Isto admitindo que, por entre a contestação de funcionários públicos e pensionistas, os recursos para o Tribunal Constitucional e a má vontade de uma fracção do próprio governo, o discurso é para levar a sério. A «redefinição das funções do Estado» está longe de ser óbvia mas convenhamos que parte da utilidade do conceito é prolongar os debates, adiando o momento em que se faz realmente alguma coisa.
Numa palavra: finalmente
escafandro,

O elogio do zero…
000 000 000 004 800 000 000
Os zeros à esquerda são o que não é cortado em PPP’s, rendas de energia, concessões, isenções de IMI, subsídios a fundações, comendas, elefantes brancos, negociações de swaps, etc…
É outro orçamento de Defesa, de Defesa do status quo, e assim se vê que o Governo mostra sempre mais medo dessa tropa do que da tropa que tem armas.
Qualquer dia não é uma questão de sair do Euro, pode é entrar um regime que não deixa ninguém sair…
Como é óbvio, estou de acordo que também se corte aí. Mas:
1. É uma ilusão pensar que chega. As PPP são um bom exemplo: converteram-se num soundbyte que convém até ao PS, que as blindou, mas a maior parte dos custos não pode ser cortado porque as obras foram feitas e estão a ser mantidas. Enfim, podemos talvez abandoná-las…
2. Apontar áreas onde se deve actuar antes é uma especialidade nacional para nada se fazer.