O Bom Combate


Ana Cláudia Vicente,

«Voir loin, parler franc, agir ferme.»

 Pierre de Frédy

[Barão de Coubertin (1863-1937)]

 

[Foto: BBC Sport]

 

Se reais consequências se registarem após o arraial mediático du jour em torno do triste processo de qualificação para as finais olímpicas em Badminton, menos mal. Não deixa de ser justo e irónico que tal aconteça num território educativo tão admirado pelo pedagogo que reinstituiu Os Jogos na contemporaneidade.

Bem basta termos quase todos aceite que o futebol já não é o que era, e que muitas das regras básicas do desportivismo simplesmente deixaram de se lhe poder aplicar.

3 comentários em “O Bom Combate”

    1. Cenas, talvez eu não ande a acompanhar suficientemente as Olimpíadas (ainda não estou de férias, snif), ou então é a minha sinusite crónica a fazer das suas: preconceito contra os chineses, como assim? Os chineses vêm ganhando medalhas há alguns anitos, e no tocante ao badminton, foram desqualificadas oito nacionalidades…

      1. Existiu a questão da nadadora, Ye Shiwen, que ganhou os 400m estilos na natação e cujo Presidente da Associação de Treinadores de Natação insinuou, muito directamente, que este era um caso de dopping. Isto quando ninguém viu o Van der Burgh dar três pernadas de mariposa na final de bruços onde bate o recorde mundial.

        E agora este caso onde são feitos julgamentos sobre “vontade de ganhar”, em que é afectada uma dupla chinesa, duas sul-coreanas e uma indonésia. Existiu uma vontade deliberada de mandar uma mensagem à China, tendo os outros dois sido apanhados no lugar errado à hora errada. Este caso é tão caricato que até o presidente da federação internacional de badminton já veio a público lamentar o seu desfecho.
        Enfim..

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