Nos melhores westerns costuma haver uma cena em que uma das personagens diz qualquer coisa inócua, seguindo-se a brutal irrupção do ataque dos índios. Em Stagecoach, de John Ford (um dos exemplos) alguém que viaja na diligência diz aos outros passageiros: como não nos voltamos a encontrar, proponho um brinde. Todos concordam, ele está a beber da sua pequena garrafa, de repente ouvimos um som sibilante e o velhinho mais simpático do grupo cai morto e trespassado por uma seta. A ideia do filme é desviar a atenção do perigo para, de súbito, podermos ser surpreendidos. Funciona muito bem na narrativa, mas na vida real é uma coisa patética. Ontem, houve um atentado islamista em Nice: um terrorista entrou numa igreja católica e esfaqueou várias pessoas, matando três. O caso está a causar certa comoção, porque a França esteve sob fortes críticas das autoridades de países muçulmanos (incluindo o presidente turco) a propósito dos supostos excessos retóricos na reacção à morte de um professor de liceu, degolado há uma semana por um islamista, após ter mostrado as caricaturas de Maomé na aula. A indignação dos fanáticos nem se entende bem, pois a resposta francesa foi a do costume, com manifestações e discursos, vigílias e textos indignados, muitas palavras, mas nenhuma acção concreta. Pelo contrário, houve tentativas de relativizar o problema, como se o país não estivesse sob o ataque de fanáticos. Um bispo português, num twitter mais do que lamentável, culpava os europeus por não respeitarem as religiões (ainda bem que isto não foi na igreja dele). Um comentador da rádio pública fazia uma salgalhada entre o ataque do terrorista em Nice e a defesa que os conservadores polacos estão a fazer das suas igrejas, no contexto da contestação ao tribunal constitucional da Polónia, que emitiu uma decisão controversa sobre a lei de aborto, desencadeando manifestações contra os católicos. Para este radialista, em ambos os casos estamos perante o mesmo tipo de obscurantismo religioso. É cada vez mais evidente que nós, europeus, capitulámos na defesa da nossa liberdade. De alguma forma perversa, a culpa é nossa, por não sermos suficientemente tolerantes com estes maluquinhos que nos querem cortar a goela. Deixámos de entender o perigo que enfrentamos e, provavelmente, esta é uma excelente altura para surgir alguém a propor um brinde, já que é improvável que nos voltemos a encontrar.
O ataque dos índios
Luís Naves,

A bem da verdade, esse comentador chama-se Sena Santos/SS, recebe dos nossos impostos, é zarolho só vê de um lado, instila ódio diariamente na rádio pública, tem uma fixação doentia pelo Trump (pois começa a falar, por exemplo de “maçãs” ou “melancias” e acaba a falar do Trump) que deveria ser imparcial. E está muito bem acompanhado por uma tribo de canhotos “a fazerem brindes todos os dias.
Quando li o post percebi logo que era esse senhor. É um mestre no enviesamento
Estamos em guerra, e aquilo que se acordou designar por “Europa Ocidental”, cobarde , hipócrita e com uma cegueira que raia o criminoso, entretém-se a discutir , sob uma aparência pós-moderna,o sexo dos anjos .
Valha-nos o Leste europeu e, em último recurso ( ironia das ironias ! ) a “Santa”, “Eterna” e Ortodoxa Rússia…
Ali não se reprime – suprime-se… e assim se tem mantido, literalmente, a paz dos anjos…
Talvez não fosse má ideia adoptar, e aplicar, do lado de cá, a legislação anti-terrorista emanada da Duma.
JSP
“Para este radialista, em ambos os casos estamos perante o mesmo tipo de obscurantismo religioso”
Estive a ouvir mas não consegui descortinar (é um facto que eu ouço mal) onde é que ele diz que é o mesmo TIPO (sublinhado meu) de obscurantismo. Mas que é obscurantismo …. parece mesmo.
É tudo obscurantismo, tudo a mesma coisa, é idêntico, do mesmo tipo, até igual sob certos pontos de vista. É este relativismo que nos está a destruir, palavras, conversa, o diz e não disse, não foi bem assim, apenas mais ou menos. Matar três velhinhos na missa é obscurantismo, católicos a defenderem a igreja em Varsóvia também é. Este comentário mostra que as pessoas não estão mesmo a perceber como as suas vidas foram lixadas, cheias da culpa dos imensos defeitos da civilização e do horror dessa coisa obscurantista chamada liberdade religiosa. Isto para não falar das outras liberdades que também nos querem tirar ou do anti-semitismo que cresce nas grandes cidades desta Europa liquidada. Uma coisa parece certa: não podemos viver as nossas vidas em paz, temos de respeitar radicais e fanáticos com a tolerância do mesmo TIPO de quem aceita culturas sofisticadas. No dia do corte, seremos nós a segurar a lâmina, para o terror não hesitar.
Atentado islamita, não «islamista».
No mais, muito certo.
Cumpts.
Longa conversa. O islamita é o crente que segue o Islão, vem assim em todos os dicionários. Segundo os peritos (não é o meu caso), islamista é aquele que defende o fundamentalismo e usa a religião com fins políticos. Há dicionários que usam as duas palavras como sinónimos, mas convém fazer a distinção. Estive em vários países muçulmanos, conheci gente que seguia o verdadeiro Islão, que é uma religião capaz de tornar pessoas boas em pessoas melhores. Os radicais são islamistas, fazem interpretações aberrantes da sua religião. Claro que devia haver uma palavra mais adequada para terrorismo islamista, mas não é o caso.
Uma confusão digna do bispo do Porto. Melhor esperar que a Academia das Sciencias se pronuncie.
Ou que o governo decrete.
Cumpts.
Não são interpretações aberrantes. O ódio e a destruição de tudo o que não for subjugado pelo islamismo está em todas as páginas e em todas as preces dos muçulmanos — não é uma religião de paz, não dá a outra face. Quer destruir, limpar e unificar.
Não se deixem enganar por estas cantigas: o Islão não é uma religião pacífica — É uma religião intolerante e já destruiu inúmeros povos e culturas onde é sempre e sem excepção imposto à força numa dicotomia de conversão ou morte. Foi sempre assim desde o primeiro dia nos antigos planaltos iranianos até aos dias de hoje em Moçambique. Nunca mudou e nunca há-de mudar.
Nesse sentido é igualzinho ao Comunismo — e é por isso que se dão bem e vingam nos mesmos sítios. São mesmo essas pessoas que não prestam, convençam-se disso — são pequenas, retrógradas e invejosas.
“Um bispo português”
Manuel Linda bispo do Porto.
Se os Católicos do Porto não puserem fora este bispo depois não se admirem.
Escreveu isto:
a culpa do assassinato e degola de pessoas da sua(?) religião por pessoa de outra religião é porque há pessoas europeias que criticam as religiões.
(parafraseando e com parêntesis de ponto de interrogação meu)
Assim para este bispo a pena para a critica é a degola de cabeças de pessoas que também foram criticadas por quem critica religiões.
“De alguma forma perversa, a culpa é nossa, por não sermos suficientemente tolerantes”
A culpa será sempre do Ocidente pois tem lugar para o individuo, para a pessoa fora do grupo, e por isso criou tecnologia e criou “capitalismo”.
Tudo actos que colocam em causa o poder ou os poderes existentes.
No tácticas de linguagem marxista basta armadilhar a palavra tolerância numa narrativa que impõe modo de ser só aplicada a um dos lados.
Por isso temos a presente aliança marx-islão. supremacistas sociais e supremacistas religiosos. Sena Santos está aí a demonstrá-lo.
A Vida de Brian dos Monthy Python…
lucklucky
Pois, estava a ver que não havia marxismo …para isto. Tá bem não é ser um antimarxista fundamentalista, nada de degolar essa gente, é só pra chatear.
Aliás, o teórico Marx sempre foi um islamista ferrenho, depois o outro é que veio com aquela do ópio do povo.
Também não consigo perceber, tendo os nazis alemães ocupado a África do norte muçulmana não acionaram a deportação em massa daquela gente como fizeram com os judeus noutros países ocupados.
Que medidas efectivas poderiam ser tomadas?
Se nós regulamos por princípios de não discriminação pela origem étnica como nos podemos defender?
Alguns sugerem a deportação de cidadãos europeus, alguns de terceira geração, para os países dos seus bisavós, outros o tratamento igual dentre de qualquer Mesquita. E ficamos sem saber o que fazer por isso ser contrário à herança judaico-cristã sobre a qual se baseia a nossa cultura.
No choque de culturas que é inegável os europeus manifestam fraquezas operacionais que são sentida e exploradas pela outra parte. Qualquer reação será contrária àquilo com que nos identificamos. Faz lembrar os incas perante a chegada dos espanhóis.
A história, ou a “história”, começa naquela ‘eles não querem, ou não têm inteligência, para explorarem as suas riquezas’, e vai daí ao quase extermínio dos índios da América do Norte por parte dos europeus protestantes, não tanto na América do Sul pelos espanhóis católicos, em África já foi mais complicado por a principal riqueza ser o comércio de escravos.
Boa tarde,
Isto parece complicado mas é muito simples.
Os muçulmanos podem ter mesquitas e praticar o seu culto nos países de matriz cristã, no ocidente.
Os cristãos não podem ter igrejas nem praticar o seu culto nos países muçulmanos.
Isto tem tudo para acabar mal, digo eu que até sou ateu e não gosto da maneira como – desculpem a expressão . estamos a abrir as pernas para mostrarmos que somo muito civilizados e tolerantes.
Cumprimentos
” estamos a abrir as pernas para mostrarmos que somo muito civilizados e tolerantes.”
Não concordo. O que estamos a fazer é a respeitar o primado da Lei. Se alguém comete um crime deve ser punido, sem apelo nem agravo, segundo o que está determinado. Se não cometeu, seja preto ou branco, muçulmano ou budista, nada se lhe deverá fazer.
“Os cristãos não podem ter igrejas nem praticar o seu culto nos países muçulmanos.” Os nossos Estados devem respeitar as suas próprias Leis e não as dos outros. Se declararmos guerra a inocentes (por causa da sua religião ou porque os antepassados vieram de países como Leis de que discordamos) arriscamo-nos a perder essa guerra.
Pensar que com medidas draconianas, ou à margem da Lei, contra aqueles de que alguns não gostam vai abolir o crime (e já agora os desastres?) é disparate. Haverá sempre (ou por muitos anos) crimes, desastres, doenças etc.
À pancada não atingimos o paraíso, pelo contrário pioraremos o mundo em que vivemos. Respeite-se sempre a Lei e cumpra-se esta com rigor.
Parece que isso só acontece no Irão e na Arábia Saudita, mas estamos a ver profundas mudanças. A Arábia Saudita já se dá com Israel contra os palestinos por serem aliados do Irão que são inimigos de Israel, agora é só fazer as contas.
culpava os europeus por não respeitarem as religiões
Bem, isto é de facto verdade, há muitos europeus que não respeitam as religiões, e é normal que uma pessoa religiosa, como um bispo, se queixe desse facto. Em particular, se queixe de graças feitas contra as religiões, ou de dichotes blasfemos.
Já por diversas vezes, sobretudo no passado (atualmente já não é tão comum), a igreja católica se queixou de piadas desrespeitadoras e blasfemas transmitidas pelos mídia.
a defesa que os conservadores polacos estão a fazer das suas igrejas
Que quer isto dizer? Que as igrejas polacas estão a ser vítimas de ataques? Quem as ataca? Ataca-as de que forma? A Polónia está em guerra civil? Não creio…
nós, europeus, capitulámos na defesa da nossa liberdade
Bem, a única capitulação que tenho observado, por estes dias, é a forma como os governos europeus nos cerceiam as liberdades, sem que muitas pessoas protestem, sob desculpa da epidemia.
Afora isso, capitulámos como? As pessoas continuam largamente a exercer a sua liberdade, e a afirmá-la.
Caro amigo, acho que anda distraído, veja isto:
https://toranja-mecanica.blogspot.com/20 20/10/lana-lokteff-porque-eu-nao-quero-t ornar.html
“governos europeus nos cerceiam as liberdades, sem que muitas pessoas protestem, sob desculpa da epidemia.”
Discordo. Essas medidas visam (e claro que podem estar erradas mas visam…) proteger as nossas vidas e as nossas saúdes. A pior perda de liberdade é a perda da vida. Homem morto não é livre. Perde-se a liberdade com algumas medidas chatas para que se não morra? Um morto é livre só porque nunca esteve confinado?
Por mim prefiro estar vivo e confinado ou com máscara do que morto sem máscara e podendo viajar (de carro funerário?) para outros distritos ou concelhos.
As mortes não incomodam os ditos laicos, tampouco incomodam a extrema esquerda e a maçonaria e muito menos os ditos apoiantes de Biden pela Europa e o movimento dos black lives matter que também apoiam Biden, e podem ser vistos aqui:
https://blacklivesmatter.com
E agora vou provar que as vidas negras não contam nem para os negros da black lives matter.
Desde a introdução do aborto nos USA 20 MILHÔES de crianças negras foram abortadas, isto é, assassinadas.
Significa isto que o maior genocídio dos negros na história tem como causa o aborto apoiado pelos democratas americanos, pelos extremistas europeus que apoiam os democratas e também pelo movimento black lives matter.
Complementarmente, a comunidade negra representa 12% da população norte-americana. Sendo 12% da população americana eles representam 40% do total de abortos cometidos nos USA.
Se as vidas negras contassem, qual a razão de apoiarem o assassinato de seus próprios filhos através do apoio ao aborto?
Biden e seus apoiantes não passam de abortos. Trump vai ganhar e eu explicarei depois da vitória de Trump o porquê dele ter ganho.
Neste sentido o islão tem valores que o ocidente despreza. Mas estes islamitas escumalha assassina pensam que só a vida deles conta.
“USA 20 MILHÔES de crianças negras foram abortadas, isto é, assassinadas.”
É a mesma coisa? Foram crianças ou agregados de células? Quatro células ou oito (por exemplo) constituem uma criança? O que é um embrião? E um feto? E um espermatozóide ou um óvulo? è tudo a mesma coisa? Dizer que coisas diferentes são a mesma coisa é causar confusão, é contornar a racionalidade a fim de não se chegar a lado nenhum.
Cada ser humano é um fenómeno único e irrepetível. Quando é que ocorre esse fenómeno?
Só há protecção legal para a criança nascida e separada da mãe. Mas se a criança fosse prematura, teria outra identidade?… seria outra pessoa?
Hoje parece que se conseguem fazer vingar prematuros com menos de 5 meses. E se amanhã a técnica médica conseguisse fazer vingar fetos com 12/14 semanas? Legalmente poderiam ser abortados; mas também poderiam sobreviver. Quem decidiria? A mãe, sem se ouvir o pai como na actual lei?
Eu dou graças a Deus por não ser chamado a ter de decidir esse tipo de coisas mas acho extraordinário ver pessoas que têm certezas para si e para os outros e que até preservam a racionalidade sem a contornar em questões que não têm nem podem ter natureza racional.
Kant dizia que a existência de Deus não podia ser provada nem reprovada e daí concluía – mal quanto a mim – que era irracional discutir Deus. Ao menos estou certo que, pelos mesmos motivos, acharia irracional discutir quando é que no percurso de óvulo fecundado até nascituro se adquire personalidade.
Mas o que é isto, já chega mos à nazisnada?
Afinal não se trumpa de palermice, trata-se do perigo da obscuridade. Vá que ainda falta uma grande, outra, crise económica para haver mais culpados disto tudo.