O Apóstolo da Asneira


joaomsandre,

 

Quando Miguel Relvas apresentou Miguel Gonçalves como “embaixador” do Impulso Jovem, num dos últimos actos que teve antes da demissão, pessoalmente pensei que estivesse a gozar com o pagode, como fez muitas vezes. Um tipo disparou meia dúzia de lugares comuns numa “conferência” que já só um negócio, fê-lo com o entusiasmo dos tolos, e foi escolhido para ser embaixador (o que isso na prática significa já explico) de um programa governamental.

 

Depois de Miguel Relvas se demitir e Miguel Gonçalves começar a disparar as suas pérolas de sabedoria, chego á conclusão que isto não mais é que deixar a cama feita ao governo, um simples acto de boa gestão para quem fica: Miguel Gonçalves é um palerma, mas é um palerma que gosta do seu trabalho e distrai as atenções. E é nisso que consiste o seu trabalho de embaixador.

 

Na sua entrevista ao iOnline fica claro que não tem a menor ideia daquilo que se passa para lá do seu círculo de contactos ou do que lhe cai na caixa de e-mail. Os seus contactos ou são yes-men ou admiradores bacocos. Os que lhe mandam e-mails (presumivelmente a pedir emprego ou a mostrar desprezo) também não devem ser melhores. O resultado são as afirmações como «eu tenho uma pasta na minha caixa de correio que tem muitas dezenas de emails de pessoas que, se continuarem com aquele comportamento, nunca vão entrar no mercado». Como se sabe, a caixa de correio de Miguel Gonçalves vai em breve substituir o INE.

 

Não importa que o desemprego seja estrutural, MG acha (e “acha” é a palavra correcta, pensar não é para ele, é mais no feeling, ‘tás a ver?) que os desempregados têm ele a solução. Basta irem a «cinco ou seis [empresas] por dia» e baterem à porta até arranjarem emprego. Claro que a insistência lhes vai dar empregos que não existem. Não importa também que os desempregados neste momento passem por situações de desespero, o problema é que «muitos dos que estão desempregados, estão desempregados porque, ponto número um, não querem trabalhar e, ponto número dois, são maus a fazê-lo». Também é brilhante a sua tirada «Todos os dias há muito trabalho disponível no mercado, há muitas empresas que semanalmente entram em contacto comigo porque estão fartas de procurar e não encontram pessoas boas», especialmente porque parece que o ónus está nos desempregados em encontrar a empresa, em vez de ser o oposto. Valha-nos Deus que Miguel Gonçalves está contactável para resolver esses problemas (suponho que envolvam trabalhos onde o salário não paga a renda da casa). Ainda melhor é a sua comparação com o mercado de trabalho dos EUA, onde «60 a 80% do trabalho não chega a anúncios. Em Portugal não tenho estatísticas, mas estimo que seja qualquer coisa desse género». Fora o “achismo”, é engraçado ver como compara um mercado com 7% de desemprego com outro com 20% e um mercado fortemente baseado em tecnologia e ciência com outro que desinveste nessas áreas.

 

A verdade é que quase cada palavra que lhe sai dos lábios é asneira. Não percebi ainda se acredita verdadeiramente no que diz ou se simplesmente está a criar uma carreira à conta de declarações que vê como políticamente incorrectas. Uma espécie de Paris Hilton com outro vídeo viral. Neste momento não passa de um Apóstolo da asneira. E o Governo agradece-lhe. Passos Coelho deve esfregar as mãos de contente com este legado de Relvas.

27 comentários em “O Apóstolo da Asneira”

    1. A culpa, infelizmente, também é dele. É ele quem diz isto. A culpa de isto ser feito público a este ponto é que não é dele. É de quem o lá colocou e de quem envia jornalistas inexperientes para o entrevistar.

  1. o problema dos miguéis gonçalves é haver quem lhes pague para os ouvir e não consiga desconstruir o discurso oco e à orador de espectáculo de auto-ajuda norte-americano.
    mas, como felizmente vivemos numa sociedade com algum poder de escolha, só paga quem quer.
    claro que agora pagamos todos nós.
    até um dia.

    1. A questão é mesmo essa, é que neste momento paga também quem não quer. Até hoje nunca me chateei em demasia com os profetas da autoajuda das estantes da Fnac. Só que ser nomeado pelo governo para ser o profeta-em-chefe já é outra questão.

      1. “autoajuda” faz mal aos olhos.
        Auto-ajuda, segundo a legislação em vigor, Decreto 35 228 de 08/12/1945
        Quanto é que Portugal se tornará num estado de direito?
        É um processo dificil substituir a obediência a pessoas e organizações pela obediência à LEI!
        Mas não podemos desistir.

  2. Apesar de ser um tipo irritante a maior parte do que foi citado aqui está correcto.
    Mas como o empregadedorismo é a escola da burguesia esquerdista à mistura com o paternalismo do estado novo não é de esperar outra reacção.

    Esta reacção também está curiosamente presente nele próprio, quando diz “estão fartas de procurar e não encontram pessoas boas”
    Então segundo o mercado obviamente têm de aumentar o salário.
    Num país de doutores quem limpa casas de banho deveria ser milionário.
    Mas como aumentar o salário quando a cultura da bolha da especulação educativa impede alguém com um curso de ganhar menos que alguém mais útil mas sem o curso?

    “um mercado fortemente baseado em tecnologia e ciência com outro que desinveste nessas áreas.”

    Porque raio alguém iria investir em ciência e tecnologia em Portugal quando a maior parte do dinheiro vai para o Estado ou seja a Economia Política e Social em que é mais confortável ser grupo de pressão para tirar aos outros sem oferecer nada em troca?

    Diga-se de passagem que os EUA estão seguir o nosso caminho…os 7% de desemprego que são mais perto de 8% na verdade seriam mais de 11% se a força de trabalho estivesse ao nível da era Bush.

    1. «o empregadedorismo é a escola da burguesia esquerdista»

      Ó luckylucky, vou começar a mudar-lhe o nome: vai passar a chamar-se cassetelucky.

      «a cultura da bolha da especulação educativa» meteu copyright nisto? Olhe que ainda lhe dá uns cobres. Mostre o seu empreendedorismo ó camarada cassete.

      «Porque raio alguém iria investir em ciência e tecnologia em Portugal quando a maior parte do dinheiro vai para o Estado blahblaahblaaaahhhh…» Lamento, o leitor de cassetes é velho e comeu a fita. Meta isso em mp3 para facilitar a vida ao pessoal, pode ser?

      1. Agora um pouco mais a sério (mas vou continuar a usar o “cassete”). Nada do que Gonçalves diz tem validade porque mesmo quando diz alguma coisa de jeito fá-lo pelos motivos errados.

        O mercado de trabalho americano é diferente do português (e da generalidade do europeu). Para quem gosta de oportunidades juntamente com falta de segurança é óptimo. Eu não gosto. Prefiro saber que se fizer um bom trabalho que à partida o meu lugar está seguro e que o meu chefe não me despacha para o outro lado do continente sem eu ter uma palavra a dizer sobre isso. Prefiro que haja possibilidades para as mulheres terem filhos sem terem que voltar ao trabalho uma semana após o parto. Prefiro que os custos da saúde tenham um boa contribuição estatal para compensar o risco de um dia eu não ter como pagar o meu seguro. Etc, etc, etc. Para quem gosta dos EUA, força, tentem ir para lá.

        Gonçalves não tem noção do que diz (e o mesmo para o camarada cassete). A educação é um investimento diz-se, mas depois quer que não se seja compensado por isso? Decida-se homem. Especialmente quando é um investimento que compensa cada vez menos. E quer queira quer não, quanto mais gente com formação superior um país (ou uma empresa) tiver, mais sucesso tem a sua sociedade. Sendo assim, há que compensar quem tem tal formação.

        Nada tenho contra elites, mas as elites, fora uns casos excepcionais, são habitualmente distinguidas por terem educação acima da média. É o primeiro passo. Quem não entende isso ou não tem educação ou desperdiçou a sua.

        1. «muitos dos que estão desempregados, estão desempregados porque, ponto número um, não querem trabalhar e, ponto número dois, são maus a fazê-lo»

          Isto que ele disse é verdade vejo muito por aqui. E aos primeiros nem sequer lhes coloco as culpas todas em cima os incentivos socialistas assim o promovem.

          “..Mostre o seu empreendedorismo ó camarada cassete”

          Para um socialista como você vir buscar 50 ou 60%? prefiro estar quieto e ler um livro ou olhar para o mar 🙂

          “Para quem gosta dos EUA, força, tentem ir para lá.”

          Porque é que quer obrigar os outros Portugueses – que não concordam consigo a emigrar ou a fugir ? Você pode fazer socialismo com outros socialistas porque é que precisa de obrigar quem não o é para você ser socialista?

          “A educação é um investimento diz-se, mas depois quer que não se seja compensado por isso? Decida-se homem. “

          !?
          Porque é que alguém há de ser recompensado por um mau investimento?

          Se o investimento der repetidamente mau resultado , se pior, todos forem obrigados a serem investidores, mesmo quem não concordem então estamos perante um caso muito pior que Madoff.

          Qual tem sido a relação do investimento na educação única com o crescimento económico?
          Negativo desde há muito. Logo é perfeitamente lógico chamar ao investimento em educação única especulativo.
          Isto assumindo que os seus totalitários proponentes querem educação para as pessoas melhorarem a sua vida.

          Mas talvez seja favor considerar esse o factor principal e que a razão para o investimento em educação é para promover o igualitarismo. Não para os alunos saberem, aprenderem criarem riqueza e valor. Porque a criação de riqueza e valor promove a diferença, perturbra – a palavra inglesa disrupt é mais forte- o regime igualitário e a sua estrutura de poder. Nesse caso devemos dizer que o Regime faz publicidade enganosa ao seu produto de investimento exótico – que a todos obriga a investir- ao dizer que a educação serve para no futuro vivermos melhor. O Regime deveria dizer que a educação serve para sermos todos iguais. Mediocremente iguais. E pobres.

          Você adopta a posição neo-aristocrática em linguagem moderna credencialista. Um pedaço de papel de uma Universidade diz que você vale muito por um feito há 5 anos atrás, tal como no passado uma declaração do rei sobre uma batalha onde combateu.
          Mas a realidade muda rapidamente, muito mais que no passado e diz que o papel não interessa para nada.
          O que a economia precisa, ou seja os outros, não tem nada que ver com o papel que a Universidade passou.
          É curiosa esta falta de interesse da esquerda no que a sociedade , economia , os outros – tudo sinónimos – querem…

          1. Ai os incentivos socialistas que vão destruindo Portugal… Não fossem eles e toda a gente trabalharia, suponho. Estes incentivos ao desemprego, como o subsídio (ai, já me esquecia, a maior parte dos jovens não o tem, adiante) ou… hmmm…. há outros?

            Eu como bom socialista que sou não lhe vou tirar 50 ou 60%, tiro-lhe logo aos 99%, que pensa? E vou usar o dinheiro para outra coisa qualquer, que imaginarei depois. O que vale são estes governos não socialistas, que não tiram nada, nem aumentam impostos sobre o rendimento, nem sobre o consumo, nem nada do género. Façamos como, por exemplo, a Holanda, esse país do liberalismo onde o imposto máximo sobre os rendimentos chega apenas aos 52%. Bendito país.

            Eu não quero obrigar ninguém a sair de Portugal. Eu saí e sei bem o que custa. Quem anda a querer chutar os portugueses para fora é o actual governo. Eu apenas digo a quem defenda esses facínoras que, estando em acordo com as políticas liberais e com este governo, o melhor que têm a fazer é emigrar. Eu proponho o oposto.

            A educação um mau investimento? Esse seu comentário é um programa por si mesmo. Valha-nos quem nasce em berço de oiro. Os outros são escumalha para trabalhar nas fábricas de t-shirts que se querem a competir em custos de mão de obra com o Bangladesh.

            «a relação do investimento na educação única com o crescimento económico» que raio é “educação única”? Você tira estas pérolas de onde?

            Meu caro: se você não teve a educação superior (eu iria mais longe com o termo educação, num sentido mais lato, mas deixemos isso agora), não é problema meu. Talvez não tenha podido chegar lá (financeiramente, notas, a vida em si) ou tenha preferido não a ter. Se for esse o caso, desculpa-se o facto de não entender o seu valor. Se teve tal educação, então nada lhe desculpa as asneiras que dispara em todas as direcções sem saber interpretar sequer o que lê.

            Apesar da assinatura anónima (às vezes escapa) suponho que seja o camarada Cassete Lucky, mas se não é será certamente da família.

          2. Bravo Senhor João André! Soube responder com Classe a um Anónimo, muito Corajoso! que diz aquilo que vem a Cabeça. Mas infelizmente os Blogs onde podemos discordar educadamente mantendo o Respeito por ideias contrárias, está enxameado de Anónimos, que dizem as maiores barbaridades e são boçais.

    1. Mesmo, Gui. Cada vez que alguém cola frases sobre o joelho e as atira ao ar tem um sucesso destes penso onde está a eloquência que admiravam os meus avós e os meus pais e distinguiam algumas pessoas dos comuns mortais. Assim parece mais fácil, mas não vou nisto.

  3. Mais um parasita que vive da desgraça alheia , mas como ele há muitos só não têm é visibilidade.
    Essa m***** do impulso jovem é o rsi de empresários facínoras e que do capitalismo só vêem a socialização dos prejuízos.
    Eu pessoalmente fui despedido por extinção do posto de trabalho com alegação das dificuldades económicas do país e 12 meses mais tarde o meu ex-empregador contratou um funcionário ao abrigo dessa medida e eu a receber o meu subsidio ainda por cima vejam lá!

    Mais que a crise económica é a crise de valores que nos impede de sair daqui pois todos se sentem impunes para gamar com style e no pasa nada , no ai cojones.

    1. É precisamente essa a questão: o impulso jovem vai ser apenas mais um tipo de estágios pagos pelo governo que servem para as empresas manterem um fluxo constante de jovens qualificados e sem experiência aos quais não pagam e que no fim não ficam. É cantiga muito antiga e cantada por todos os partidos que já estiveram no governo (e possivelmente o seria pelos que ainda lá não passaram).

    1. A questão importante é esta. A diferença entre aquilo que o país pode dar e o que os nossos jovens querem/pretendem ter, é abissal. À semelhança da Argélia (que depende só exclusivamente do petróleo) nós dependemos só do mercado interno com o Estado a fazer de maior parceiro dos clientes privados. Não conseguimos ganhar escala em setores transaccionáveis. Não conseguimos absorver muita mão de obra. Mas não nos deixemos enganar. Muita mão de obra (em muitos, muitos, muitos) cursos não está pura e simplesmente preparada para o mercado de trabalho. Aqui. Ou lá fora.
      R.

      1. Uma coisa posso garantir: ninguém está preparado para o mercado de trabalho ao sair da escola, seja secundária, superior ou outra. Isto se “preparado para o mercado de trabalho” for entendido como começar de imediato a ser 100% produtivo a partir do primeiro dia de trabalho.

        Quanto ao que o mercado é capaz de absorver, isso só depende daquilo que o mercado for capaz de criar. Portugal não tem matéria primas suficientes para delas viver, como tal tem que criar mercado externo nas áreas dos produtos transformados, nos serviços ou em áreas criativas. Tudo sempre baseado em tecnologia, porque Portugal não tem também como competir em preços de mão de obra (nem que seja por questões de escala).

        O Impulso Jovem, por outro lado, não vem resolver qualquer problema, é apenas o mesmo programa de sempre com outro nome.

  4. verdadeiro emblema da cretinice reinante neste mundo, este miguel encontrou apenas a galinha dos ovos de oiro. durará pouco, pois duram sempre, mais devido à ganância que à capacidade da galinha de produzir ovos, mas quando se esgotar espero que ele experimente algumas das situações em que coloca os outros. quanto aos que lhe dão cobretura, governo incluído, é apenas a folhagem que vão colocando no nosso caminho para nos impedir de ver a floresta… permanecer são neste país é, só por si, um acto de coragem. permanecer são e lúcido é um heroísmo diário.

  5. O ano passado ouvi-o numa reunião de colaboradores e pensei “ok, ele agora é um entertainer nestas coisas. faz ele bem, mas não passa disso”. Continuo com a mesma opinião, sendo que agora lhe vejo uns laivos de idiota também.
    Ponha em contacto as pessoas que procuram com essas empresas que não encontram e faça melhor figura. Patetas, farta deles.

    1. Eu creio que o rapaz até faz isso, mas com empresas que oferecem salários de miséria e que não pagam uma renda de casa, a verdade é que as pessoas acabam por não aceitar.

      Muito sinceramente ele não me faz comichão enquanto “empresário”, seja-o lá do que for. Faz-me impressão é que seja o megafone do governo para disfarçar atenções. Chamem-lhe uma forma de “Miguel Abrantes” deste governo.

  6. Mais uma vez se prova que quem se assume neste
    Pais em precisar disso para nada, e sempre um bom alvo.
    Ele certamente ja proporcionou muitas oportunidades de trabalho, em vez de estar refastelado no sofa.
    Nao sei se e o seu caso, se ja trabalhou no recrutamento, etc.
    Como ja referi noutro comentario aqui

    http://www.nytimes.com/2013/03/31/opinion/sunday/friedman-need-a-job-invent-it.html?ref=thomaslfriedman&_r=0

    descubra as diferencas com este outro apostolo da asneira.

    1. Sem precisar disso? Eu não conheço a peça, mas tenho as minhas dúvidas que ele esteja assim tão bem sem umas boas ligações partidárias. Ele não produz nada e nada oferece que não se encontre na net à borla. Até pode ser que esteja a fazer muito dinheiro através do seu talento e do seu trabalho, se o consegue, parabéns para ele, mas vendo-lhe as declarações fico com as minhas dúvidas que o talento seja assim tanto.

      Não sei se ele realmente proporcionou muitas oportunidades de trabalho. Sei que este “trabalho” já lhe deu a ele muitas oportunidades.

      Não, nunca trabalhei no recrutamento. Prefiro ter empregos úteis à sociedade, lamento. E sim, também vejo Friedman como outro apóstolo da asneira. A diferença é que Friedman é infinitamente mais inteligente. Friedman escreveu o livro (consciente do que vende), Gonçalves provavelmente não passou do prefácio (ou do “guia para totós”) e come o paleio todo sem açúcar.

  7. Eu tive a Desgraça de ser Literalmente Obrigado, e ter a Desagradável Surpresa de, Ouvir uma “Palestra” Motivacional”, aliás a mais desmotivante deste “Cromo”. Nunca ouvi tanta Estupidez, tanta Insensibilidade Social, tantas Falácias acerca do Pseudo- Empreendedorismo desta Criatura. Consultei a Wilkipédia, para me Informar sobre a Biografia, deste Personagem Grotesco, e lá diz-se que é Licenciado em Psicologia. Os Psicólogos e Psicólogas Honestos(as) devem sentir Repulsa desta Criatura.

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