10 comentários em “Noventa e seis anos e alguns meses depois da primeira aparição da Cova da Iria”
Até nos títulos se vê a qualidade de quem escreve, refiro-me ao título do JN. Afinal ele não se encontrou com o Papa a caminho do WC, simplesmente a caminho do WC verificou que o Papa estava numa sala contígua a essa rota. E também me pareceu que os sguranças do Papa são tipos de trazer por casa, porque permitiram que ele entrasse na sala com um parlapiê qualquer.
(…) o jovem dirigia-se à casa-de-banho, quando se deparou com “o Papa a falar numa sala com algumas pessoas”. Depois destas terem saído a pedido dos seguranças, (…) conseguiu chegar à fala com o chefe da igreja católica e ele “está mesmo atento ao que dizemos, parece que somos a única pessoa na sala”. Um verdadeiro milagre.
Por estranho que pareça, é esta invulgaridade que permite aqui o comentário à visita papal ao Brasil, sendo que a anterior, a Lampedusa, merecia destaque, enquadrando-se no outro post do Rui sobre a ministra italiana e a imigração. Falta a foto do JN que está muito boa com o halo verde.
Bom, seja como for, este Papa tem marcado uma diferença significativa, e sobre o apelo de participação aos jovens na luta política, dadas as últimas manifestações nas ruas cariocas, seria visto por muitos como irresponsável… fosse ele feito por qualquer outra pessoa.
A hierarquia católica tem ficado sempre presa ao “Testamento dos Velhos”, e tem esquecido que a essência do cristianismo seria o “Testamento dos Novos”… porque os Velhos e os Novos são sempre os mesmos, apesar de mudarem com a idade e terem pouco a ver com ela. Os apóstolos e Cristo seriam afinal todos jovens que se rebelavam contra a estrutura imperial e eclesiástica. A prova de que os cristãos percebem pouco da mensagem que professam é que favorecendo a estrutura, aparecem sempre do lado oposto ao da mensagem. Aparecem seguindo o império, seguindo a hierarquia estatal e religiosa, representadas por Pilatos e Caifás, prontos a condescender com criminosos e a condenar de novo à cruz e à perseguição quaisquer novos apóstolos que se manifestassem contra essa ordem.
Palavras para uma plateia jovem, pode levá-las o vento, mas o Papa Francisco não parece, como os antecessores, amarrado ao Testamento que a judiaria dos Velhos sempre quis congelar na eternidade da estrutura de poder.
Este título só me merece a adjectivação: umbiguista e imbecil.
A visita do Papa ao Rio de Janeiro, que tive o privilégio de acompanhar in loco, teve inúmeros momentos grandiosos que mereceriam o destaque da imprensa, dois exemplos a visita que fez à favela ( e as palavras aí proferidas sobre uma sociedade mais justa e solidária) ou o encontro com lideres de outras religiões como o camdomblê ou as religiões africanas ( onde defendeu um Estado laico a necessidade de diálogo, diálogo, diálogo).
Valham-nos as magníficas reportagens da Alexandra Lucas Coelho no Público.
Até nos títulos se vê a qualidade de quem escreve, refiro-me ao título do JN. Afinal ele não se encontrou com o Papa a caminho do WC, simplesmente a caminho do WC verificou que o Papa estava numa sala contígua a essa rota. E também me pareceu que os sguranças do Papa são tipos de trazer por casa, porque permitiram que ele entrasse na sala com um parlapiê qualquer.
Se estivesse por aqui a Ana Vidal dir-lhe-ia que tem muita razão quanto à importância do título como elemento indiciador da qualidade da escrita.
E com toda a propriedade. Quando li o título até me deu um sobressalto, pensei de imediato: Ai que mijaram o Papa, e tinha de ser um compatriota!
(…) o jovem dirigia-se à casa-de-banho, quando se deparou com “o Papa a falar numa sala com algumas pessoas”. Depois destas terem saído a pedido dos seguranças, (…) conseguiu chegar à fala com o chefe da igreja católica e ele “está mesmo atento ao que dizemos, parece que somos a única pessoa na sala”. Um verdadeiro milagre.
É bem possível. Ao que parece, o jovem sentiu um chamamento interior que o obrigou a ir à casa de banho.
Esse tal chamamento, além do mais, permitiu-lhe parecer que era o único na sala, isto depois de as outras pessoas terem saído.
Certo. Entretanto, abundam os relatos que garantem que, após tais acontecimentos, os cegos começaram a falar.
Por estranho que pareça, é esta invulgaridade que permite aqui o comentário à visita papal ao Brasil, sendo que a anterior, a Lampedusa, merecia destaque, enquadrando-se no outro post do Rui sobre a ministra italiana e a imigração.
Falta a foto do JN que está muito boa com o halo verde.
Bom, seja como for, este Papa tem marcado uma diferença significativa, e sobre o apelo de participação aos jovens na luta política, dadas as últimas manifestações nas ruas cariocas, seria visto por muitos como irresponsável… fosse ele feito por qualquer outra pessoa.
A hierarquia católica tem ficado sempre presa ao “Testamento dos Velhos”, e tem esquecido que a essência do cristianismo seria o “Testamento dos Novos”… porque os Velhos e os Novos são sempre os mesmos, apesar de mudarem com a idade e terem pouco a ver com ela.
Os apóstolos e Cristo seriam afinal todos jovens que se rebelavam contra a estrutura imperial e eclesiástica.
A prova de que os cristãos percebem pouco da mensagem que professam é que favorecendo a estrutura, aparecem sempre do lado oposto ao da mensagem. Aparecem seguindo o império, seguindo a hierarquia estatal e religiosa, representadas por Pilatos e Caifás, prontos a condescender com criminosos e a condenar de novo à cruz e à perseguição quaisquer novos apóstolos que se manifestassem contra essa ordem.
Palavras para uma plateia jovem, pode levá-las o vento, mas o Papa Francisco não parece, como os antecessores, amarrado ao Testamento que a judiaria dos Velhos sempre quis congelar na eternidade da estrutura de poder.
Jornalismo de latrina.
Cumpts
Este título só me merece a adjectivação: umbiguista e imbecil.
A visita do Papa ao Rio de Janeiro, que tive o privilégio de acompanhar in loco, teve inúmeros momentos grandiosos que mereceriam o destaque da imprensa, dois exemplos a visita que fez à favela ( e as palavras aí proferidas sobre uma sociedade mais justa e solidária) ou o encontro com lideres de outras religiões como o camdomblê ou as religiões africanas ( onde defendeu um Estado laico a necessidade de diálogo, diálogo, diálogo).
Valham-nos as magníficas reportagens da Alexandra Lucas Coelho no Público.