«Voir loin, parler franc, agir ferme.»
Pierre de Frédy
[Barão de Coubertin (1863-1937)]

[Foto: BBC Sport]
Se reais consequências se registarem após o arraial mediático du jour em torno do triste processo de qualificação para as finais olímpicas em Badminton, menos mal. Não deixa de ser justo e irónico que tal aconteça num território educativo tão admirado pelo pedagogo que reinstituiu Os Jogos na contemporaneidade.
Bem basta termos quase todos aceite que o futebol já não é o que era, e que muitas das regras básicas do desportivismo simplesmente deixaram de se lhe poder aplicar.

Nestes jogos olímpicos sente-se no ar um certo preconceito contra os atletas chineses…
Cenas, talvez eu não ande a acompanhar suficientemente as Olimpíadas (ainda não estou de férias, snif), ou então é a minha sinusite crónica a fazer das suas: preconceito contra os chineses, como assim? Os chineses vêm ganhando medalhas há alguns anitos, e no tocante ao badminton, foram desqualificadas oito nacionalidades…
Existiu a questão da nadadora, Ye Shiwen, que ganhou os 400m estilos na natação e cujo Presidente da Associação de Treinadores de Natação insinuou, muito directamente, que este era um caso de dopping. Isto quando ninguém viu o Van der Burgh dar três pernadas de mariposa na final de bruços onde bate o recorde mundial.
E agora este caso onde são feitos julgamentos sobre “vontade de ganhar”, em que é afectada uma dupla chinesa, duas sul-coreanas e uma indonésia. Existiu uma vontade deliberada de mandar uma mensagem à China, tendo os outros dois sido apanhados no lugar errado à hora errada. Este caso é tão caricato que até o presidente da federação internacional de badminton já veio a público lamentar o seu desfecho.
Enfim..