votar numa candidata que ainda não o é e provavelmente nunca vai ser, não deveriamos colocar em cima da mesa aqueles que já se perfilam?
    É por estas e por outras que ainda vamos ter uma surpresa. Não digo que ganhe, mas se aparecer um terceiro candidato, é menino para forçar uma segunda volta.
    O objetivo também não será ganhar, será ter a oportunidade de usufruir de tempo de antena, coisa que lhe é sonegada à descarada.
    Numa 2a volta vão ter de o ouvir falar. E se limitado às redes sociais vai ganhando cada vez mais apoiantes, com o tempo de antena igual aos outros, é caso para meter medo.
    Goste-se ou não, até quando é que vamos fazer de conta que ele não existe? Quando chegarmos à campanha vamos continuar a falar de candidatos que não o são, em vez de falarmos daqueles que o são de facto?

    Mandar avançar ana gomes é queimar uma excelente candidata para daqui a 5 anos.
    Mas se calhar é esse o objetivo, queimar a ana gomes, antes que a ana gomes os queime a eles

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