O avião oficial de Tsipras


Pedro Correia,

«La última vez que Mariano Rajoy vio a su homólogo Alexis Tsipras antes de esta desastrosa semana fue el pasado día 26 cuando presenció cómo despegaba a toda pastilla de Bruselas el avión oficial del griego. Ya se lo había dicho el primer ministro portugués, Pedro Passos Coelho: “Para que veas. Yo no tengo avión oficial por los recortes, pero Alexis sí lo mantiene”. Lo llamativo esa tarde era la rapidez con que la que Tsipras – que suele propinar largas y mitineras ruedas de prensa – se largaba. Lo que tramaba era convocar un referéndum para hacer fuerza negociadora que puede terminar siendo su sepultura política.»

Carlos Segovia, no El Mundo

0 comentários em “O avião oficial de Tsipras”

  1. Um destes dias, ao vermos as notícias, parei a imagem e aumentei para mostrar ao meu marido que o Alexis Tsipras tinha na mão um Samsung Galaxy S6 Edge, coisa para custar entre 850 e 1050 Euros. O marido, PS calcinado ( ninguém é perfeito) achou naturalíssima a ostentação ! Pois que se trata de um primeiro ministro !…comunista de um País refalido… Há coisas que nunca mudam 🙂 🙂 🙂

      1. Há já 34 anos que nos degladiamos. Nenhum quer mudar o outro , muito pelo contrário. As relações duradouras baseiam-se no princípio que é da discussão que nasce a luz. O entendimento também. Estamos bem um para o outro, apesar de sermos pessoas em tudo diferentes… Também é do Sporting… não sendo do Belenenses, podia ser MUITO pior. 🙂

          1. Olhe, eu também ! É o demónio desta coisa que eu desactivo, mas adquire vida própria e volta ao ataque.
            Já li comentários meus que em cada duas palavras dou três erros ortográficos. É por isso que eu tenho a fixação que tenho e não a disto dos iPads , iPhones e outras coisas do demo que me distorcem a ortografia, ou outras até, mais gaiteiras, ,coloridas e prazeirosas.
            Obrigada.

    1. As pessoas são livres de gastar o seu dinheiro naquilo que lhes apetecer. Uns gastam-no em telemóveis, outros em prostitutas e outros em viagens às Caraíbas. Não temos nada que andar a criticar a forma como os outros gastam o seu dinheiro.
      (Seu dinheiro deles, entenda-se. Muito diferente é se fôr dinheiro dos contribuintes.)

      1. “Não temos nada que andar a criticar a forma como os outros gastam o seu dinheiro.”

        Então o seu moralismo de dizer quanto de impostos devemos pagar o que é?

        É claro que podemos criticar quando são moralistas da Igualdade: Comunistas, Trotskistas e compagnos de route.

        O Varoufakis só pode ter um telemóvel de 1000 euros se todos os outros puderem ter. È a sua suposta moral.

        inda podemos falar de ele fazer um negócio com perigosas multinacionais exploradores do proletariado neste caso o “grande grupo económico” Samsung. E usufrurir da qualidade dos produtos do capitalismo que critica.

        O Varoufakis que faça um comuna com os que pensem como ele e produza os seus produtos. Esse seria o caminho de um verdadeiro Comunista.
        Mas na maior parte são falsos.

      2. Eu tenho um telemóvel desses, dos tais, top notch.
        Trabalho há quase quarenta anos, não sou marxista- leninista, não apregoo igualdades teóricas e utópicas, não denigro o capitalismo, não chamo os meus credores de assassinos…
        E tem mais, acho que mereço os meus luxos, porque trabalho ainda, trabalho muito e desconto muito também para que muita gente possa comer.
        A austeridade começa por arrumar a própria casa, começa pelo estado, gordo e opulento que tem que emagrecer as gorduras. Fora com os capitalistas que roubaram o povo desde que a história é história ! Viva a coligação que é de extrema esquerda e que finalmente dará ao povo o que lhe pertence: fraternidade, liberdade,oportunidade, igualdade … e.. e então e os telemóveis topo de gama ?

        1. Á semelhança de qualquer empresa sempre que muda de gestores, os governos, neste caso, os governantes, renovam o seu espaço de acção. Isto que eu sei, todos sabem: mudam de automóveis, de gabinetes, de decorações, de desktops, laptops, palmtops, smartphones. .. Este telefone em particular só foi lançado em Abril de 2015

          1. E depois? Em abril de 2015 Tsipras auferia um salário que lhe permitia perfeitamente comprar esse telemóvel. E gastou esse salário no telemóvel em vez de o gastar em prostitutas, por exemplo – como muitos outros gestores de topo gastam o deles. Tinha todo o direito de o fazer.

          2. o que está a dar são os telemóveis topo de gama….

            São mais baratos que prostitutas e não exigem tanto esforço ao corpo.

            E podem-se mudar com frequência, dando de cada vez um novo prazer.

      3. Até porque toda a gente sabe que os Samsung são fabricados na Grécia e lá compra-se o que é grego.

      4. Eu, como você Luís Lavoura, não percebo este tipo de ideias, refiro-me ao comentário de Maria Dulce Fernandes.
        Sou um cidadão anónimo e como tal posso expor a minha privacidade sem que saibam quem eu sou. Sou funcionário do estado de nível elevado. Quero dizer, ganho bem e não preciso de mais. Mas não é uma fortuna. Claro que, sendo funcionário, nem podia ser de outro modo. Não dá para ter um Ferrari mas dá perfeitamente para ter um iPhone e podia, sem problemas, ter um (ou dois) igual ao de Tsipras. O que ganho dá para ir a um restaurante caro se eu quiser. Tenho profundas simpatias pelo marxismo. Depois de ler o comentário que devo fazer? Renuncio ao Marxismo ou deito fora o meu iPhone? Ou faço um requerimento ao Ministro a solicitar redução de vencimento a todos da minha categoria? Passo-me para um partido de direita?
        Posso optar por pôr o meu dinheiro num banco e é o que faço com a maior parte pois não tenho vocação nem gosto por negócios. Ou, como sugere, gastá-lo com prostitutas de luxo o que também poderia fazer só que, de momento, não me apetece (já houve tempo em que apeteceu e isso não dava nas vistas).
        Senhora D. Maria Dulce, diga-me o que acha que um homem de esquerda que ganhe um salário razoável pode fazer sem a escandalizar. Pergunto por mera curiosidade. Que tal doar a um partido revolucionário? Mas sem infringir a lei não se pode doar mais que um tanto, só clandestinamente. Outro exemplo: tenho a mania de comprar muitos livros. Sei bem que há muita gente que ganha menos do que eu que ficaria alarmada se visse quanto dinheiro malbarato em livros.

          1. Mesmo que outros sejam roubados, a partir do momento em que recebes o teu salário ele é teu e tens que arranjar o que fazer com ele. Não o vais, em princípio, doar aos pobres. Ou então, doas uma pequena parte e gastas o restante.

        1. “Renuncio ao Marxismo ou deito fora o meu iPhone?”

          Precisamente, tem de escolher.
          Se é Marxista então quer que o Estado(neste caso os EUA) pela violência destrua/nacionalize a Apple.

          No entanto você alegremente beneficia do sistema que condena e critica mesmo tendo a liberdade de não fazer parte dele.

          Se é Marxista defende a Igualdade(mesmo daqueles que a não querem) logo tem de partilhar a sua riqueza. Faça uma Comuna em que todos tenham o mesmo telemóvel fabricado por uma fábrica “popular”.

          A não ser que defenda a igualdade orwelliana: em que um Samsung de 15 euros é igual a um de 1000 euros…

          Ou seja é mais um Comuna falso. E os Comunas falsos são na grande maioria Fascistas. Sabe de onde vem a “socialização da empresa”?

          1. É óbvio que você não sabe o que é o marxismo. “Se é Marxista defende a Igualdade(mesmo daqueles que a não querem) “. Podia responder-se “se é defensor do capitalismo defende a desigualdade mesmo para os que não a querem”.
            “Ou seja é mais um Comuna falso. E os Comunas falsos são na grande maioria Fascistas. Sabe de onde vem a “socialização da empresa”?” Com isto ou está a gozar ou revela que precisa (com urgência) de umas leituras.

          2. Parece que ainda não percebeu a diferença.

            Num regime Socialista todos são obrigados a ser Socialistas. Num regime Capitalista( ou melhor Liberal, pois capitalismos há muitos e alguns nada liberais) se você quiser ser comunista com outras pessoas que concordem consigo é perfeitamente livre de o ser e criar a sua comuna.

            Não tem é a violência do Estado para obrigar quem não concorda consigo a ser Comunista, violência que tristemente parece ser essencial mais que qualquer outra coisa à maioria dos Comunistas. Com exepcção podemos referir os kibbutz, pois só lá entra quem quer. Ou seja respeita-se a liberdade da outra pessoas ser/escolher outra coisa.

            Leituras?
            Quando é que o Fascismo virou mais à Esquerda? Quando a Monarquia ficou na parte Sul de Itália e o Fascismo a Norte com os Nazis e a fundação da Republica Social Italiana.
            Pendurado com Mussolini acabou um amigo de Lenine e fundador do Partido Comunista Italiano.

          3. Esta observação foi-lhe feita por um anónimo noutro post:
            “Vá lá, disse uma coisa acertada: sem um capitalismo desenvolvido o socialismo e o comunismo são impossíveis. Só que vem atrasado: Marx disse-o há mais de 150 anos.!”
            Que acha?

          4. Que não percebeu o que disse.
            Para perceber pergunte a si próprio porque é que quase toda a Esquerda deixou de querer ter a posse de industria a não ser que falemos de petróleo a jorrar a rodos e só se interessa pelo controlo da área “social” e quando muito financeira…
            Porque foge das ciências pesadas. Porque as pesadas têm de funcionar em contacto com a natureza. A realidade. Ou funciona ou não. Um discurso bonito não faz os telemóveis funcionar . Não coloca a comida nas prateleiras do supermercados.
            Logo essas ficam para o Capitalismo. Para este sustentar a Esquerda.

            Já na Área Social o discurso é mais importante.
            Tem muita margem para falhar. Logo ciências leves, em muitos casos verdadeiras ciências políticas, ficam para a Esquerda.

          5. “Se é Marxista então quer que o Estado(neste caso os EUA) pela violência destrua/nacionalize a Apple.” O Estado impõe-se sempre pela violência, pelo menos implícita, mesmo no capitalismo. Em geral considera-se que o Estado é a única fonte legítima de violência.

          6. Sim mas falamos de graus.
            Eu não digo que um Comunista é Liberal por ele não propor um lei que defina o penteado das pessoas (vamos nos esquecer os momentos de maior opressão Comunista como na Revolução Cultural em que um penteado burguês era razão para ser morto)

            Logo deve ter percebido que a possibilidade de existência de um empresa implica muito menos violência de Estado que o impedimento da sua existência e ou a sua nacionalização.

            O marxismo-comunismo-socialismo com muitos mais caminhos coartados e muitos dele sem alternativas, obriga muito mais pessoas a fazerem parte do que não querem. Logo tem por inerência muito mais violência.
            Se exceptuarmos o caso especifico dos kibbutz tem sido sempre essa a natureza. No kibbutz só entra quem quer, só assim a Esquerda(e Direita Socialista) pode deixar de depender da violência para forçar o outro a ser socialista.

      5. “Uns gastam-no em telemóveis, outros em prostitutas e outros em viagens às Caraíbas.”

        Donde, seremos todos – posto que o Lavoura, como sempre lapidar, taxativo, apenas elenca estas três possibilidades e sem admitir outras – ou apaixonados por telemóveis (ou meramente exibicionistas), ou dissolutos (e suponho que se esteja a reportar apenas ao sexo masculino), ou amantes das Índias Ocidentais (e dotados dos fundos requeridos para a consumação reiterada desse amor). Ou talvez um misto destas três características, em grau variável.

        Ou então o Lavoura referir-se-á apenas a governantes ou, num grau mais lato, a “políticos”.

        Quanto ao mais, um resto de decoro ficaria sempre bem. De decoro funcional, enfim. Claro que uma pessoa poderá gastar o seu dinheiro como quiser, atentos ainda assim alguns pressupostos elementares (mas simplifiquemos a exposição), todavia a um chefe de governo de um país numa extraordinária e prolongadíssima agonia, verdadeiramente falido, suplicando – suplicando afinal, mesmo quando parece exigir – ajuda, após ajuda, após ajuda e com, parece, um historial aflitivo de incumprimento de compromissos, alguma contenção seria de esperar quando em público e no exercício das suas funções. Se não para com os credores, que o fosse – sobretudo – para com os seus concidadãos.

        Tanto aquela vasta maioria que não terá exactamente a sorte de ter os conhecimentos, os cartões partidários, as teias de favores, as fortunas de família, o que seja que sempre transforma em suportável ventania, ou mesmo suave brisa, o pior vendaval; como aqueles que, tendo a sorte e o mérito de ter ou manter algo de seu – o fruto do seu trabalho, pelo menos -, são por estes tempos taxados ao desvario e vendo isso que lhes sacam engolido por um poço sem fundo.

        É irrelevante perante a dimensão dos problemas? Será, será, claro. Mas não completamente irrelevante. Porque há uma coisa imaterial – ainda que traduzível materialmente – e que será tão mais importante quanto mais duros forem os tempos: a decência. O respeito.

        À luz do qual um telemóvel desses é capaz de ser mais penoso de aceitar, em exercício de funções, pelo que tem de potencial ostentação, do que um avião, confiado à força aérea de um estado e adstrito ao transporte dos seus governantes e outras personalidades de topo da hierarquia estatal, quando em exercício de funções.

        A esse propósito, demagogia é “armar” ao poupadinho e ir para cimeiras e afins em voo de baixo custo, quando afinal se é responsável máximo por uma administração pública que, mau grado tudo o que se diz ter feito e estar a fazer, descarada e continuadamente dissipa milhões e milhões de forma – pelo menos – muitíssimo questionável.

        Afinal, dentro dos limites do bom senso e da realidade vivida, um país ainda é um país: uma potência, consta, em linguagem diplomática; um estado soberano, chamam-lhe; um igual entre membros de uma união, afirma-se. Sem espalhafatos insultuosos, ao representar esse país, um mínimo de dignidade formal é apenas desejável.

        Costa

        1. Costumam, de facto. Como tudo o que “seja” do estado. E ainda que o não tenham sido (será raro, mas é possível) pertencem, como tudo o que é do estado, aos contribuintes. Melhor, aos cidadãos – coisa que somos antes e depois de ser “contribuintes” e que está em termos de dignidade muito acima da mera função de financiadores da máquina estatal. Ou deveria estar.

          O que obriga o estado a uma criteriosa fundamentação e disciplina, não só quanto à sua aquisição como quanto à sua utilização. De um avião até a um agrafador. Ou deveria obrigar.

          Não retire das minhas palavras no comentário acima uma posição de complacência ou aprovação de gastos públicos perfeitamente delirantes. Que bem deviam gerar responsabilidade civil (e penal) da parte de quem os decidiu ou permitiu e que fundamentalmente nos trouxeram ao pesadelo em que, por muito que algumas coisas possam ter melhorado, estamos, continuaremos longamente a estar e devoraram e devoram a honra, o bom nome e as legítimas expectativas de muita gente de bem.

          Se há abundância de voos comerciais para os locais onde se realizam as cimeiras europeias e reuniões afins, é certíssimo – mais ainda por estes tempos – que sejam usados. Se assim foi, neste caso, foi certíssimo.

          Apenas – e por entre tanta despesa escandalosa que foi feita e paulatinamente subsiste (e assim será por décadas, por força de contratos ditos “blindados”, entre outras coisas) – não me ofende necessariamente o uso regrado, sensato, de um “avião oficial”.

          Até porque na frota da FAP esses aviões (os famosos e regularmente invocados, em regra depreciativamente, Falcon “) não são, perante o que usualmente se vê para tais usos, nada de luxuoso, ostentatório, ou por qualquer forma o mais moderno. Bem pelo contrário, são máquinas velhinhas e bem esforçadas. Talvez por isso nem estivessem (estejam) disponíveis. Leia-se, operacionais.

          Costa

          1. Uma nota: suponho que resultará claro do que vou neste tópico escrevendo que passei do caso grego para o caso português. Ou para considerações gerais onde se insere o caso português, em qualquer caso “não tão falido” como o grego (e esperando que nunca lá chegue…).

            Esse caso, o grego, claro que exigiria – deveria exigir – um sinal de disciplina de custos extrema. Cabe aí perguntar, de facto, se o uso de um avião oficial não será de uma imprudência – para dizer o mínimo – extrema. A imagem que fica não é de facto feliz.

            A menos que seja parte de uma deliberada estratégia de confrontação, para consumo interno. A menos que a urgência da presença de Tsipras num e noutro lado inequivocamente o imponha. A menos que já sejam escassas as ligações comerciais de e para Atenas. A menos que já esteja mesmo tudo doido, por lá…

  2. Coitado, foi a Alemanha e em particular a Frau Merkel que o obrigou a tal coisa. Ele queria por força ir na Olympic Air, mas depois pensou que agora é privada e não ia gastar mal o rico dinheirinho que lhe emprestaram.

  3. Gostava de saber quais são as companhias aéreas que têm aviões e lugares disponíveis, para estas maratonas políticas. Quem é Rajoy para criticar seja quem for? Que olhe para si mesmo e depois fale dos outros. O que é que nós temos a ver com os telemóveis do Tsipras? Foi comprado com o dinheiro dos gregos? Não foi, logo, ele compra o que quiser e ninguém tem nada a ver com isso. Isto não é bonito, parece lavar de roupa suja que não nos leva a lado nenhum, a não ser ao mal dizer.

    1. É consolador saber que os indignados de turno embainham sempre a espada e calam todas as críticas quando está em causa um político do mesmo quadrante ideológico. Imaginem só o PM português ir de avião oficial, fretado para o efeito, a cada cimeira europeia (havendo, como há, vários voos diários nas companhias comerciais para Bruxelas).
      Tratando-se de um estado falido, como é a Grécia, haveria ainda mais motivos para criticar tal procedimento. Mas eles agem, agora e sempre, como se nadassem em dinheiro. E cada um dos 300 deputados gregos continua com direito a viatura oficial. Viaturas importadas da Alemanha, por acaso.
      Ironias ideológicas. É como no futebol: jogam onze contra onze e no fim ganham sempre os alemães.

      1. Há voos para Bruxelas, mas os voos têm de ser comprados com alguma antecedência, caso contrário não há lugar e aqui não há antecedências… Ou tiram alguém para meter um ministro? Se vamos por aí, então vamos lá. Porque razão em Portugal, um país, com uma dívida próxima da da Grécia, o Banco de Portugal, se dá ao luxo de gastar 2,1 milhões, na compra de carros desde 2011 e o ano de 2014 foi o de maior gastos. É obra não? Aqui, em Portugal, os membros do governo, andam todos nos carros do Estado que por sinal também são alemães e todas as semanas rifam carros Audi, para incentivarem as pessoas a pedirem facturas. Os alemães sempre a lucrarem tanto com a Grécia, como com Portugal e depois são mauzinhos q.b.. Na Dinamarca os ministros vão de bicicleta ou de transporte público. Um bom exemplo a ser seguido por aqui, mas não, esses exemplos não interessam. Quando estamos longe de ser exemplo, para alguém, é melhor abstermo-nos de comentarmos os erros dos outros. Nós prevaricamos a torto e a direito e depois criticamos os outros… Nada de mesmos quadrantes políticos, tudo de humanismo e solidariedade.

        1. ” Na Dinamarca os ministros vão de bicicleta ou de transporte público.” E depois? São gostos. Na minha terra ainda há pouco quase todos andavam de carro de bois e na da minha mulher de carroças puxadas por uma mula. Os dinamarqueses não têm que nos imitar nem nós a eles. Pessoalmente prefiro a variedade à uniformidade para que se tende agora. Quanto à bicicleta já gostei, agora não e prefiro deixar para os dinamarqueses ou para quem goste. Consta que na Groenelândia (que é dos dinamarqueses) gostam de trenós e se calhar está mais adaptado às condições climatéricas do que a bicicleta ou a carroça de mulas.
          Quanto aos ministros, do meu ponto de vista parece-me estúpido irem de bicicleta para o serviço. Chegam tarde, cansados, suados e enregelados e prejudicam o serviço. Mas é lá com eles, eu, se fosse ministro, iria de carro.

        2. Podem até andar de trotineta ou de patins em linha para o palácio do Governo. O que não é aceitável é um país na bancarrota, que exige milhares de milhões de euros aos outros nas cimeiras europeias, fazer deslocar os seus governantes em aviões especiais do Estado, esmifrando ainda mais os contribuintes europeus, em vez de optar pelos modestos voos comerciais, como fazem os colegas dos outros países.

      2. O anónimo da esquerda caviar será que entendeu que levou um estalo de mão aberta, ou o tico e o teco não alcançaram.

    1. O Governo grego tem três jactos privados! Extraordinário. Ninguém diria que está falido. É curioso que estejam os três na oficina… Quem pagará a reparação?
      Não haverá voos comerciais regulares entre Atenas e as outras capitais europeias? Era capaz de apostar que sim.

    1. Ora aí está: mais do mesmo. Enquanto uns roem côdeas, outros comem brioches.
      Gostei sobretudo deste páragrafo:
      «The Greek delegation is staying at The Hotel, where rooms go for €300 to €500 a night. The hotel off Avenue Louise has served as host to U.S. President Barack Obama and claims to have the best views in town.»

  4. Depois de 2 ou 3 post ´s a atacar o ex-Ministro das Finanças Grego, o Pedro Correia vira-se agora para a cabeça da serpente na sua concepção.

    E é vê-los morder o isco porque o homem tem um telefone topo de gama ou vai no Avião do Estado para as reuniões a que tem de ir e olhem anda de Audi da presidência.

    Quando não se tem a capacidade para ARGUMENTAR SERIAMENTE contra a mensagem e teses dos oponentes de um debate opta-se em desespero de causa pelo ataque pessoal, pois mate-se então o mensageiro.

    Como disse num outro post , o Delito passou agora declaradamente a ser mais um blogue na linha do Observador, do Insurgente, do Blasfémias e do 31 da Armada, até tem aparecido gente nova a postar e a comentar agora que se aproxima a hora de formar as “tropas”.

    P.S. – Ao Pedro Correia e a todos os falsos charlies ofendidos com o João Quadros (e demais) MAS que toleram (e incitam) a que se goze com o Islão ou com o Cristianismo e demais credos / crenças ou com os seus fieis mas já não conseguem digerir umas piadas (de muito mau gosto) sobre alguém que toma uma posição publica sobre uma questão da sua vida particular e que a partir desse momento está inegavelmente a entrar na esfera publica podendo assim ser contestada ou apoiada mas nunca poderá servir para silenciar uns em favor de outros.

    1. William Wallace quem é que disse que os Muçulmanos não se podem sentir ofendidos ?
      Não tenho ilusões que os Cristãos só apareceram na sua frase por que quer parecer não hipócrita, fosse só o caso dos Cristãos ofendidos e não abriria a boca.

      Sentir-se ofendido não é silenciar quem ofendeu. Ameaçar e assassinar é.

      1. Luck eu falei no Cristianismo por ser a religião que em Portugal e na Europa em geral se professa por larga maioria e no Islamismo por ser uma das religiões que mais marcaram a civilização europeia e mundial a seguir ao Cristianismo, também poderia ter referido o Judaísmo mas como o Islão tem sido alvo para inúmeros NÚMEROS dos comediantes ocidentais achei por bem mencioná-la .

        Em termos de religião eu sou católico (não praticante) mas entendo que não cabe aos católicos impor a sua fé a ninguém assim como não aceito que outros (me) queiram impor a sua fé. A Fé Islâmica é usada como aglutinador de ódios mas os mesmos não devem ser acicatados por intervenções parvas e idiotas dos nossos “comediantes” e só realcei este facto na minha resposta para mostrar mais uma “contradição” do Pedro Correia e de outros que andam por aí.

        Não sei o que se escreveu pela treta das redes sociais contra o João Quadros mas pelo exemplo que o Pedro Correia escreveu não deve ter sido nada meigo e esse é sempre o 1º passo para a eventualidade de uma reacção mais musculada em quase tudo.

        No fundo estou de acordo com o Papa Francisco e a sua forma de ver este tipo de problemas daí o facto de ter dito que considero as piadas do João Quadros (e outros em geral em outros assuntos) muito más e que não servem propósito nenhum a não ser mostrar a sua total falta de senso e irresponsabilidade ao ter escrito o que escreveu.

        http :/ delitodeopiniao.blogs.sapo.pt mais-um-que-mordeu-o-isco-7026459

        Espero que a minha resposta ás suas certezas tenha sido elucidativa.

        P.S. – Acredito firmemente neste provérbio : “Quem semeia ventos colhe tempestades”

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