Finalmente, encontrei um artigo que resume muito bem o que se tem vindo a passar na Igreja Católica alemã, nos últimos três a quatro anos. Na verdade, anda ao rubro e eu já quis escrever sobre isso, mas nunca conseguiria resumir tão bem. Por isso, deixo aqui excertos. Quem quiser ler o texto na totalidade, só tem de seguir o link.
A Igreja Católica na Alemanha tem estado a percorrer, nos últimos quatro anos, o chamado Caminho Sinodal, ou seja, reuniões em que são debatidas fórmulas para superar a crise que vive a Igreja Católica, sacudida por escândalos de abusos sexuais de menores.
Nos últimos meses têm sido avançadas propostas como o fim do celibato obrigatório, o acesso das mulheres ao sacerdócio e questões sobre a homossexualidade.
O texto mais problemático diz respeito à “cerimónia de bênção para casais que se amam”, uma vez que inclui uma fórmula destinada a casais homossexuais e também há referência a segundos casamentos por parte de pessoas divorciadas, o que vai contra a doutrina da Igreja Católica.
O presidente da Conferência Episcopal Alemã afirmou, em novembro de 2022, que iria continuar a abençoar os casais homossexuais que o peçam, apesar de o Vaticano proibir, e descartou qualquer possibilidade de um cisma na Igreja alemã.
“Não podemos seguir como antes, trata-se de transmitir a mensagem do Evangelho aqui e agora, e nem sempre olhando para o passado, mesmo correndo o risco de uma Igreja ferida”, disse na altura.
Outro tema abordado e que pode vir a causar polémica é a possibilidade de se falar de “identidade de género” dentro da Igreja.
A igreja anglicana já leva anos de avanço no wokismo. Cada vez tem menos fiéis. Go woke go broke.
O presidente da Conferência Episcopal Alemã afirmou, em novembro de 2022, que iria continuar a abençoar os casais homossexuais que o peçam, apesar de o Vaticano proibir
Isso de igrejas fazerem coisas que o papa proíbe parece-me muito cismático.
O catolicismo, como religião, define-se basicamente pela obediência ao papa. Se deixa de haver tal obediência, deixa de haver catolicismo. Parece-me a mim, que não sou católico.
Pois, é esse o problema.
Mas as coisas, como estão, não estão bem.