
Grécia sairá do euro se não receber mais 130 000 milhões.
Juros de Portugal e Espanha sobem em todos os prazos.
Há mais cotadas portuguesas de malas feitas para a Holanda.
Metro de Lisboa poderá não pagar dívidas “se Governo não tomar medidas extraordinárias”.
Perante estas notícias que constantemente surgem, os diversos governantes da Europa limitam-se a fazer discursos apelando à mobilização dos cidadãos. A mim lembram-me aqueles que continuaram a tocar violino enquanto o Titanic se afundava.

A comparacao nao poderia estar melhor!
Muito obrigado.
A imágem está péssima… nem se consegue distinguir as figuras da Celine Dion e do Leonardo Dicaprio…
A Céline Dion cantava a música. Não me consta que tenha surgido no filme.
Tem toda a razão, caro Luis Menezes.

A pressa em debitar a “gracinha”, resultou em asneira.
Coincidência. A imagem do Titanic veio ao meu espírito hoje, quando ruminava sobre estas mesmas ideias.
Acho que vem ao espírito de todos.
Bom, eu já sei que não vou escapar, sou das do porão…
No porão ou nas cabines, acho que não há salva-vidas para ninguém.
Lançaram a bolha de crédito e agora o que podem fazer? Nada, a bolha de crédito se não for coberta por mais produção – ou seja mais riqueza produzida – vai ser sempre paga por uma diminuição da riqueza.
Primeiro é preciso reduzir a economia ao que se produz – ainda não lá chegámos- depois é preciso reduzir a dívida.
Não percebo as pessoas. Aceitam que não se pode viver do crédito mas depois não aceitam as consequências de que muitas coisas que temos por causa do crédito não existiriam.
Uma delas é a crise da dívida.
Luís, não concordo com a comparação. Os músicos do Titanic foram heróicos (e poéticos), dando aos náufragos o último prazer que lhes era possível ter. Não estava nas mãos deles fazer mais nada, aliás. Os governantes europeus, pelo contrário, podem fazer muito mais pela Europa. Basta que se unam de uma vez por todas, em vez de passar a pasta dos sacrifícios aos cidadãos, com discursos que estão muito longe de ser música para os nossos ouvidos.
Discordo, Ana. Imagina ouvir o violino no meio do pânico, da gritaria e da confusão de pessoas a tentar salvar-se. É totalmente deslocado da situação. Os discursos dos políticos não são música, mas estão igualmente deslocados nesta crise.
Pois é, não estamos de acordo. Espero que nunca me aconteça passar por situação semelhante, mas se isso acontecesse acho que preferia ouvir violinos, e não só a gritaria do pânico generalizado. Sempre se morre com outra classe…