Cavaco Silva, Presidente da República Portuguesa, Presidente de todos nós e vós, o mesmo que gosta de alardear a isenção e que se mostra incapaz de exprimir uma opinião para não ferir susceptibilidades, não esteve presente nas exéquias de José Saramago. Desconheço o sentido de Estado deste Presidente, desconheço onde parará a tão alardeada isenção. Não é preciso Cavaco Silva ter lido José Saramago, duvido até que o tenha feito, muito menos que partilhe das suas convicções políticas ou religiosas mas Saramago, quer se goste ou não, é um vulto da literatura e cultura deste país, reconhecido e lido internacionalmente, seria muito pedir ao Presidente da República que largasse a alcatra e o bolo lêvedo e estivesse presente? Não seria mas não esteve. Deve ter esgotado a quota de sacrifícios ao aprovar em nome da estabilidade, seja lá o que isso for, o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Fiquei esclarecida quanto à isenção e sentido de Estado deste senhor.
O algarvio a bolo lêvedo
cronicasnofeminino,

Muito bem, Leonor. Coloca o dedo na ferida. A actuação do PR parece basear-se numa contabilidade básica, de deve e haver, em relação à sua pequenina idiossincrasia e ao seu mesquinho calendário eleitoral. Como se aborreceu e indispôs os católicos com a publicação da lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo, agora ficou-se pela presença espiritual (Oh Marcelo Rebelo de Sousa, nós seremos alienados, mas nem tanto, para nos vir com essa poeirada, da presença espiritual, para os olhos) no funeral de alguém que a ortodoxia católica portuguesa, se pudesse, tinha arrumado em vida.
Chega a apoderar-se de mim um sentimento de tristeza por não merecermos melhor.
🙂
muito bem.
Só esepero que este seja o seu primeiro e último mandato, Maria do Sol. A desculpa de Marcelo Rebelo de Sousa é estapafúrdia.
Coitado! O que é que o homem havia dizer? Invente lá uma desculpa aceitável a ver se é capaz.
A Inês Pedrosa arranjou-lhe uma desculpa generosa: que pode não ter ido por pudor, para não afrontar a família. Mas acrescentou, como é evidente, que as questões do passado aconteceram num contexto que já não existe. Agora Cavaco é presidente da República e é nesse papel que tinha a obrigação de ter estado nas cerimónias. Não o homem, mas o presidente. Quando se tem um cargo dessa importância, não se pode misturar as coisas. Concordo inteiramente contigo, Leonor. E o mesmo vale para Jaime Gama. Ainda por cima se ambos só têm as férias como desculpa.
Até como estratégia foi um erro: Cavaco esteve mais presente não indo do que estando lá, porque não se falou noutra coisa. E foi ele quem saíu mal da história.
Essas são as desculpas de sempre que não suporto, Ana. É muito comum as pessoas arranjarem desculpas esfarrapadas para o óbvio. É claro que se Cavaco fosse apenas o homem e não o PR nada disto se levantava, tal como se Saramago fosse apenas um qulaquer e não um escritor da craveira de Saramago, o nosso único Nobel da Literatura, não seria relevante. Jaime Gama está exactamente na mesma situação.
Invento lá uma desculpa? Desculpe? Mas por que é que eu tenho de inevntar uma desculpa? Naturalmente como portuguesa espero que o Prseidente da República se comporte como representante de todos nós e não como um homem de mente pequena virado para o passado a recozer ódios antigos.
Mas, infelizmente, é justamente isso que Cavaco é, Leonor – «um homem de mente pequena virado para o passado a recozer ódios antigos». Sábias palavras, estas suas.
nem mais!
Ora bem.
Amor com amor se paga. Saramago elegeu Cavaco como inimigo fidagal e bem rentabilizou essa inimizade; Cavaco retribuiu. Como presidente da república deveria ter estado presente, mas optou por o não fazer. O que é bem menos hipócrita do que participar.
Declaração de interesses: Adoro Levantado do Chão, Memorial do Convento, Jangada de Pedra, detesto as pessoas Saramago e Cavaco.
Exactamente como Presidente da República é que devia estar acima de questiúnculas políticas ou outras. Não me parece que seja uma questão de hipocrisia. Esteve muito mal, mais uma vez.
Chama-me a atenção a minha amiga Ivone para erro imperdoável no meu comentário: escrevi “inimigo fidagal” quando deveria ter escrito “inimigo figadal”. Pois não sabia, mas estou sempre a aprender. Aqui fica a correcção e a assunção do meu erro.
Não faz mal algum, jose-catarino, desde que não nos tenha uma inimizade figadal 😉
Inimizade “fidagal ” não é assim muito grave. Se fosse figadal era pior.
Pior do que errar é não o assumir, disfarçar o erro ou tentar justificar-se, não é assim?
É triste, muito triste. Não compreendo. É inaceitável. O Presidente é um imbecil. Apesar, ainda acredito que os bons valores expulsam os maus valores.
Muito triste mesmo.
Só alguns portugueses merecem ter presidente…
Portanto, do meu ponto de vista, fez bem em não ir ao funeral de Saramago e prosseguir as férias cá dentro…
Escusava era de ser hipócrita e enviar a mensagem de condolências.
Assim, sim, seria coerente e credor da maior admiração de todos os portugueses – eu incluído.
Continuação de boas férias, para si e para toda a família, Senhor Presidente.
Parabéns por ser um desses tal eleitos que merece ter Presidente e fale por si, Cavaco Silva não me orgulha enquanto portuguesa, só me envergonha. Boas férias para si também.
Gostaria de rectificar o 1º. parágrafo , que ficaria assim: Só alguns portugueses merecem ter ESTE presidente…
Fiquei com uma leve impressão, certamente por culpa minha, que fui mal entendido. 10/06/continuacao-de-boas-ferias-senhor.h tml
Solicito, por isso, que leiam o post que publiquei cerca das 8 da manhã no Outra Margem.
o link é este: http://outramargem-visor.blogspot.com/20
obrigado.
Peço desculpa por não ter entendido a ironia, antónio agostinho, mas a ausência de tom e da linguagem não verbal da comunicação online faz destas. Retiro naturalmente o que disse e só não apago, porque não gosto de o fazer.
Não esteve nem se fez representar. Demonstrando que o estado português ainda não resolveu o seu problema de má consciência em relação a Saramago.
É lamentável que assim tenha sido. O tom com que Cavaco Silva justifica a sua ausência é inadmissível. Enquanto isso, no Brasil e em Espanha decretaram três dias de luto nacional.
Não escutei a justificação do PR, espero que não tenha vindo com mais uma treta sobre a equidistância…
Quer me parecer que o Sir Amargo seria o 1º a querer que ele não fosse!
E?
P´RA MENTIRA SER SEGURA
E ATINGIR PROFUNDIDADE
TEM QUE TER Á MISTURA
QUALQUER COISA DE VERDADE
QUEIRAM ENTENDER SFF
Não grite, se não se importa, que aqui não somos surdos.
No Zoo de Lisboa havia antigamente uns “macaquinhos de imitação” que faziam as delícias da petizada.
Pelos vistos, ainda não desapareceram de todo.
Acho que estávamos entendidos sobre a sua escrita, ó Singularis.
Expressaste uma justa indignação, Leonor. A ausência de Cavaco confirma que ele não é o ‘Presidente de todos os portugueses’, ao contrário do que proclama. A Presidência da República não se exerce com estados de alma. Cavaco Siva tinha o dever de comparecer hoje ao funeral do nosso único Nobel da Literatura. As polémicas do passado são isso mesmo: passado. E um Presidente deve ser um factor de união, não de divisão.
Digo isto estendendo a minha crítica ao presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, segunda figura da hierarquia do Estado, que também não se dignou estar presente.
Fizeste bem em referir Jaime Gama. O que disse de Cavaco é, com as devidas diferenças, extensivo ao Presidente da Assembleia da República. para amboas as suas férias estão primeiro. Cavaco já disse que fez a sua obrigação. Claro que passado é passado e mesmo não partilhando alguns extremismos com Saramgo não há como não reconhecer a sua importância. Mafra, por exemplo, tem beneficiado imenso com o Memorial. Contudo, e apenas porque é comunista, há quem viva agarrado a isso e queira retirar o nome de Saramago à Escola Secundária. Uma vergonha.
No way. Por mais que tentem, não conseguirão. Agora muito menos.
O Saramago é tão bera que morreu na altura em que elas tinham gizado este plano maquiavélico e deplorável, além de atentatório ao bom-nome de quem lá estava na altura.
O que para aí vai! Cavaco limitou-se a cumprir a vontade de Saramago, que sempre disse não o querer perto de si.
Ou não é isto verdade? Acho que o PR até andou mal ao mandar representantes…
PS – A que propósito vem a referência do título ao “algarvio”? V. tem alguma coisa contra os portugueses do Algarve?
O que para aí vai? É lícita e legítima a minha indignação. Desconhecia que José Saramago tinha deixado vontade explícita de que Cavaco Silva não fosse às suas exéquias. As coisa que se aprendem neste blogue…
PS: Nada contra algarvios, saloios, transmontanos ou beirãos. Como Cavaco é algarvio apeteceu-me o título. Algo contra? Espero que pelo menos goste de bolos lêvedos. Quase melhores que bolo-rei.
Não distorça o que eu escrevi. É ou não verdade que Saramago declarou que, no caso de Cavaco ser eleito PR (o que veio a acontecer), jamais compareceria onde este estivessse?
Note que não dei qualquer opinião sobre o mérito de Saramago como escritor, embora a tenha, claro. Limitei-me a referir um facto que, julgo, deveria ser do seu conhecimento.
PS – Acho coxa a sua justificação para o “algarvio” do título.
Saramago não iria onde Cavaco estivesse, não me parece que essa afirmação inclua as exéquias de Saramago. Já disse o que pensava sobre o assunto, tanto no post como nos comentários, não vou reafirmar tudo para não me tornar repetitiva. Quanto à minha justificação supostamente ‘coxa’ do título, saiba que: primeiro, não tenho que justificar coisísima nenhuma, fi-lo apenas por uma questão de cortesia, se a acha coxa, temos pena, não tenho outra, nem tenho que ter; segundo, reservo-me o direito que dar os títulos que muito bem entender ao que escrevo.
Eu quero aplaudir esta “resposta”! E fico definitivamente por aqui quanto às suas intervenções no DO.
Aplauda à vontade e fique por aí.
Afinal, volto ainda uma vez. Apenas para dizer que V. é bem pior do que eu supunha. Continue por aí, que vai longe.
Sou péssima, é até de estranhar como me ‘deixam’ estar no DO.
Cavaco procedeu de acordo com aquilo que sempre foi, um homem pequeno, um político medíocre e sem grandeza. Saramago fica na História da cultura portuguesa. Cavaco mal saia de Belém, nunca mais ninguém quer saber dele para nada. Confesso que “receava” que ele tomasse outra atitude e comparecesse às cerimonias fúnebres. Eu lá teria que engolir o sapo e dar a mão à palmatória, afinal o homem sempre demonstrava alguma grandeza. Mas não, confirmou-se o pior.
Essa será sempre a grande proeza da literatura e dos homens grandes que a forjam: viverão sempre. Já os políticos medíocres morrem logo quando largam o tacho, ariel. Bem visto.
Acabo de ouvir o Presidente da República na SIC: “Há pouco tempo, Aquilino Ribeiro que morreu há … há…há… há algumas décadas, foi transferido para o Panteão Nacional.”
Não haverá um assessor que informe a Excelentíssima figura que um corpo, levado de uma sepultura para outra, é trasladado ( ou transladado para quem assim preferir) e não “transferido”.
Não conseguirá acertar uma?
Palavras não são definitivamente o seu forte, mas o povo gosta do ar acabrunhado, fica bem com o país, onde qualquer voz dissidente se transforma numa polémica para a eternidade.
Subscrevo. Cavaco ficou péssimo na fotografia.
Péssimo.
«Portugal ficou mais pobre? Se a pobreza for de espírito e a julgar pelas carpideiras, sem dúvida. A morte de José Saramago iniciou uma competição de louvores e levou uma extraordinária quantidade de sujeitos, notáveis e anónimos, a elogiar um homem que, evidentemente a título elogioso, todos acham “polémico”.
«Vasculha–se a imprensa e, entre a excitação dos epitáfios, não se encontra uma voz dissonante. Saramago orgulhava-se de fomentar inimigos, mas, fora dos comentários sem rosto na Internet, aparentemente não há um com a decência de aparecer e proclamar que desprezava a obra ou que detestava o autor. Para quem se sonhou incómodo, não haverá maior traição do que partir neste sufocante consenso.»
Alberto Gonçalves – DN
Não vou tão longe ao ponto de afirmar que detestava e desprezava Saramago. Apenas digo que me era e é indiferente.
Que a sua alma descanse em paz.
Quanto ao PR, é criticado por não ter ido, mas se tivesse ido, provavelmente seria acusado de hipocrisia.
Preso por ter cão…
Só respondo por mim e é óbvio por tudo o que já disse que não o faria. Seja como for, Cavaco não deve reger-se pelas críticas que lhe seriam feitas mas pelo sentido de Estado e pela confiança que os portugueses mostraram ter quando votaram nele. Deixar-se ficar de férias parece-me muito mal.
O PR, para a próxima, não deixará, certamente, de a consultar, descanse.
Desta vez consultou-o a si certamente. O PR deve agir de acordo com o cargo de Presidente de todos os portugueses.
Não há ninguém que lhe lance um pano encharcado?
É V. professora, ao que parece. E há quem ainda se admire do estado a que chegou o ensino em Portugal…
Contenha-se. O direito de discordar não inclui o direito de ser grosseiro com uma senhora. Entendido?
senhora;
Exactamente. Vejo que me entendeu. Mas é com ‘S’ maiúsculo.
V. é que não me entendeu.
Também me cheirou. Mas como V. já aprendeu, ficamos assim.
Grosseiro, mal-educado e cobarde que se esconde atrás de um qualquer pseudónimo de um blogue/site inexistente. Diz tudo em relação à sua pessoa.
Cobarde? Porquê a sua liberdade de ofender os outros?
Que nome dá a alguém que se esconde atrás do anonimato para ofender os outros?
Tomo a liberdade de fazer minhas as palavras do Sr. Adão.
Este post e alguns comentários só demonstram aquilo que vinha começando a pensar acerca de alguns autores do DO (que continua, no entanto, a ser o meu blogue preferido): há por aí quem se julgue intelectualmente superior aos outros, apenas porque… sim. O que me surpreende, pois essa arrogância sempre foi uma característica dos autodenominados “intelectuais de esquerda”, alguns apenas porque são de esquerda, já que quanto à intelectualidade…
As referências ao “algarvio” (se o PR fosse de Lisboa, duvido que lhe chamasse “o lisboeta” ou “o lisbonense”, não é?) e ao “tacho” são lamentáveis – ou acha que TODOS os que estão na vida política, e a maioria deles nem sequer é constituída por profissionais da dita, só o fazem pelo “tacho”?
Cumprimentos.
Não sei porque volta se pensa isso do DO. Pelos vistos, o título incomodou alguns comentadores. Tenho pena mas é o que temos, pode chamar-me arrogante ou ‘intelectualmente superior’. É bom possível que chamasse o que me apetecesse na altura. Uma vez que o PR é algarvio não tem qualquer conotação, excepto a da sua origem.
Quanto ao tacho, é claro que acho que muitos deles querem tacho ou terei de justificar a diferença entre todos e alguns, muitos e poucos? É fácil ver como se governam tão bem quando saem. Basta olhar o belíssimo exemplo de Jorge Coelho e agora de Mário Lino. Surpreendente é que não vejam.
Cara Leonor:
Eu não faço os outros parvos, não me façam é a mim e não tentem colar-me palavras e atitudes que não tenho, muito menos empolar uma única situação: em minha opinião o PR devia ter ido às exéquias de Saramago. Há discordar e discordar. Se considera que entrar nesta caixa de comentários a ‘falar’ de arrogância e ‘mentes intelectualmente superiores’ é cordial, eu não considero.
Já o tinha esclarecido quanto ao todos e muitos no comentário acima, julgava ter sido suficientemente clara. Declino as lições sobre generalizações abusiva. É óbvio que todos não são alguns.
Quanto ao termos que uso para epitetar o PR , e se alguma vez terá lido algo do que escrevi, entenderá que não é meu tom ser ofensiva e que ‘o que me apetecesse’ seria sempre nos limites do respeito. O facto de lhe ter chamado algarvio prende-se apenas com o facto de não ser afinal mais do que qualquer cidadão comum. Não se comportou de forma diferente.
Só gostava de saber onde leu que eu tinha escrito TODOS.
Chamar-lhe intelectualmente superior é coisa que não lembraria ao mais pintado…
É como chamar-lhe Alzira Maria a si.
Leonor, eu acho que ele fez bem em não ir. É o presidente da República, mas não é um presidente qualquer. É o presidente que como primeiro-ministro se portou de forma miserável com José Saramago, e por mais que o tempo passe as marcas desse comportamento miserável não se apagam. Seria uma afronta estar presente. Saramago teve a sua homenagem nesta despedida, e terá sempre os livros que escreveu lidos e lembrados, por mais que passe o tempo; será essa, afinal, a sua grande homenagem, feita pelos seus milhões de leitores. Cavaco ficará apenas como um detalhe desagradável, e inculto, da nossa história.
Eu sei disso tudo, António, contudo era a altura de mostrar que toda essa contenda lamentável pertence ao passado. Ler é sempre a melhor forma de homenagear. Vou experimentar O Ano da Morte de Ricardo Reis desta vez.
Boa escolha parece-me.
Óptimo, Sílvia 🙂
Passei só os olhos pelo livro ontem, li as duas primeiras páginas e gostei.
Tens uma maneira original e interessante de fazer uma primeira aproximação ao livro: na Casa Fernando Pessoa, durante esta semana (não sei os dias ao certo, mas deve estar no site) quem aparecer pode ler alto passagens do livro, em homenagem a Saramago e a Pessoa. Acho uma ideia excelente e vou passar por lá.
Pode concretizar esse “comportamento miserável”?
É o mínimo.
Já por diversas vezes lhe tenho lido ataques ao Prof. Cavaco Silva, que sempre levei à conta de despeito de comprovinciano.
Mas, neste caso, exagera: passa do ataque à injúria, que nem cuida de fundamentar. Triste sorriso, o do javali…
Na vida temos que nos ir apaziguando com o passado que de alguma forma nos reprime e condiciona. O alimentar de contendas passadas ou rancores engavetados em nada nos enaltece enquanto pessoas.
Ora, assimilar esta maneira de estar não está ao alcance de todos. E o exercício é complexo. Assim, resta a atitude digna de conseguir separar as águas e não deixar que ressentimentos interfiram na nossa capacidade de análise e na assunção daquilo que são os nosso deveres.
Por isso, a ausência do Sr. Presidente da República não é concebível de forma consensual (ou não é mesmo de todo.).
Exactamente, Sílvia. Belíssima reflexão.
Cavaco pode considerar-se Presidente de todos os Portugueses. Já eu não posso dizer que o reconheço como meu Presidente; é o Presidente da República onde vivo e voto, o que é diferente. Adiante. Mais uma vez Cavaco demonstrou não estar à altura do cargo de mais alto magistrado da nação. Se foram decretados dois dias de luto nacional e Saramago teve direito – muito devidamente – a funeral de Estado, o PR deveria deveria ter eastado presente. Só se lhe exigia isso. Agora, Cavaco fez lá falta? A quem? À Pilar? À Violante? Parece-me que não.
Exactamente o que penso.
Vim agora a esta caixa de comentários e concluo que andamos demasiado democráticos a acolher ‘comentários’ anónimos, provavelmente escritos por uma só pessoa, que mais não são do que um chorrilho de insultos.
Quem aqui chega deve ter um mínimo de urbanidade. Caso contrário, o melhor é ir pregar a outra freguesia.