A entrevista de Fernando Moreira de Sá à revista “Visão” (quem tiver interesse saiba que a reproduzi aqui) é um retrato nojento do país, do PSD, da escumalha que governa o país e dos jornalistas e/ou bloguistas que por aí andam e que se prestam a isso. Agora tantos deles identificados, e que entretanto ascenderam ao poder como assessores ou mesmo detentores de cargos governativos.
Mas ao mesmo tempo é uma benesse. Alegra-me por estar imigrado.

Mesmo no lameiro corrupto da miséria dos partidos portugueses, com particular destaque para PS e PSD, há um “distinguo” a fazer: a campanha do Passos – por mais reles que possa ter sido – não usou meios públicos nem Passos e comparsas exerciam qualquer cargo político.
O mesmo não se pode dizer do governo de Sócrates e daquilo a que os magistrados de Aveiro classificaram como um atentado contra o estado de direito baseados em conversas mantidas entre um primeiro-ministro e o benemérito Dr. Armando Vara – e tudo gravado, transcrito mas mandado cortar à tesourada por aquele senhor que foi ao lançamento do livro do Sócrates e que à altura era, ora vejamos… presidente do supremo tribunal?
Ao pé disto… falamos de blogues?
Não desdigo nada do que aqui afirma … a não ser a sua conclusão. Não, “não falamos de blogues”, falamos de gente, concepções, de gente que vai ao poder.
Exacto, falamos de ética. E, se quer que lhe diga, sendo tudo lastimável, não se pode comparar as conspirações, – aliás lícitas – de Passos e mais caricatas do que qualquer outra coisa, com o eventual uso pelo blog do Sócrates – primeiro-ministro em exercício de informações sobre pessoas, etc.
O verdadeiro escândalo, a verdadeira questão é que a discussão pública não existe em Portugal.
jpt,
Há uns tempos dei conta da notícia que anexarei em baixo e que o Pedro Correia publicou aqui no D.O. Entretanto, tive conhecimento pelo DN que alguém decidiu mover uma acção contra o autor, e soube, também pelo DN, que a mesma não colheu provimento em tribunal. Estas notícias estranha-me que não o sejam na escala que se julga adequada: Porque será?
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.asp x?fid=25&did=114965
Mas há mais notícias que têm sido afloradas várias vezes, como esta:
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.asp x?fid=27&did=39204
E outras mais que parece ficarem sem resposta, como esta:
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.asp x?fid=27&did=42094
Por um lado sim, um tipo irrita-se com este tipo de histórias que vão surgindo, umas com mais fundamento outras com menos. Honestamente, e ainda que em contraciclo, não me parece que a política tenha que ser uma escola de virtudes nem apenas exercida por (verdadeiros) franciscanos. Mas tem que haver maior controle, institucional, sobre este tipo de situações. E depois deveria haver, em vez da maledicência, do “eles” (que um dia o MEC glosou genialmente), um outro tipo de postura de cidadania, uma ostracização de quem assim vai. V. lembra-se que o PSD teve como presidente Menezes? Lembra-se quem encabeçou a entrega das assinaturas aquando das eleições internas? Delerue, que tanta mossa tinha causado no tempo de Cavaco. O centro do poder político (aquilo a que chamaram a saudável bipolarização e agora se diz “arco da governabilidade” para meter o PP e, esperam, os restos do BE) está muito podre. Mas nem vale a pena escrever isto, todos o sabem. Particularmente os adeptos
jpt,
se alguém necessitar de um apoio estatal (de todos), seja o RSI ou outro tipo de subsídios, a devassa institucional vai ao ponto de observarem as contas bancárias, os valores em depósito e etc. desses desgraçados (e quem não assinar a autorização provavelmente não recebe); e também eu fico puto da vida com a filha da putice de notícias que se sabe serem verdadeiras e que são tratadas em ambiente da sacrístia.
Puta que pariu a esta porca política!!!!
Pois, anda mal isso. Sabe?!, registo outra coisa, é que para além do controlo sobre os dados privados que refere, somos também levados à auto-censura. Eu aprecio muito a linguagem que aqui utilizou, defendo até ao fim não o direito mas sim o dever do insulto (e temos uma bela língua, com ou sem acordo ortográfico, rica em semântica insultuosa). Mas esse povo de windowshoppers parece que está dominado pelo “parece mal”.
jpt,
a linguagem que usei não foi um insulto em particular mas um desabafo e qualificação de uma situação, em geral, que conhecemos. Esta atitude é ancestral. O que me irrita em particular nestas situações é que o fraco, se necessitado, é tratado como lixo e suspeito; e o forte vive de uma luxuosa impunidade social.
Mas a culpa disto não é dos fortes, é dos que consentem.
O rei gentio Agamenão afirmou: “qui non vetate peccare cum possit jubet”, isto é: quem, podendo, não impede o pecado ordena-o.
E parece-me que quem pode nada faz.
Pois, claro que não era insulto. Mas sim invectiva. Que muito precisamos
De pleno acordo. Não passam de mentirosos natos e só acredita neles quem quer porque eles sabem que o são e nem se preocupam em disfarçar. Além de mentirosos, são incapazes, ignorantes e só lhes interessa o poder e nada mais. A economia subiu 0,2 estamos em completa ascensão económica segundo os grandes cranios dos nossos governantes!….Será que eles pensam que estão a falar para parvos alegres, ou dementes? Possivelmente este governo pensa que somos um povo de gente ignorante e que dizem toda a espécie de besteiras e nós acreditamos. O triste é termos de continuar a aguentar estes incompetentes natos. Até quando, isso é uma incógnita.
Isabel eu não concordo consigo, mas agradeço o comentário. Pois sim, fico feliz com os resultados económicos, mui modestos, é certo. Que não vi ninguém dizer que estamos em completa ascensão económica como diz, mas sim que tecnicamente se inverteu a recessão. É um passo, não tão pequeno, mas também não tão significante assim. Mas naõ o apresentaram, hoje, como diz. MAs, claro, é deixar estes Moreiras de Carvalho trabalhar na sombra que logo ou aparecem “milhares” de nicks a dizer isso ou, sabidos, milhares a dizerem que estamos pior, que é para causar o efeito de rejeição e de apoio. Alienado, que é uma bela expressão em desuso.
E depois, Isabel, tem a ver com o processo histórico. O povo pode não “gente ignorante” como V. muito bem nega. Mas com toda a certeza que foi o povo, muito mais abrigado, informado, educado, formado, alimentado, saudável, e livre, do que nunca na sua história e incomparavelmente mais do que alguns milhares de milhões em outros povos, foi esse povo não ignorante que conduziu o país até aqui.
É tão insignificante que a continuarmos assim nunca mais chegaremos a lado nenhum.” Este povo, muito mais abrigado, informado, educado, formado, alimentado, saudável, e livre” está cansado de ser enganado, a torto e a direito. Como pode um povo a quem lhe tiram tudo confiar nestes governantes? Não pode. É que há pessoas que já não têm nada e outras que não sabem se amanhã têm emprego, casa, pão e tudo aquilo para viver com um mínimo de dignidade. Assim é impossível viver-se porque mentem, carregam-nos com impostos e a vida cada vez piora mais. Que faz uma pessoa reformada que tem os seus encargos mediante a reforma adquirida e que agora cortam e tornam a cortar? Não comem, não pagam a renda e vão viver para a rua? Haja humanismo…… Desculpe-me, mas afirmo e reafirmo: são mentirosos natos e desumanos, só não vê quem não quer……
Eu limito-me a dizer que não vivemos em ditadura. Quem conduziu o país até aqui foi eleito, reeleito, substituído, eleito, etc. A democracia faz-se com cidadãos e não com vitimizados. Não ofusca isto a solidariedade para com os que passam graves dificuldades.
“Que não vi ninguém dizer que estamos em completa ascensão económica”, pois olhe que eu vi e ouvi o actual ministro da economia chamar-lhe “milagre económico” (sic), anda muito distraído….
Registo essa hipérbole ministerial, e agradeço-lhe que ma refira. Mas, insisto, parece-me bem e bom que haja esta ligeiríssima melhoria.
jpt
Totalmente de acordo com o seu último parágrafo .
É um povo não ignorante e muito mais livre e rico que muitos outros povos “que vota” , em todos os sentidos possíveis .
Mas difícilmente nos livramos do “eles” que tudo desculpabiliza em “nós” .
PS – O “eles” que o MEC tão bem glosou vem de trás , já o Pierre Daninos o tinha feito de forma genial em “Sonia , les autres et moi” (1952) , parece ser uma espécie de exorcismo muito latino …
Nunca li esse Daninos, li outros em jovem, tenho que procurar, ainda bem que me refere, obrigado
A alegria e benesse do país emigrado:….”gaseificado”
MIA COUTO
Existe o “Yes man”. Todos sabem quem é e o mal que causa. Mas existe o May be man. E poucos sabem quem é. Menos o impacto desta espécie na vida nacional.
Apresento aqui essa criatura que todos, no final, reconhecerão como familiar.
O May be man vive do “talvez”. Em português, dever-se-ia chamar “talvezeiro”. Devia tomar decisões. Não toma. Simplesmente, toma indecisões. A decisão é um risco. E obriga a agir. Um “talvez” não tem implicação nenhuma, é um hibrido entre o nada e o vazio.
A diferença entre o Yes man e o My be man não está apenas no “yes”. É que o “may be” é, ao mesmo tempo um “may be not”. Enquanto o Yes man aposta na bajulação de um chefe, o May be man não aposta em nada nem em ninguém. Enquanto o primeiro suja a língua numa bota, o outro engraxa tudo que seja bota superior.
Sem chegar a ser chave para nada, o May be man ocupa lugares chave no Estado. Foi-lhe dito para ser do partido. Ele aceitou por conveniência. Mas o May be man não é exactamente do partido do Poder. Assim, ele veste e despe cores politicas conforme as marés. Porque o que ele é não vem da alma. Vem da aparência. A mesma mão que hoje levanta a bandeira, levantará outra amanhã. E venderá as duas bandeiras, depois de amanhã. Afinal, a sua ideologia tem um só nome: o negócio. Como não tem muito por negociar, como já vendeu a terra e ar, ele vende-se a si mesmo. E vende-se em parcelas chama-se “comissão”. Há quem lhe chame “luvas”. Os mais pequenos chamam-lhe de “gasosa”. Vivemos uma nação muito gaseificada”….~
( Talvez devesse transcrever o artigo completo)… ficamos, cá como lá pela “gasosa”
Amendes não atinjo bem onde quer chegar com esta sua transcrição. Que agradeço, claro, leitor que sou do Mia Couto, e coleccionador dos seus livros.
Caro Amigo
Pretendo dizer, como disse Ramalho Eanes: – “Todo o homem tem um preço”
Não há governos e partidos virgens”
É isso que Mia Couto, escreve nesta excelente crónica.
Tenha uma optima estadia em Moçambique…. Pátria dos meus filhos… onde fui muito feliz.
Não percebo bem a que propósito me vem dizer isso comentando neste postal, mas tudo bem, a cada um a sua linha de reflexão. Que cada um tem o seu preço é um conhecimento geral, não terá sido Ramalho Eanes a descobri-lo. E sim, eu terei, e nem muito alto.
JPT: como o meu nome também é mencionado – sem qualquer possibilidade de contraditório da minha parte – nisso que qualificas como “retrato nojento do País”, dando como correcta a tese ali exposta, gostaria de saber se também me incluis na “escumalha”.
Caro Pedro Correia, a sua pergunta é pertinente.
Também eu li com nojo o relato do tal Fernando Moreira de Sá. Partilho inteiramente a qualificação que o JPT deu a esta gente. Li com nojo, sim, mas não assim tanta surpresa. Até quando vi os nomes Pedro Correia e Luis Naves! Não quis acreditar! Não quero acreditar.
Foi o Moreira de Sá que vos expressamente inclui nesta “central de contra-informação”, não o JPT. Talvez o JPT saiba mais do que eu para poder responder a sua pergunta sem explicações suas. Eu não sei. Sei que gostava que o JPT pudesse responder “não”, que eu gostava de poder responder “não”. Muito.
Mas não é o Pedro que tem de responder, mesmo no caso de ter sido arrastado para a história de forma injusta?
Lutz, para além da minha resposta que coloquei antes do ler o teu comentário, não sei de mais nada. Há uma entrevista que ou é histriónica ou é uma fraude. Se é fraude, é fraude e alivia-nos. Se é histriónica enfim, seja o que Deus quiser. Como disse na resposta anterior o que eu li aqui é que o PC escrevia nos blogs, e sobre isso não há nada a dizer. E que há outras pessoas, do grupo do entrevistado, que habitavam nas redes sociais na falsidade comunicacional. Penso que o PC não tem nada que responder.
Lutz: percebo a sua perplexidade e agradeço as palavras que me transmite. A resposta àquelas declarações que prefiro não adjectivar está num texto que publico mais acima.
PC se eu achasse que tu pertencias a isso que invectivo de “escumalha” a primeira coisa que teria feito era deixar de escrever no DO no qual, sem desprimor para os co-bloguistas, és o líder [não o Querido Líder, mas o respeitado e gostado líder]. Custar-me-ia, pois gosto muito do blog, mas seria logo a primeira coisa, nem este postal deixaria.
O que se passa aqui é que tu és referido na entrevista (e tomo-a pelo seu “valor facial” como foi moda referir, se está incorrecta que seja emendada) como alguém que como bloguista escreve(u) de cabeça descoberta, assinando textos e apoiando in-blogs as candidaturas de Passos Coelho. Não vejo mal nenhum nisso, pelo contrário, a democracia faz-se com partidos e com expressões públicas. Assinadas.
O que também está explícito na entrevista é que bloguistas jornalistas (e um empresário ou administrador de empresa, não está explicito) participaram também num conjunto de práticas de desinformação através das redes sociais, através de identidades falsas e de manipulação de informação. Ora eu sei – e sei-o de viva voz – que tu não praticas nem praticaste redes sociais. Isto apenas como complemento da belíssima imagem que tenho de ti, a qual é suficiente para tornar (tornou e torna) desnecessária qualquer ponderação tipo “será que ele afinal …?”-
Mas percebo, pelo teu comentário, que te sentes atingido pela elaboração dos meus postais. A indignação não é boa conselheira (a indignação de sofá, neste caso) nem forno de boa retórica. Tenho que tratar disso. Não nas caixas de comentários, por mais dignas que estas sejam. Lá em cima
Segui o Albergue Espanhol, e ainda um pouco do Forte Apache.
O Forte Apache faliu, e se calhar há quem tenha ordenados em atraso…
Acho que foram publicitados os jantares com Passos Coelho, e por isso não é novidade nenhuma que havia contactos com a blogosfera.
Que alguns bloggers passassem para o governo, também não é nada de estranhar. Alguém seria chamado, e entre a família parental, a família partidária, a família religiosa, a família clubista, ou simplesmente porque sim… o problema não está na família, está no conceito geral subjacente à confiança/desconfiança.
Francamente o mais estúpido da entrevista, para além do tom geral de confissão de uma profissional da noite, é o aparente regozijo com brincadeiras de putos.
Pior, é o aparente acreditar que estaria a condicionar alguma coisa… ao mesmo tempo que reconhece estar ao serviço de “não sabe quem”.
De resto, nada propriamente de novo para quem frequenta blogs com alguma regularidade, onde pouco é o que parece ser. A novidade pode ser estar escarrapachado numa entrevista à Visão… e ao entrevistado parece faltar uma.
O Forte Apache sem o Maltez deixou-me de interessar, e quanto ao 31 da Armada, mete ainda mais dó… No meio de tanta máscara, acho que só lhes resta comentar-se uns aos outros.
Ninguém é parvo o suficiente para não perceber que há uma selecção de notícias, de títulos de posts, da forma como são apresentados, etc… e que muitas vezes visam saber da reacção do público a uma medida, atacar uma fragilidade adversária, enfim… o típico.
Mas depois há o resto… e é o resto que interessa.
Em relação ao que refere da entrevista sim, concordo nisso do mais risível é a crença em que estavam realmente a influenciar o devir histórico. E irritante o tom de brincadeira de putos, a festividade na manigância. É aliás esse tom tão pessoal, tão auto- convencido, que me leva a crer numa colecção da afirmações que num registo mais sério me pareceriam dislates de difícil veracidade.
Mas face ao seu comentário há algo que gostaria de esclarecer. A questão não está nos blogs que acompanharam as campanhas (de PPC ou outra qualquer). Como já referi acima isso faz parte do processo político, e é bem-vindo (eu tenho uma velha irritação contra o bloguismo anónimo, mas isso é outra coisa), Gente que bloga em apoio partidário é algo positivo. O problema da entrevista não é referir que há bloguistas que apoia(ra)m o PSD e PPC e que depois transitaram para o poder. Isso faz parte e é positivo. O problema, que é exógeno aos blogs, é que ali se diz que há gente que tem más práticas comunicacionais e que depois ascende ao poder. E isso é uma outra coisa, radicalmente diferente.
« há gente que tem más práticas comunicacionais e que depois ascende ao poder»
Sim, e continuaram com a brincadeira de putos convencidos, que via nos disparates comunicacionais. E apanham pancada do Pacheco Pereira, que os trata como deficientes mentais, e eles riem-se porque é uma maneira de adiar o choro de bebé, acreditando que vão ter sempre uma mama para os alimentar.
Porém, esse funcionamento em matilha, é apenas uma ilusão de que a quantidade pode anular a qualidade. Ora a quantidade é apenas um número, e desde que os números existem não há novidade nos números. Haver mais ou menos um, sempre interessou menos do que se julga.
Há uma coisa que se chama redundância.
Quanto mais um grupo se julga forte pela sua sintonia em maior número, mais cai na trivialidade.
Caro da Maia e jpt,
Existiu, de facto, uma estratégia do PPC de aproximação aos bloguistas. Lembro-me de referências (abertas) a jantares do mesmo com membros de blogues. Nada disso é criticável e, no máximo, apenas demonstra inteligência comunicacional por parte do então candidato a líder do PSD.
Nem, julgo, vejo problemas na passagem ao Governo de bloguistas, desde que os mesmos tenham competência e perfil para o cargo que iriam ocupar e, por via de integrarem o Governo, não tenham abdicado das suas ideias. Há, obviamente, famosas excepções como o João Gonçalves (cujo blog deixei de ler) que entretanto se “arrependeu” ou do CAA (que é um ser absolutamente abjecto e sem qualquer indício de espinha dorsal). O “relator” desses acontecimentos à Visão é outros dos tais.
Como escrevi no comentário ao posto do PC, o que me parece que aconteceu – e de forma terapêutica – foi muitas pessoas bem intencionadas, que aderiram a PPC, se terem apercebido que foram usadas para defender algo que não era o que parecia. E agora sofrem consequências (ou proto-consequências) desmerecidas e injustas. Sem qualquer “schadenfreude” (eu que nunca apoiei PPC e estava do outro lado da “barricada” bloguística no que às eleições no PSD diziam respeito) aprendemos muitas das vezes e melhor dando com a cabeça na parede.
Não discordo de si (talvez apenas não seja eu tão duro na avaliação de PPC). Como refiro em postal que vou meter acima nada tenho contra o bloguismo político, que como V. refere foi explícito, nem na passagem de que escreve para os serviços do governo. Cumprimentos, obrigado pelo comentário.
Guardo boas recordações do Albergue Espanhol, e tive pena que tivesse acabado. Sem me querer imiscuir em eventuais querelas (pessoais?), que não me dizem respeito, acho muito mais grave a manipulação (reles) todos os dias feita pelos media, do que a utilização dos blogs para fins politicos. Afinal qual é o problema? os blogs são privados e só os frequenta quem quer. Quando se questiona a “ética” na politica quem é que pode atirar a primeira pedra?
De resto o saudoso Albergue Espanhol teve a virtude de alertar para o que aí vinha. Lembro-me bem das ultimas palavras do último post de António Nogueira Leite, a propósito do que aí vinha: “tenham medo, muito medo…”. E parece que não se enganou, não é?