Esta cena obscena (a cacofonia soa bem aqui, condiz com o tema) não se passou num país africano, na América latina ou numa das ditaduras árabes agora em queda livre. Não, passou-se nesta muito democrática república portuguesa, à beira mar plantada e entregue aos bichos. Pois é, pasme-se. E sabem que mais? Não é Vara, o pequeno déspota de pacotilha, quem eu censuro. Dessa figura sinistra já não espero nada e nada me espanta. Censuro a médica, que dobra a espinha de imediato ao hitlerzinho que confunde um centro de saúde com o seu bunker privado. Eu punha-o na rua, aos berros, não por ter esperança nalguma réstia de vergonha que exista ainda no homem, mas para que todos soubessem que nem todos somos boys & girls. E que ainda não vivemos no Irão.


Um atestado de grande lata.
Muito grande.
CHAMEM A POLÍCIA
E um médico passa um atestado sem lhe ver o estado? Se tivesse sido um romeno sem abrigo tinham chamado a GNR?
Sem lhe ver o estado não sei, mas sem obrigar o romeno a esperar pela sua vez, seria inédito.
Muito bem observado.
Muito bem, Ana. Que bem escrito. Também lhe cheguei no meu blogue, mas não com a eficácia e coragem que tu tiveste. Este crápula pensa que são todos Godinhos e vai daí entra pelo Centro de Saúde de Alvalade, que conheço bem e onde normalmente se espera duas a três horas para se ser atendido, e pensava que era o Mubarak. A culpa é dos robalos…
Abraço
A culpa é nossa, que não os corremos a pontapé, João. Estou a ficar violenta, eu sei, mas isto está a ultrapassar todos os limites.
Sem violência também não vamos lá…
A médica tem familia e quando ela vê o todo poderoso José Eduardo Moniz e o menos poderoso mas ainda assim importante JM Fernandes serem ‘saneados’ de empresas privadas é natural que, ainda para mais sendo ‘empregada do Sócrates’ tenha algum receio.
Isto é o triste país onde vivemos…
A médica “tem família”?? E então, acha que se ela tivesse feito o que devia alguém teria coragem para lhe tocar, com o escândalo que isso havia de levantar? Caramba, isto ainda não é a Sicília!
Não comento, porque tenho de ir já escrever outro post.
Reforçaste bem o assunto no teu post. Será que ele ao menos foi observado pela médica?
A figura escolhida não é a melhor.
Aquela mão tem quatro dedos a mais!
Explique lá isso melhor, Anti.
Ana, a figura está bem escolhida. A precipitação foi minha na interpretação rápida da imagem. Associei de de tal modo o Vara a arrogância, a incapacidade, a prevaricação e a incoerência que achei justo cortarem-se também esses quatro dedos.
Bom, não vou tão longe… mas a verdade é que em alguns países árabes ainda se corta o membro que prevaricou, como castigo.
🙂
Curioso cruzei-me com Armando
Vara por varias vezes em Novembro de 2010 no Polana de Maputo ( e nalguns restaurantes da cidade) e pareceu-me estar com uma excelente saude. Ele e outros dos ex-ministros que por la andavam e mais nada digo porque seria indiscreto.
Excelente e corajoso post.
Pois é, Helena, para isso há sempre “saúde”. Talvez o atestado seja psiquiátrico…
E se fizesse isso, se pusesse o energúmeno porta fora, como devia, seria aplaudida.
Claro, seria uma heroína nacional.
Sem palavras.
Nem mais, Ana! Liminarmente posto na rua aos berros, para fora do gabinete e com ‘fw’ para o fim da fila. Como é possível tanta falta de respeito? Como é possível que um profissional qualificado e informado reaja com tamanha subserviência? Não sei o que me revolve mais as entranhas…
Sobre a falta de respeito do profissional qualificado e informado, é simples explicar, Laura: profissional do PS, qualificado à última hora na Independente e informado tardiamente com verniz estaladiço. Resultado: um hitlerzinho repentinamente habituado a que lhe sirvam café no seu bunker privado e com dinheiro fresco no bolso. Está-se mesmo a ver que nunca bebeu chá. Percebe-se até na face. É a face do chico-esperto que passou todo vivaço por um governo que o deixou andar de carro com motorista e dar ordens para criar o esquema obscuro de uma Fundação Rodoviária que morreu de morte macaca antes de nascer. Uma face que nada tem de oculta, por via da lata que trouxe de trás-os-montes para a capital do êxtase sem qualquer preparação para enfrentar o brilho do sol que não fosse o par de óculos escuros comprados na banca das cassetes-piratas da feira do gado às quintas. Se tivesse um Mercedes, seria o mais caro e branco. Se tivesse um apartamento em Cascais, seria o da marquise de alumínio e cristal. Se usasse botões de punho seriam os que os que os assessores do gabinete lhe ofereceram.
Na mouche ;.) Bem dito… Só não acho que, se usasse botões de punho, fossem os que os assessores do gabinete lhe ofereceram: isso requeria sensibilidade… (além de que não deviam ser decerto os mais caros de todos 🙂
Mas não usa: nem nunca viu nenhuns de correntinha, em vez de peça rígida:)
Essa da correntinha é de um requinte fantástico, Laura… lol
(mas o “profissional qualificado e informado” a que te referias não era a médica? é que o outro, quanto a qualificações, já se sabe o que vale…)
Nem vale um Azevedo.
Pois claro que era a médica! Como é possível tanta confusão mental? A falta de espinha é a pior doença de todas, porque contemporiza e concede..
Concordo: a falta de espinha é um terrível mal mas muito comum, infelizmente.
Sobretudo porque banaliza as piores coisas.
A falta de espinha é o mal de muita gente, mas é ainda pior a falta de espinha no rei dos robalos.
Caro JC
É muito saudável assistir a diálogos entre pessoas inteligentes como a Ana, Laura e tu.
O que vocês não sabem é que o Robalo Varado já tem um par de óculos escuros comprado na Feira de Carcavelos, um Mercedes branco, um apartamento em Cascais com marquise de vidros duplos para não ouvir o barulho dos barcos à vela e uns botões de punho monocromáticos cor de rosa…
Eheheh…