O caso, se é que caso existe, da deputada Inês de Medeiros continua a arrastar-se indecorosamente pelos corredores da Assembleia da República e as páginas dos jornais.
Farta de ser enxovalhada, a deputada resolveu agora escrever uma carta a Jaime Gama no sentido de ser posto um ponto final na indecisão relativamente ao pagamento das suas viagens entre Paris e Lisboa. Acho muito bem que o tivesse feito.
Se há coisa que eu não suporte é a indecisão, a falta de coragem para decidir, o empurrar com a barriga, o fazer saltar o processo de secretária em secretária com despachos de “visto” e coisas do mesmo género. É muito nosso, é muito típico e é também muito mau, pois que em mais de três décadas de democracia ainda não foi possível corrigir mais esse mau hábito que herdámos do salazarismo.
Eu gostava que esta questão não tivesse chegado tão longe. Também gostava que a questão não tivesse sido sequer colocada depois da eleição, posto que a meu ver era assunto para ter sido resolvido antes com quem convidou a deputada para integrar as listas.
Havendo boa fé e seriedade por parte de Inês de Medeiros, como me parece ser o caso, é evidente que se há alguém a quem não possam ser assacadas responsabilidades é à própria. Espero, pois, que o assunto se resolva de uma vez por todas.
Outra coisa é perguntarem-me o que eu penso de se escolher para deputado alguém que vive fora do país. A única coisa que eu posso dizer é que entendo que o escolhido, sendo eleito, deveria passar a residir no território nacional.
Percebo que houvesse interesse em juntar o útil ao agradável, mas se a deputada residisse em Helsínquia ou no Rio de Janeiro, para já não falar em Anchorage, será que faria algum sentido a sua inclusão nas listas mantendo ela a residência numa dessas cidades?
A desconformidade entre o local de residência e o local onde vota é apenas mais um sinal da falta de exigência e de rigor que existe neste país. Não é por haver muitas situações dessas que devemos fechar os olhos e assobiar (os que assobiam) para o lado.
Aqui há uns anos, uma familiar chegada, por sinal doente e reformada, foi multada e obrigada a actualizar o seu recenseamento, porque tendo pedido um atestado na Junta de Freguesia do Estoril, onde tinha passado a residir pouco tempo antes, se verificou que estava inscrita em Cascais. O zeloso funcionário da autarquia remeteu logo o processo para o Tribunal de Cascais onde na altura uma ainda mais diligente senhora procuradora se encarregou do resto.
Para todos os efeitos, Inês de Medeiros foi eleita deputada e residia, como continua a residir, em Paris. Independentemente da sua vontade de aí continuar a morar, direito que naturalmente lhe assiste e que certamente terá frisado a quem a convidou, não me parece que faça algum sentido nesta altura estar a discutir quem paga ou deixa de pagar as passagens aéreas.
Se asneira houve ela está feita e de nada serve agora atirar as culpas para quem as não tem. Mas que deve haver alguém que devia ser chamado à pedra, isso para mim é limpinho. E para o caso é indiferente o nome do convidante, tanto mais que no fim seremos todos a pagar pela forma como o assunto foi (mal) conduzido.

Está mal desde o principio.
Mas para remediar acho que ela devia ficar na cama e participar nos debates por teleconferência…
eh eh eh
Claro que o Estado lhe pagaria o Portatil, a internet e a electricidade gasta, sendo pagaria também uma empregada doméstica junto com todas as despesas dealimentação…
eh eh eh
Conta até dez e esconde-te…
Preocupem-se com milhões, não com tostões
Nunca oubiu disser que grão a grão enche a galinha o papo
Tens razão. Escusado é ela dizer que “nunca se preocupou com o estatuto remuneratório do cargo”, porque ajudas de custo e viagens remuneradas não é bem a mesma coisa que só viagens remuneradas e é bastante diferente que as remunerações de deputada.
Não somos anjinhos e ninguém quer trabalhar para aquecer. O arrastamento do caso já é mau. Pior será se a situação insólita criada pelo PS e aceite por ela tiver repercussões também insólitas em matéria de dinheiros públicos.
Mas explique-se porque razão a srª Inês de Medeiros quer continuar no parlamento? Não haverá alguem na lista capaz de a substituir?
Não se diga agora que a culpa é do PS que a convidou, pois ela que não é nehuma ingénua aceitou já com a ideia de receber o subsídio e as viagens pagas.Se tem que fazer em Paris, acho bem que para lá
pois nós,oscontribuintes portugueses, não podemos estar a pagar uma viagem semanal para além do subsídio.Estamos em contenção de despesas, será que a srªnão sabe? não faz lá falta nenhuma, que venha o sr ou a srª que se segue
Defendo hoje novamente, como noutras vezes defendi aqui, que Jaime Gama devia ter tomado uma decisão logo no início da legislatura, mal o Conselho de Administração do Parlamento, bem à maneira portuguesa, “decidiu” com um insólito «nim». Ser presidente da Assembleia da República é muito mais do que cronometrar os tempos de intervenção dos deputados ou dar uns ralhetes ocasionais a quem merece (e às vezes até a quem não merece).
É claro que o mal não está na Inês Medeiros e que a indecisão é o pior que pode acontecer num assunto desta natureza. Aliás, é incompreensível que o problema não tenha sido levantado e resolvido quando foi feito o convite. Só acho que o contributo público que ela tem dado para o assunto também não abona muito em seu favor.
Mas… não somos anjinhos, digo eu também. O assunto só não está clarificado publicamente, porque nenhuma agência de viagens aguenta e deixa agravar mensalmente e com toda a tranquilidade uma dívida, se não tiver a certeza de que alguém lha vai pagar. Ainda mais nos tempos que correm!
O problema das duplas e triplas residências existe porque as pessoas importantes portuguesas, muito ciosas do seu direito de ter uma residência diferente para cada uma das suas conveniências, recusam liminarmente um sistema como o alemão, no qual, por lei, uma pessoa tem que ter uma e uma só morada na Alemanha (pode ter casas de férias, claro, mas a sua morada oficial é uma e uma só).
Um tal sistema teria imensas vantagens – nomeadamente para efeitos de citações judiciais – mas, como as pessoas importantes em Portugal gostam de fugir à lei, dá-lhes jeito que a lei não se lhes aplique, portanto nem pensar em introduzir um tal sistema.
Portanto, é corriqueiro uma pessoa residir num sítio e votar noutro, ter cartão de estacionamento num terceiro e residência fical num quarto. Porque é assim que dá jeito às pessoas ricas e poderosas em Portugal. E, se alguma vez se recebe uma carta, por exemplo do tribunal, numa das residências, a carta nunca encontra o seu destinatário – o qual pode sempre argumentar que na verdade reside noutro sítio qualquer.
Por acaso, V. devia saber que em Portugal também é obrigatório ter uma residência fixa, correspondente à residência fiscal e abrangendo bilhete de identidade e carta de condução, pelo menos.
De resto, quem é que lhe disse que a Inês Medeiros não tem residência formal em Paris? É que V. dá a entender que ela tem mais do que uma residência declarada, mas não deixa essa afirmação clara.
Segundo os artºs 82º e 83º do Código Civil, as pessoas podem ter vários domicílios particulares, mas um só profissional para as relações que lhe correspondem (podendo ter várias profissões e tantos domicílios profissionais quantos aquelas, nas relações que lhes correspondem).
Por sua vez, o artº 84º do mesmo compêndio legal postula que:
“É permitido estipular domicílio particular para determinados negócios, contando que a estipulação seja reduzida a escrito.”
Pergunta: onde foi estipulado, por escrito, que a deputada Inês de Medeiros, concorrente por Lisboa, também tinha domicílio particular em Paris?
E onde foi estipulado o contrário? Sabe porventura se ela já tinha e continua a ter residência única em Paris e não qualquer outra?
Perguntam:
“E onde foi estipulado o contrário? Sabe porventura se ela já tinha e continua a ter residência única em Paris e não qualquer outra?”
Contra-perguntas:
1ª – Porquê o contrário?, se a estipulação por escrito com outra residência decorre da lei?
2ª – Se tinha residência única em Paris, como concorreu por Lisboa?, no pressuposto de que concorrer por Lisboa implica residência nesta cidade?
Não, não implica. O que V. diz, tanto quanto sei, funciona para o poder local (eleições autárquicas). E mesmo isso…
Toda esta situação da Inês de Medeiros é muito caricata. Então para levantar o dedo na A.R. é necessário estar a pagar tantos extras a uma deputada? Por favor, renegue já ao cargo e vá viver para a sua residência. E o PS que tanto fala em contenção, sacrificios, congelamento de salários, que tenha juizo.
Há que ter em atenção o artº 83º, nº 1 do Código Civil, que dispõe que “a pessoa que exerce uma profissão tem, quanto às relações a que esta se refere, domicílio profissional no lugar onde a profissão é exercida.”
Claro que esta regra tem excepções, devidamente autorizadas, pondo-se, pois, a premente questão de saber se a deputada Inês de Medeiros tem domicílio profissional em Lisboa (AR), por onde concorreu, quem a autorizou a manter domicílio em Paris, designadamente para efeitos de subsídios de viagem e de ajudas de custo?
Não se trata somente de saber se tem ou não direito a esses “abonos”, mas sim de saber quem a autorizou a concorrer por Lisboa, onde estava inscrita e, portanto, com residência, sabendo-se que tinha outra morada em Paris?
É que qualquer magistrado (juiz ou MP) para ter residência fora da comarca em que exerce funções, precisa de autorização prévia, sem o que não recebe qualquer subsídio de deslocação (e só há bem pouco tempo foi consagrado legalmente que Conselheiros e Desembargadores, que residiam nas Regiões Autónomas, o poderiam receber).
Claro que para a “classe política” primeiro fazem-se os “arranjinhos” e, DEPOIS, logo se vê (são eles que “fazem” as leis…).
É por estas e por outras que a Alemanha é o país que é e nós somos o que somos.
Um dia eu vi um filme sobre a Alemanha Nazi e depois vi vários filmes sobre a mesma temática e formei uma opinião, não muito abonatória sobre os alemães de uma forma geral.
Mais tarde, mas muito mais tarde vi um outro filme sobre a cidade de Dresden e a sua total destruição durante a II Guerra Mundial.
Tinham passado 25 anos sobre os bombardeamentos e a cidade estava reconstruída e de novo em pé, até parecia que não tinha havido nem uma beliscadura.
A partir daí comecei a ver os alemães com outros olhos e a admirá-los como povo.
Assim sim, falei com os meus botões: “Só mesmo um povo superior”.
Nós entretanto estávamos nós em festa, a comemorar o trigésimo terceiro aniversário do 25 de Abril de 1974 e a falar, falar, falar, sempre, sempre, blá, blá, blá do mesmo e hoje estamos como estamos, porque trabalhar é com os outros, rigor não há, cumprir horários nem pensar, estudar para quê, mais tarde umas quaisquer oportunidades dão direitos que outros tiveram que se lixar para o conseguir, em suma, isto é o nosso fado. “FEIOS, PORCOS E MAUS”.
Exatamente, trata-se de uma questão de rigor.
Na Alemanha uma pessoa tem, perante o Estado, uma e uma só morada. A pessoa tem a obrigação legal de estar contactável nessa morada (o que significa que tem a obrigação legal de tomar conhecimento, no parzo de salvo erro uma semana, de qualquer carta que o Estado lhe mande para essa morada) e não pode dizer que mora em qualquer outra.
Portanto, na Alemanha a questão pôr-se-ia em termos muito simples: ou bem que a sra Medeiros mora no país e está registada como tal, ou bem que não mora no país, é uma emigrante. E mais: morando no país, só mora num local.
Em Portugal é a bandalheira que se sabe, a total falta de rigor: a pessoa mora num sítio para uns efeitos e mora noutro sítio para outros efeitos. Conheço uma pessoa que mora no meio do Alentejo mas, tendo uma casa em Lisboa, encontra forma de ter cartão de estacionamento da EMEL junto a essa casa. E há as mais variadas pessoas que conseguem morar em sítios falsos para poder colocar os seus filhos na escola do bairro, etc.
A deputada Inês de Medeiros em nada é original: boa parte dos portugueses utiliza domicílios falsos consoante a conveniência. Com a conivência ativa do Estado (o qual é governado por pessoas que têm interesse em poder utilizar tais estratagemas para os mais diversos efeitos, nem sempre confessáveis).
Deputado serve para servir o pais, desculpem a redundância, mas é defeito da 4ª classe tirada à noite. Servir o país quer dizer que vivia em Portugal e tudo bem ou se queria continuar a viver em Paris, rejeitaria o convite. Logo a culpa não é só do Estado é também de quem aceita servi-lo nestas condições. Democracia também é servir o País pensando nele, nas pessoas com dificuldades. Porque viver à grande e à francesa todos gostaríamos E não é que era mesmo à francesa!?
A culpa toda é do Presidente da Junta da Freguesia, onde está recenseada, porque não emitia a certidão, para a candidatura, e esta já não era deputada, comigo isso não acontecia, porque eu sabia que ela não residia em Lisboa, mas sim em Paris, e por isso, podia concorrer pelo circulo da Europa.
Já eu não concordando com a deputada, também não concordo consigo. Deputado que se preze e que tenha como missão servir o País, não aceitaria o convite. O Presidente da Junta…………………é o presidente da junta.
Quatro questões:
1. Se a senhora residia (e reside) em Paris, como é que estava (e está) recenseada como eleitora numa freguesia de Lisboa?
2. Se era (e é) eleitora em Lisboa e foi eleita por Lisboa, como é que vem agora reclamar o direito a viagens aéreas semanais a Paris?
3. Quem é que, ao convidá-la para deputada, lhe disse que teria o direito que ora reclama?
4. Se infringiu a lei ao residir em Paris e manter-se recenseada em Lisboa, por que motivo não é responsabilizada por isso?
Sem respostas a estas questões, nada feito. E não insistam, por favor, em lançar-nos areia para os olhos.
Subscrevo este comentário. Inês Guimarães
Eu também a 200%!…nem mais
Nem mais? Nem que seja 201%?
100% de acordo com Tiago Lima.
Areia xuxalista e pinokrateana, nunca mais!
concordo inteiramente com esta posição e acrescento que ela devia rescindir do cargo de deputada e continuar na sua vida de paris
Ora aí está o problema.. E lá vamos nós (o povo) arcar com mais esta!!!!
Tiago: Se calhar, porque não reside em Lisboa. E porque para concorrer por um círculo eleitoral não temos que residir nele, a não ser para autárquicas. De qualquer forma e mesmo que tivesse residência em Lisboa, a morada oficial é uma coisa e aquilo a que os regulamentos da AR se referem é à morada efectiva, uma outra coisa.
Lamento que V. não tenha conseguido entender o que escrevi.
“Farta de ser enxovalhada ?!”
Mas a D. Inês não aceitou ser uma “girl” para todo o serviço ?
Então do que é que se queixa ?
Para além das prebendas com que inevitavelmente será obsequiada, terá de contar sempre com enxovalhos, pois esse é o preço que os “boys” e as “girls” pagam como contrapartida da vidinha fácil que lhes é proporcionada.
Ora essa !
Que berice de comentário. Ninguém devia candidatar-se a deputado porque se corre o risco de ser apelidado de “boy” ou “girl”, etc,. etc, Que mentalidade mais mesquinha. Deputados não concorram mais, ponham estes maldizentes a concorrerem eles! Que eles passem a ser os “boys and girls”,
isso queria eu onde me posso inscrever
Berinha ?
Ah, ah, claro, Amália, para quem mexe no meu dinheiro malbaratando-o com “girls” de ar enfadado, sinto-me no direito de ser berinha até dizer basta.
Não gosta ?
Não gaste !
Este post está em destaque na Homepage do SAPO.
Ficamos gratos, como sempre.
Exactamente Sérgio. Já aqui tinha manifestado uma opinião condizente com este seu post , naturalmente muito menos estruturada e fundamentada que o seu, mas cujo sentido é o mesmo e que é o de ressalvar o bom nome da Inês de Medeiros e de não a tratar como se de uma arrivista se tratasse. Infelizmente vivemos tempos em que tudo e todos servem para ser achincalhados desde que se posicionem numa barricada diferente do achincalhante.
Muito bem Sr. Tiago Lima
Eu ainda pergunto o que é que esta senhora dá á Nação para que a Nação tenha que lhe pagar seja o que for?
O melhor é esta, como outros extra-ordinários deputados, comunicarem com o Par-lamento por “teleconferência”, e sendo os respectivos custos cobrados ao Partido que o(s) inscreveu nas listas.
NÃO SOU PROFESSORA…
Mas vejam o que fazem aos professores, não lhe pagam a deslocação para as escolas, assim como a quase todos os trabalhadores deste País…
Ainda dizem que o País está em crise…
Parece-me que só é para alguns…
O ESTADO NÃO DEVERIA DAR O EXEMPLO???..
AS QUE POUCA VERGONHA…
Ok, mas não precisa de GRITAR que me dá cabo dos tímpanos dos olhos.
Consta no Código Civil que:
ARTIGO 82º
(Domicílio voluntário geral)
1. A pessoa tem domicílio no lugar da sua residência habitual; se residir alternadamente em diversos lugares, tem-se por domiciliada em qualquer deles.
2. Na falta de residência habitual, considera-se domiciliada no lugar da sua residência ocasional ou, se esta não puder ser determinada, no lugar onde se encontrar.
ARTIGO 83º
(Domicílio profissional)
1. A pessoa que exerce uma profissão tem, quanto às relações a que esta se refere, domicílio profissional no lugar onde a profissão é exercida.
2. Se exercer a profissão em lugares diversos, cada um deles constitui domicílio para as relações que lhe correspondem.
De onde decorre que se a D. Inês quer ser deputada em (e por) Lisboa, para efeitos de residência ou de domicílio “profissional”, digamos, a residência que releva é a sua residência em Lisboa.
Se, apesar de saber antecipadamente o que se esperava dela como deputada lisboeta, manteve o centro da sua vida familiar em Paris, fê-lo, naturalmente, por sua conta e risco.
Se, como alega, lhe “prometeram” que a residência em Paris não seria “problema”, ela que tire satisfações com quem lhe fez essa promessa que não podia ser feita.
C’est compris ou é preciso verter isto em francês para a madame compreender ?
Li o comentário do Sr. Tiago P. Lima e estou inteiramente de acordo, assim pergunto:
1) A srª D. Inês de Medeiros tem residência em Paris ou em Lisboa?
2)Se reside em Paris, como diz, como está recenseada em Lisboa e é eleita deputada por Lisboa?
Serão Jobs for The Boys?ou há aqui qualquer equivoco?
3)Um deputado eleito por Bragança e tendo lá a sua residência (o que devia ser obrigatório para ser candidato e que por acaso e sabe-se lá porquê,
não é)também tem subsídio de deslocação?
4) poderia explanar muito mais sobre este assunto, mas fico-me por aqui
“Farta de ser enxovalhada…” Fartos de ser enxovalhados andamos nós, por pagar as extravagâncias e as mordomias dessa gentinha com o dinheiro dos nossos impostos.
A nossa sorte é que isto está tudo falido e qualquer dia temos por cá a UE em peso a analisar esta coisa!
🙂 a nossa sorte é que já passou de moda “ser-se vendido como escravo para pagar as dividas”!E que nos valha Santa “UE”…!
Não sei se ainda vamos a tempo. O estado da economia é tão débil, tão débil, que de duas uma, ou alguém nos dá as mãos – como está a acontecer com a Grécia – ou vai ser uma hecatomba.
Acho lamentável a “Sapo” patrocinar um blog deste nível. O texto é paupérrimo e chega a parecer de encomenda.
Em primeiro lugar a berlusconização da política por parte do PS, com a integração nas listas de uma actriz é de um marketing sofista indecoroso. Depois a própria vitalidade legislativa é parca, porquanto a integração em listas devia obedecer a requisito de residência não só em território nacional, como também no distritio por que concorre. Senão, o presidente da Junta de Freguesia de qualquer aldeia do Minho poderia residir no Algarve e receber subsidiação.
Esta Senhora Medeiros devia ter vergonha, pegar no vencimento e alugar casa em Lisboa, que é o que toda a gente faz. Ou trabalha e vive em Lisboa, ou volta para Paris, ou faz o que entender da vida.
Inclusivamente, em vez de se fazer perdida para subsidiação, não tendo o mínimo currículo político, e com um comportamento L-A-M-E-N-T-Á-V-E-L na comissão parlamentar de inquérito, com, ainda por cima, o cargo de presidente da comissão de ética (!!!), com laivos de catraia e ar de prima dona betita, devia era ajudar a família, principalmente o pai.
V. diz: «Acho lamentável a “Sapo” patrocinar um blog deste nível.» Só que depois não fala do nosso blogue e fala do caso tratado neste ‘post’ para criticar a situação da deputada. Sabe que mais? Comece a ler direito e a pensar um nadinha antes de escrever.
Caro Zé Manel,
Estou de acordo no essencial com o que diz sobre a D. Inês e o seu comportamento de prima dona betinha e desdenhosa no Parlamento.
Mas não compreendo o seu comentário no que toca a este blog: é que o “Delito de Opinião” veicula opiniões bastante diversas, inclusive sobre a dita D. Inês, umas mais convergentes com a sua, outras mais divergentes.
Para mim, isto é um exercício de democracia – aquela coisa imperfeita para a qual ainda não se descobriu substituto mais capaz, apesar de todas as suas imperfeições.
Creio que não precisa de perder tempo com ele, meu caro.
Lamentável é o seu comentário no que toca à avaliação deste blogue, que pelos vistos leu na diagonal, ou nem isso. E ainda mais lamentável é que não se identifique, já que vem aqui perorar com tanta segurança sobre nós.
Em primeiro lugar a Srª Deputada Inês Medeiros nunca deveria ter sido escolhida pelo Partido Socialista.Há tantas mulheres de tanto valor mas falta-lhes o apelido.São esta mas escolhas que depois trazem maus resultados.Esta Senhora concorreu por Lisboa e devia ter vergonha andar a cobrar bilhetes para Paris.
concordo plenamete com a Srª Madalena
À boa maneira “tuga” este é um caso em que a regulamentação não previu determinada situação. A deputada não é culpada e se lhe pagam por ter residência em França é porque o regime o prevê (impõe!).
Mas então, muito mais gastos temos nós todos com os subsídios estatais para as deslocações de equipas de futebol, até de divisões secundárias, (e de
todos os apaniguados que gravitam à volta delas) sempre que vão jogar aos Açores e Madeira…e não vejo ninguém contestar isso!
Comparem-se custos e valias…e os senhores deputados que corrijam o regulamento.
Tenho dito
A menina Medeiros se não está contente demita-se porque ninguem notará a sua falta.Acabe de gozar conosco.
Acho que, no fundo. a Srª Deputada até está a pedir pouco; poderia exigir ir dormir a casa todas as noites como a maioria de nós…
Cá para mim, o Sérgio de Almeida Correia para apresentar um comentário desta proporção e tão favorável, ou é família, ou então a Inês de Medeiros já lhes fez algum favor especial. Este mundo na realidade está definitivamente bem representado. Que tristeza de pessoas que tão mal têm assentes os pés na Terra, pensando que são mais espertinhos que os outros, possivelmente nunca deu uma ajuda a ninguém, possivelmente nem para o Haiti ou Madeira.
Ó Nelson, acho que V. se enganou no endereço. Este blogue é para pessoas pouco dadas a atoardas sem sentido e mais disponíveis para abordagens com outra inteligência, daquelas que concordam ou discordam, mas que são sérias no modo como discorrem. Não precisa de gastar os seus neurónios residuais nesta casa.
Nem mais.
http://www.youtube.com/watch?v=jb-zl6daR 7o&feature=related
Sou o Zé Manel que comentei. Está explicada a filiação deste Sr. Sérgio de Almeida Correia. Ainda por cima usa da ameaça como quando recebi isto na caixa de mail:
“Está enganado. Os autores deste blogue também acham que isto é infeliz e medíocre, mas apenas pela sua presença, manifestada nestes dois dias seguidos, a qual parece pouco ajustada ao seu sofisticado e elevadíssimo pensamento. A propósito de elevação: a sua terminologia e a qualificação que gosta de dirigir a outros está a um passo da fronteira do tolerável. Por isso, se ainda quiser continuar, é bom acautelar-se. Estamos entendidos?”
Continua enganado, ó Zé Manel. Não foi o autor do ‘post’ que lhe respondeu: fui eu. E escusava de repetir a minha resposta, porque ela está chapada aqui à vista, mais acima.
Aproveito para me repetir, porque já percebi que V. tem algumas dificuldades para perceber as coisas: se ainda quiser continuar a aparecer por cá, é bom acautelar-se, entendido?
Tudo o que é esterco, “herdamos do salazarismo”. E o que
não foi herdado do salazarismo, a democracia criou a coisa mais reles e nojenta que jamais se viu nesta terra.
Mas enfim…
Quanto demorava a obter o registo de um automóvel, uma
carta de condução e um BI antes do 25 de Abril de 1974?
Eu tenho 75 anos.
Eu gostava de saber qual a residência, de Inês de Medeiros, que consta no processo de candidatura.
Tudo o que é esterco “herdámos do salazarismo.
Mas o que a democracia não herdou do salazarismo foi a obtenção do registo automóvel, da carta de condução e do Bilhete de Identidade em duas ou três horas antes 25 de Abril de 1974, nem o simples documento que o cidadão tinha que tratar de vez em quando, comparado com as resmas de impressos e obrigações que hoje tem às costas.
Tenho 75 anos.
Recebi no meu mail, a propósito de ter-me insurgido contra a qualidade do comentário geral, o seguinte:
“Caro Zé Manel, Estou de acordo no essencial com o que diz sobre a D. Inês e o seu comportamento de prima dona betinha e desdenhosa no Parlamento. Mas não compreendo o seu comentário no que toca a este blog: é que o “Delito de Opinião” veicula opiniões bastante diversas, inclusive sobre a dita D. Inês, umas mais convergentes com a sua, outras mais divergentes. Para mim, isto é um exercício de democracia – aquela coisa imperfeita para a qual ainda não se descobriu substituto mais capaz, apesar de todas as suas imperfeições.”
Ora, o que é mais que claro é que a substância e até o carácter do comentário geral deste blog é infeliz, e até pior que infeliz, é ultranjantemente medíocre. Que este blog, ainda por cima associado ao portal SAPO, o primeiro portal português com o prestígio de construção da Universidade de Aveiro, e motor de busca de resultados em português, se tenha associado a este carnaval, ainda pior é.
Aliás, a prova disso é a esmagadora maioria de comentários que desaprovam o acto da Inês de Medeiros. O comentador escreve uma lauda que parece de encomenda, tem um discurso desculpabilizador e não sabe avaliar, não decide bem o conteúdo.
Daí a minha desaprovação, e ainda maior ao ver que a administração usa o tom de professor de primária, invocando grandes substantivos, como a “democracia” para me doutrinar nos bons costumes.
Está enganado. Os autores deste blogue também acham que isto é infeliz e medíocre, mas apenas pela sua presença, manifestada nestes dois dias seguidos, a qual parece pouco ajustada ao seu sofisticado e elevadíssimo pensamento.
A propósito de elevação: a sua terminologia e a qualificação que gosta de dirigir a outros está a um passo da fronteira do tolerável. Por isso, se ainda quiser continuar, é bom acautelar-se. Estamos entendidos?
Está tudo explicado: o Sr. Zé Manel confunde blogues com posts, posts com comentários, comentários com administrações e administrações com portais.
Sendo assim, acho que não vale a pena responder-lhe mais, antes que se informe devidamente sobre as diferenças entre todas estas coisas.
As minhas perguntas são simples: caso se decida pagar as viagens semanais para Paris que moral haverá para não pagar futuramente viagens semanais a outros deputados que decidam ir morar com a família para a Alemanha, Japão, EUA, China, etc, etc. E se chegar a uma situação em que p.e. metade dos deputados que a semelhança da Inês de Medeiros apesar de terem uma morada em território nacional, começam efectivamente a residir no estrangeiro com as respectivas famílias? Será legítimo exigir aos Portugueses mais esse encargo em viagens semanais enquanto já o fazem indirectamente ao pagarem as viagens dos deputados portugueses que estão no parlamento europeu?
Se está recenseada em Cascais é lá que tem a sua residência.
Se o emprego fosse numa fábrica, certamente que não aceitaria viver e Paris e trabalhar em Lisboa, sendo as deslocações de sua conta.
Mas, como quem paga é o Zé Pagode, aceitou.
Chega de brincar com o nosso dinheiro!!!
Eu pago do meu bolso a deslocação para o meu emprego e não ganho num ano o que ela certamente ganho num mês. Acabem com a roubalheira
Esta questão, como muitas outras, resolvia-se de uma maneira simples, acabem-se com subsídios de deslocação, pura e simplesmente isso, se estes senhores e senhoras estão tão interessados em servir o país, fazem-no pelo salário que tem fixo ao mês, eu trabalho a 100km do local em que vivi toda a minha vida, e não me pagam nenhum subsidio de deslocação ou ajudas de custo, acabe-se com este tipo de coisas, é certo que todos eles têm casa em Lisboa. O problema é que, como gulosos que são, começam logo a fazer contas ao que poderão acrescer ao salário que lhes pagamos, esta classe política está cada vez mais a gozar com o povo, tomam medidas para apertar o cinto, medidas de contenção que só o povo é obrigado a cumprir, eles continuam a viver como se fossem deputados de um rico país que um pobre povo se vê obrigado a carregar.
o povo é serene…..
Seria um bom momento para perguntar por que pagamos estas deslocações a esta senhora e a todos os outros deputados, eles foram para lá porque lhes interessa. Se eu estiver interessado num emprego tenho que concorrer ao mesmo e se este for longe da minha casa é um problema meu e não da empresa e é também um custo meu….
Se alguém se candidatar a um lugar na função pública e for admitido esperará ou será razoável que o Estado lhe pague uma viagem semanal a Paris, onde disse residir ? Será agora razoável que a IM lhe seja reconhecido esse direito ? Porque haverá, então, quem queira brincar connosco, brincar com o dinheiro dos contribuintes ? Por favor, IM, sinta-se honrada por ser deputada na nossa AR ou, se isso é apenas pretexto para ganhar dinheiro, volte para Paris, que haverá quem a substitua, quem sabe se com vantagem.
Já faltava também o salazarismo nesta agora. Quanto a enxovalhos já basta o calibre de toda a assembleia e governo. Uma vergonha nacional.
Cumpts.
Só duas perguntas:
Era a participação daquela cidadã uma mais valia tão grande que justificasse os encargos envolvidos?
Foi um favor de que para quem?
Obviamente, não poderei concordar com o autor do artigo.
Então, não caberia a essa senhora rejeitar ou, aceitando, alterar a residência para o território nacional?!
Não me parece correcto que ela permaneça nessa situação e que a tenha, sequer, deixado acontecer.
Eu, pelo menos, quando estão em causa dinheiros públicos, por exemplo quando faço uma despesa que vai pagar, que são todos os portugueses que vão pagar, faço todos os esforços para que se debite o mínimo de valores possível.
Uma carta ao Presidente da Assembleia para que se acabe de uma vez por todas com isto? Francamente!!
Essa senhora devia era repensar a forma como está a utilizar o dinheiro do povo. Mas ela pensa? Não me parece…Não merece o dinheiro que gasta, ponto.
Mas este país, infelizmente, está perdido.
Algumas pessoas perguntam-me, às vezes, porque é que não abandono o País. Eu respondo que vontade não me falta e só não o faço por duas razões: família e a pátria que me chama a ficar. Mas de resto, nada me faz querer ficar, porque as pessoas não têm zelo e carinho pelo seu país e pelos seus compatriotas, não têm, está visto….pelo menos eu não preciso ver mais.
Eu digo sinceramente, nunca, mas nunca faria uma coisa como essa senhora está a fazer. E ela devia ter vergonha e abdicar do cargo. O resto é conversa fiada e novelística que estamos habituados a ouvir nos telejornais, mas de concreto ninguém toma atitudes imperativamente categóricas.
Que país de tristes…
Resolvi recentemente ir morar para as Caraíbas. Comuniquei esse facto ao meu patrão que logo se prontificou a pagar-me as passagens semanais para Portugal. Assunto resolvido. Teoricamente, moro em Portugal, na prática estou nas Caraíbas, a gozar o bem bom.
Sim, estou a gozar, da mesma forma que a Sra. deputada pretende gozar comigo e com o meu dinheiro!!