O Banquete, de Patrícia Portela


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Dias difíceis, aqui em Maputo, com as constantes notícias de crimes e ameaças, e da guerra que ameaça brotar, florindo, carnívora, das escaramuças sanguinolentas que são já diárias no centro do país. No meio da angústia, pelo país e pelo nosso futuro (“Arranja-me um emprego / pode ser na tua empresa / concerteza / que eu dava conta do recado / e para ti era um sossego” humilhar-me-ei eu, aos 50 anos, regressando trôpego a um país também ele trôpego?), no meio dessa angústia (“sem pânico“, acabamos nós agora, amiúde, os breves telefonemas em que cruzamos novas, boatos e desabafos), dizia eu, surgem inopinadas notícias a fazer futuros, a proibir des-esperanças, a barrar o tal panicar.

 

Tenho uma mão cheia de sobrinhos fantásticos, uns de profissões mais publicitadas e outros das nossas, pouco “mediáticas”. Soube hoje, agora mesmo, que uma sobrinha minha surge entre os cinco seleccionados para o Grande Prémio de Romance e Novela 2012, da Associação Portuguesa de Escritores, a Patrícia Portela, por causa do livro “O Banquete“. A gente torce que ganhe, leitores pelo menos. E venho aqui, ufano, intervalar as outras coisas, celebrar isso.

 

4 comentários em “O Banquete, de Patrícia Portela”

  1. Muitos parabéns, tens toda a razão para estar orgulhoso. E vai continuando a passar por cá, nem que seja para dar-nos notícias desse país que tanto prometia há tão pouco tempo, dessa terra que passou da esperança à aflição. Espero sinceramente que ainda seja possível um retrocesso.

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