Aproveitar o tempo. Não adiar coisas importantes. Dar valor àquilo que realmente interessa. As mais relevantes lições de vida são quase sempre as mais simples. E tantas vezes são também as que menos seguimos.
Há dois meses, num domingo, rumei a Santarém em visita a uma tia-avó que há muito não via. Achei-a óptima, com uns saudáveis e bem-dispostos 92 anos. Passámos o dia inteiro à conversa, revendo fotografias antigas e contando saborosas histórias da família entre pessoas de três gerações diferentes mas unidas pelo mais perene dos laços – os laços de sangue.
No passado dia 2, um sábado, a pretexto do aniversário de um parente pertencente a outro ramo da família juntámo-nos quase todos os primos direitos residentes em Portugal num alegre almoço de convívio que se prolongou até depois das nove da noite – também com três gerações, sob o comando da querida tia que nos resta, na familiar casa de Tercena. Rimos, gargalhámos, cantámos em conjunto como há muito não acontecia. Soube-nos a pouco. No fim, combinámos todos: não deixaremos passar muito tempo até ao próximo encontro.
A 14 de Março, Nicolau Breyner partiu sem pré-aviso: o País despediu-se de um dos mais populares actores de todos os tempos, uma das raras personalidades a quem podíamos chamar figura nacional sem qualquer favor. Durante semanas tinha pensado contactá-lo para lhe oferecer um exemplar do meu livro Presidenciáveis, que teve génese neste blogue. Ele é uma das 70 pessoas lá retratadas. Foi também a primeira a desaparecer. Jamais pensei que fosse tão cedo. E lamentarei sempre não lhe ter falado a tempo.
Nunca deixar nada de importante para amanhã. No fim de tudo acabamos por arrepender-nos apenas do que não fizemos.

![equipe[1].jpg equipe[1].jpg](http://2.fotos.web.sapo.io/i/B781381ca/19446941_4wAMs.jpeg)
“Aproveitar o tempo. Não adiar coisas importantes. Dar valor àquilo que realmente importa”
Juro. foi a minha resolução para 2016 e seguintes.
Não pode haver melhor resolução que essa.
“No fim de tudo acabamos por arrepender-nos apenas do que não fizemos.”
É bem verdade.
Cada vez mais me convenço disso, Isabel.
“Viva hoje! Arrisque hoje! Faça hoje! Não se deixe morrer lentamente! Não se esqueça de ser feliz…Feliz…Arriscar a fazer, para viver feliz. “( Pablo Neruda )