10 comentários em “Notícias do “estado social” (30)”

  1. Sinceramente, até é um bom resultado!

    Em concreto,
    –em Agosto a taxa de juro ref. BCE será de 1,25%;
    –em Dezembro será a 1,5%;
    –assim, a euribor a 6m em Agosto estará linearmente a 1,55 e em Dezembro a 1,8%
    –e aí …

  2. Os bancos, hipoteticamente, são os senhorios de uma parte dos portugueses, com a “fiança” do Estado português. Todos os meses, pagamos-lhes a renda. Por seu lado, o ciclo de subida das taxas de juros do mercado (Euribor) já começou. Agora, as coisas já estão difíceis para muitos. Os próximos tempos vão ser muito mais difíceis, infelizmente. Não tarda muito, os bancos serão os maiores proprietários, de facto.

    Moral da história:

    Essa história de não haver almoços grátis é conversa fiada! Pensavam alguns e outros…

  3. Não vejo bem o que tenha esta notícia a ver com o “Estado social”, mas enfim.

    Eu considero positivo que, se pessoas pediram um crédito que não podem pagar, façam isto: devolvam a casa. Acho que isto é bom. As pessoas não têm nada que ter um crédito que não podem suportar.

    Agora, a banca que resolva o problema. Tentará vender as casas ao desbarato, possivelmente com pouco sucesso. Que se lixe, não tinham nada que as ter financiado em primeiro lugar.

    1. Simples, Luís Lavoura: a Constituição da República “garante” o direito à habitação
      à totalidade dos portugueses. Num verdadeiro “estado social” este princípio não é letra morta.

      1. O “direito à habitação”, seja lá o que fôr, não é necessariamente o direito a ter casa própria (ou, mais propriamente, casa arrendada pelo banco).

        As pessoas podem arrendar uma casa, mudar-se uma casa mais pequena e barata, ir viver para casa dos pais ou familiares, etc. Há muitas soluções que não passam por continuar a morar na casa que se comprou.

        Do facto de as pessoas terem devolvido a casa ao banco não decorre imediatamente que se tenham tornado sem-abrigos.

        1. O estado “social” português, como vimos recentemente, é até capaz de confiscar um apartamento a uma senhora morta há nove anos, revendendo-o como se fosse dele, por 30 mil euros, a pretexto de uma dívida inferior a 1500 euros, sem sequer fazer uma vistoria a esse apartamento. Um estado “social” que é capaz disto é capaz de tudo.

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