Numa área conhecida pelo rigor


Rui Rocha,

Faltava-nos ainda que os senhores meteorologistas passassem a fazer previsões sobre sensação térmica. 

0 comentários em “Numa área conhecida pelo rigor”

  1. Não é exclusivo cá da terra. Se acedermos ao accuweather.com, consta lá a referência ao “RealFeel”.

    “The AccuWeather.com RealFeel® Temperature was created in the 1990s by Joel N. Myers, Michael A. Steinberg, Joseph Sobel, Elliot Abrams and Evan Myers.

    The RealFeel Temperature is an equation that takes into account many different factors to determine how the temperature actually feels outside. It is the first temperature to take into account multiple factors to determine how hot and cold feels.”

  2. Não deixo de lhe dar razão a si, eles próprios sabem (e dizem-no) que cada um o sente à sua maneira.

    Mas há ali uma base científica (ou pelo menos que o tenta ser), não é bem o chupar no dedo e depois espetá-lo no ar para ver de onde vem o vento…

    http://www.accuweather.com/en/weather-news/what-is-accuweather-realfeel/7198202

      1. Pois também eu, apesar de pouco sensível a calores ou frios, a família sempre achou que tinha o “termómetro” avariado.

        Suponho assim que “real feel” seja um modo de ír além do termómetro de 1€ que fácilmente se adquire na loja de chineses mais próxima.

        Uma questão mais interessante e que raramente vejo focada é que as previsões meteorológicas só são “seguras” até 3 dias, para além disso há muito de cálculo das probabilidades (o que a nossa experiência fácilmente confirma), as massas de ar quente e os anti-ciclones têm uma tendência danada a mudar de ideias de um dia para o outro.

        Sendo o estado do tempo nas próximas semanas o tema de conversa favorito de quem não tem mais nada de que falar, a meteorologia e as suas previsões a 15 dias contribuem assim decisivamente para que as pessoas falem umas com as outras de mais assuntos para além das doenças que não são nunca nada que se compare às que o interlocutor tem, teve ou terá.

  3. (…)

    Para cúmulo, além de prever o frio, a ANPC ensina aos incautos como lidar com ele. Muitas pessoas ainda possuem a tendência natural de correr na neve em pelota, atitude que a ANPC desaconselha em favor do “uso de várias camadas de roupa”, coisa que se pensarmos bem até faz mais sentido. Na estrada, aos que pensam que o gelo e a geada favorecem velocidades superiores a 180km/h, a ANPC recomenda uma “condução defensiva”. No interior das habitações, a ANPC arrefece os instintos de quem quer aproveitar as baixíssimas tarifas de electricidade e manter os aquecedores ligados a noite inteira: convém desligá-los antes de dormir. E o mesmo vale para as lareiras, já que o povo ignaro desconhece que o fogo pode incendiar uma casa.

    A ANPC justifica o nome e cumpre plenamente a função primordial do Estado: proteger-nos, visto que sozinhos não nos governamos. Seria justo sairmos à rua a gritar vivas à ANPC, desde que esta nos lembre da necessidade de um agasalho.

    Alberto Gonçalves, DN

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *