Now I can go to the bank?


João Sousa,

No país das maravilhas de Alice:

“Só o PS tem António Costa, uma das vozes mais respeitadas da Europa” – Mariana Vieira da Silva.

 

No mundo real:

“As the clock ticked past midnight into day four, the fiscal hawks held frantic discussions over a bowl of cherries. Portugal’s Antonio Costa sprawled out on a sofa as he waited for all the leaders to reconvene.” – Bloomberg.

12 comentários em “Now I can go to the bank?”

  1. Dra. Mariana, quem a verdade diz não merece castigo.
    Espero que seja tão leal ao Dr. Medina como está a ser ao excelso Dr. Costa. O seu tempo chegará, assim queira a Providência proteger Portugal.
    Portugal precisa da bazuca do PS.

  2. Significativo é que a Bloomberg descreva o que António Costa faz, como se António Costa fosse um líder importante. A Bloomberg descreve o que António Costa faz, não descreve o que fazem os dirigentes da Eslováquia, Bélgica ou Letónia.

    1. Seguramente, caro Lavoura, porque os dirigentes da Eslováquia, Bélgica ou Letónia sabem comportar-se em público e não se esparramam como nababos nos sofás. Tivesse um periquito-de-colar lá do sítio entrado por uma janela aberta e depositado uma cagalheta na travessa dos canapés, é garantido que a Bloomberg lhe dedicaria (pelo menos) o mesmo número de palavras que dedicou ao nosso Querido e Respeitadíssimo Líder – e pela mesma razão: comic relief.

      1. É um ponto de vista. Mas também se pode argumentar que somente os poderosos, aqueles que estão verdadeiramente acima dos outros, é que se esparramam pelos sofás. Os reis podem esparramar-se, enquanto que os cortesãos são forçados a permanecer hirtos em sentido.

  3. Seria interessante ver estes dois brilhantes políticos do aviário socialista a gerir uma empresa ou qualquer outra actividade privada. Só para avaliar. Transpirariam assim tanto respeito?.

    1. Estes dois e muitos outros do partido. E muitos outros de outros partidos. É bastante mais frequente ver o oposto: retirarem-se dos salões de intriga política para as administrações de empresas privadas. Uma carreira política com algum sucesso tende a dar-lhes um talento muito apreciado por quem o pode pagar: a agenda telefónica.

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