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Como aconteceu no mesmo dia, a comparação pode ser feita.
Nos EUA, um indivíduo desata aos tiros numa superfície comercial e acaba por matar dez pessoas, em Boulder, Colorado: horas depois ficamos a saber quase tudo sobre este crime. O nome e a idade do presumível criminoso, se tinha ou não cúmplices, como agiu, quanto tempo demorou a ser detido, que tipo de armamento utilizou, que acusação formal lhe é agora imputada pela justiça criminal. Tomo conhecimento disto assistindo ao Jornal da Noite da SIC, na terça-feira.
Em Portugal, algures no concelho do Seixal, várias viaturas da polícia de intervenção são mobilizadas para um alegado bairro por supostos moradores devido a «alguns distúrbios» nunca concretizados. As forças da autoridade são ali «recebidas com disparos» (revela o mesmo Jornal da Noite) e demoram horas a controlar a situação, havendo necessidade de recorrer ao Grupo de Operações Especiais da PSP e a brigadas de intervenção rápida, que se fizeram transportar em veículos blindados. «Uma força de elite foi chamada depois de almoço», sublinha o repórter num directo feito já de noite.
Quase nada ficamos a saber sobre o que realmente aconteceu, no caso português: nem quantos eram os elementos envolvidos, nem a idade deles, nem o tipo de armamento, nem o que esteve na origem dos incidentes, nem quais foram ao certo os danos causados.
Sabe-se apenas que «um suspeito foi detido e outros dois estão em fuga», deixando-se antever que estariam envolvidos só três indíviduos – algo que custa a crer dados os meios policiais utilizados e o longo tempo («a operação demorou perto de sete horas», diz o repórter da SIC) que demoraram a efectuar a solitária detenção.
Na RTP, uma testemunha, de costas para a câmara, alude a «caçadeiras» – não haveria armamento mais sofisticado? E o que terá causado aqueles distúrbios? Alguma festarola clandestina em violação do estado de emergência ou um motivo muito diferente? Justificava-se verdadeiramente o aparato policial envolvido na operação?
Nenhum destes canais me esclarece.
Consulto o Público de ontem e continuo sem nada saber. «Cerco policial em Corroios durou várias horas e terminou ao início da noite. Há dois elementos em fuga com PJ no encalço», eis o máximo de pormenores fornecidos na pág. 16. Após duas páginas (centrais) dedicadas à questão do «acesso às armas»… nos Estados Unidos. Na peça sobre o tiroteio na margem sul do Tejo, quase todo o destaque é reservado a críticas de alegados residentes à intervenção policial. Nem sequer ficamos a saber o local preciso onde aquilo aconteceu (Corroios é uma vasta freguesia do concelho do Seixal e a segunda vila mais populosa do País) ou até se foi num verdadeiro “bairro” ou não.
Só na terceira linha a contar do fim, numa peça com 79, surge um vislumbre do que possa ter ocasionado os distúrbios violentos. Quando uma presumível moradora solta esta frase: «De há um tempo para cá começou a história da maldita droga.»
De um lado, clareza informativa; do outro, uma nebulosa de interrogações não esclarecidas. Mas logo ali se ensaia, pelo menos num canal televisivo que acompanhei, toda uma narrativa pronta a servir de pseudo-sociologia justificativa da delinquência. Sem nunca se questionar o poder autárquico da zona – no caso, a Câmara Municipal do Seixal, há quase meio século monopólio do PCP.
De um lado, jornalismo. Do outro, uma coisa em forma de assim, na tentativa canhestra e mal sucedida de o imitar.
Ficámos mais bem informados? Sim, sobre o que aconteceu nos EUA. Só nisso, uma vez mais.

É simples desvendar o afã noticioso e a direcção do clubismo jornalístico: de um lado estava um branco malvado e ainda por cima americano; do outro vários pretos coitadinhos nem se sabe quantos mas têm de ser protegidos. Devem estar em extinção.
Apesar do seu sucesso populacional o jornalismo continua a considerá-los como uma espécie ameaçada.
Não sei o que é “um branco malvado”. Sei – porque foi divulgado nos EUA e repetido em todo o mundo, incluindo nos jornais e nas televisões que em Portugal omitem a identidade dos presumíveis criminosos cá da terra – que se tratava de um indivíduo de 21 anos, com nome árabe e munido de uma semi-automática AR-15.
Ou seja: sabemos mais, em Portugal, sobre o crime nos EUA do que sobre o crime que vai ocorrendo nesta doce pátria de brandos costumes onde parece não passar-se nada.
Ai é um abdulá? Então pronto não é um branco malvado. Fica para a próxima.
É tão trágico um país em que se quer manter o povo na ignorância… School me
Tudo isto nasce quando nos anos setenta e face à evidente falência do modelo marxista soviético os intelectuais marxistas “reinventaram” a luta de classes dos operários contra o capital que fracamente começava a recrutar na classe média e sociedade de serviços, substituindo por um modelo do negro contra o branco, da mulher contra o homem, do novo contra o velho, filhos contra pais, do hetero contra o homo, etc, para assim ampliarem a base de recrutamento fomentando o divisionismo e ódio entre grupos.
“Quem não conhece a história está condenado a repeti-la”.
Muito há para dizer, podem começar por aqui, mas depois torna-se mais interessante:
https://en.wikipedia.org/wiki/Frankfurt_
… e sobre relações perigosas…
https://en.wikipedia.org/wiki/Club_of_Ro
Suspeito que há ciganos ou gente de cor envolvidos no caso.
Aí sempre baixa o pudor racista, o que se justifica porque ainda não houve tempo para derreter os 15 milhões para atacar o problema…
Não sei o que é “gente de cor”. Sei, isso sim, que muitas televisões e muitos jornais em Portugal pormenorizam até ao mais ínfimo detalhe os crimes violentos ocorridos nos EUA na proporção inversa do que vão silenciando sobre o crime violento que cá se passa.
“Não sei o que é ‘gente de cor”’. Percebo e partilho desta sua afirmação, no plano dos princípios; princípios em que fui educado. A realidade contudo – que tem quanto aos princípios uma atitude particularmente oportunista – encarregou-se, especialmente desde certa ainda recente eleição (na verdade desde certa “tomada de posse” ou “inauguração”, chame-se-lhe o que se quiser), de forma cristalina, de nos ensinar o que é isso de “gente de cor”’: o lado alegadamente bom dos tempos que vivemos parece defini-la como aquela gente que escreve poesia que gente branca (o branco, portanto, não é cor) não tem legitimidade para traduzir. Ou para dobrar, se for filme. Ou o que quer que seja, é de supor. E parece que está muito bem que assim seja.
Se não é isto racismo… (perdoará que tenha terminado com reticências)
Costa
Se calhar porque é mais simples e barato fazer ctrl+c; ctrl+v e “google translator”
Possíveis justificações:
(1) A polícia não divulga a identidade de pessoas que, em princípio, gozam de presunção de inocência e que portanto não devem ser denegridas através da comunicação social.
(2) A polícia não deseja estigmatizar bairros concretos e os seus moradores, por isso não divulga o local exato da operação.
(3) Duas pessoas encontram-se em fuga e não convém divulgar a sua identidade para que seja menos difícil capturá-las.
(4) Se o crime está relacionado com o tráfico de droga, não convém dar a conhecer aos outros traficantes (aqueles que não estiveram envolvidos nos desacatos) que alguém da rede foi descoberto.
Sete horas de cerco policial exigindo mobilização do GOE e de brigadas de intervenção rápida, após a PSP ter sido recebida a tiro,. Perante isto, você celebra o “segredo”, como se o direito à informação fosse para guardar numa gaveta bem fechada.
“Não convém divulgar a identidade…”; “Não convém dar a conhecer…”
Frases salazarentas. Podiam ter sido proferidas por qualquer major dos Serviços de Censura antes do 25 de Abril.
Daí à apologia do “Exame Prévio” com chancela oficial vai um passo muito curto.
Cada vez me admiro menos, vendo reacções destas, que a mordaça tivesse vigorado durante meio século em Portugal.
Neste caso, o jornalista não pode fazer mais. O jornalista dá a informação que a polícia lhe transmite e a informação que a polícia tem para transmitir é parca.
Nos EUA e noutros países mais preocupados com a segurança, a polícia dispõe de meios e liberdades legais, que em Portugal não existem. A informação, ou inteligência é a base do novo serviço policial. Nos EUA a polícia pode pagar por informações. Existem até informadores assalariados. Aqui é impossível e ilegal. Nos EUA qualquer cidadão pode ser detido para interrogatório até 48h sem formalização de acusação. Aqui é ilegal deter um cidadão, a não ser que seja em flagrante delito ou com mandado de detenção emanado pelo procurador. Nos EUA existem meios técnicos e legais para monitorizar delinquentes. Aqui o máximo que se consegue fazer é uma escuta, que só após muitos dias de o pedido marinar na secretária de um juiz é deferido… quando é. Monitorizar aplicações como whatsapp ou telegram, em Portugal esqueçam. Não existem meios técnicos, nem a lei permite que o estado aceda a esses meios. A única forma de aceder aos dados trocados nessas aplicações é após a apreensão do tlm do suspeito. Mas como deve calcular o suspeito troca de tlm como quem troca de camisa.
Nos EUA existem bases de dados com informações pormenorizadas, à disposição dos polícias. Aqui os polícias não podem ter bases de dados, vai contra a lei da proteção de dados.
Aqui não se pode compilar informação, não se pode recolher amostras de ADN, sem a autorização do suspeito. E claro que ele não a vai dar.
Nos EUA existem procuradores e juízes de serviço 24h. Um mandado de busca é passado em 5 minutos. Em Portugal, por mais urgente que seja, um mandado de busca, que apenas é emitido por um juiz de instrução, demora no mínimo 4 dias úteis a chegar às mãos da polícia.
Nos EUA o polícia avança para a situação. Se estiver em apuros, usa a sua arma de fogo. Aqui, um polícia que use a sua arma de fogo está desgraçado, nem que se venha a provar, meses mais tarde, que foi utilização legítima. Até lá, o mal está feito. Uma suspensão, 35% do vencimento e uma família para continuar a alimentar. Aqui, o importante é o que parece, o que fica bem, o não levantar ondas. Mais vale deixar fugir o criminoso e chamar as OEs, que chegam ao fim de 4h, do que enfrentar o criminoso, olhos nos olhos… não vá sair um disparo direto à cabeça do bandido, que passa logo a ser uma vítima da sociedade e deixa de ser bandido. Nos EUA o importante é o resultado, ninguém se preocupa, no momento, com as aparências.
Por isso, o problema é mais vasto, muito mais fundo do que um jornalista que não informa convenientemente. O problema é estrutural. Um país legislativamente retrógrado, com leis antiquadas e nada up to date. Feitas para proteger o criminoso e não, como tanto se fala, para proteger o cidadão.
Se o jornalista se limita a dar a informação que a polícia lhe transmite, torna-se dispensável. Qualquer estenógrafo ou qualquer robô serve para tal função.
Não me interessa debater o sistema processual penal dos EUA. Interessa-me, isso sim, anotar com espanto e até indignação o tratamento antagónico dado em jornais e telejornais portugueses a casos de violência criminal ocorridos nos EUA e em Portugal.
Um exemplo: enchem-se páginas de jornal e preenche-se imenso espaço em telediários sobre a proliferação de armas nos EUA. E em Portugal? Que investigação jornalística é feita sobre os arsenais bélicos supostamente acumulados em “bairros problemáticos” na periferia de Lisboa? Nem uma palavra, nem uma linha.
Mas é inegável que o problema existe. E é um factor crescente de insegurança.
Nesse aspeto, que muito bem traz a debate, temo que o problema seja a propaganda. O jornalismo português tem essa mania. A de ser a voz do politicamente correto. Num país onde se vive do turismo, propagandear a premissa de que somos o 3 país mais seguro do mundo, ainda é uma missão da classe jornalística. E ninguém se importa com o facto de esse pódio surgir através de algoritmos enviesados, que permitiram esses resultados. Esconder a realidade criminal é apanágio dos políticos no governo, com a ajuda preciosa dos meios de comunicação social e até das própria e polícias, que muitas vezes optam por escamotear a realidade, sob pena de levarem com o ministro da tutela, com meia dúzia de observatórios e outras organizações alimentadas pelo estado. E os jornalistas são cúmplices nestas estratégias, quem sabe pelos mesmos receios.
1. É necessário ter coragem. Para pôr este tema e este Post a debate.
2. Agora que era necessário — que os democratas viessem a terreiro, dizer qualquer coisa que desse ao povo a confiança na Democracia… de que a Lei é igual para todos, sem excepções xenófobas ou racistas baseadas na cor-de-pele, proveniência étnica, ou credo religioso — ninguém apareceu.
3. O que se viu foi um deserto desses pseudo-defensores. Ficaram em silêncio.
4. Onde estão os mamadous, as joacines, as catarinas, os louçãs, os das associações e dos jornais que fazem da cor-de-pele uma luta política?
Nem vê-los. Ficaram escondidos.
5. A única declaração política que vimos em directo na TV verdadeiramente forte, corajosa e democrática, veio de uma senhora de pele negra moradora nesse dito “bairro”, com uma filha pequena por perto. Disse (passo a citar de cor): “Nós não somos todos bandidos, há uma maioria de pessoas de bem, que vai todos os dias trabalhar, e não se revê nos actos de alguns”.
6. Isto é, alguém que quer que a lei não abra excepções. Seja por causa de tradições culturais, da cor-de-pele, da proveniência étnica, ou da circunstância social.
Até quando?
A informação nos EUA foi de melhor qualidade do que em Portugal. Fraca consolação perante a gravidade dos crimes. Nos EUA houve 10 homicídios, em Portugal houve uns tiros e não há notícia de mortes. E constato que afinal em Portugal também se consegue guardar segredo, desde que não seja de justiça.
Sete horas de cerco policial exigindo mobilização do GOE e de brigadas de intervenção rápida, após a PSP ter sido recebida a tiro,. Perante isto, você celebra o “segredo”, como se o direito à informação fosse para guardar numa gaveta bem fechada.
Daí à apologia da censura vai um passo muito curto.
Cada vez me admiro menos, vendo reacções destas, que ela tivesse vigorado durante meio século em Portugal.
Não há censura nenhuma. Os jornalistas são livres de investigar e de publicar as conclusões das suas investigações.
O que os jornalistas não têm, coitadinhos, é a papinha toda feita a ser-lhes servida em bandeja pelas autoridades, para eles poderem reproduzir como se da verdade pura se tratasse.
você celebra o “segredo”, como se o direito à informação
Muito mais prestável é o Ministério Público, que prestimosamente ajuda os jornalistas, servindo-lhes os “criminosos” quando eles ainda nem acusados foram, informando antecipadamente os jornalistas de que irá prender os “criminosos” no aeroporto (como fizeram com José Sócrates). Isso é que é uma maravilha de direito à informação. O público fica perfeitamente informado de quem são os “criminosos”, antes mesmo de eles terem sequer sido constituídos arguidos, muito menos acusados, muito menos julgados, muito menos condenados. Assim o público, devidamente informado, fica pronto para condenar antecipadamente os “criminosos” ao opóbrio social.
Houve ali coisas que correram mal nas operações das autoridades policiais. Devem estar a ver se descobrem o que se passou em vez de divulgarem em tempo real uma percepção incompleta e eventualmente errada dos acontecimentos. Possivelmente os jornalistas manterão a curiosidade e teremos uma descrição completa. Não sou apologista do segredo, apenas da reserva, durante algum tempo, que neste caso eu estimaria nuns 3-4 dias ou mesmo uma semana enquanto se apuram os factos.
em Portugal também se consegue guardar segredo, desde que não seja de justiça
A diferença é que aqui estamos a falar de crimes reais e concretos, que são investigados pela Polícia Judiciária. Nesses casos, há segredo.
Onde não há segredo é quando “crimes”, tipicamente de papel, que são investigados pelo Ministério Público. Aí até pode não haver crime nenhum, mas o Ministério Pública apressa-se a divulgar que terá havido, e quem terá sido o presumível criminoso, para que a reputação deste último fique queimada para sempre.
É a diferença entre crimes reais e crimes presumidos. É a diferença entre a Polícia Judiciária e o Ministério Público.
Chegamos ao ridículo deste eufemismo policial-jornalístico, que se lê na legenda, aliás gralhada: «Uma pessoa foi “identidicada(sic) pela PSP”.
Enfim, ficámos a saber que não foi um cão nem um gato. Terá sido mesmo “uma pessoa”. Velha ou nova, macho ou fêmea, menor ou inimputável? Nada mais.
Só saberíamos, tintim por tintim, se tivesse sido nos EUA. Dois critérios antagónicos de noticiar nos mesmos jornais e nos mesmos telejornais.
Neste País são sempre os do costume, coitados é dos polícias são mal tratados e com a vida sempre em risco. Hoje em dia é mais fácil pertencer a uma etnia conhecida ou ser de uma cor diferente da minha. Parvo que sou ter nascido branco! Nos tempos de hoje…
Armando Miranda
“Parvo que sou ter nascido branco!”
Acho que está enganado. Se nascesse preto ou cigano teria muito maior probabilidade de viver num bairro de lata ou de passar fome. É só fazer as contas.
Não sei o que significa “ter nascido branco”. A menos que se trate de um albino.
A propósito: ainda podemos chamar albinos aos albinos ou já existe outra designação?
Que tal cândido?
1. Mas essa probabilidade tem uma causa. E não é a que refere.
2. Quanto aos “ciganos”:
2.1. São os próprios ciganos que impedem as raparigas de irem à escola.
2.2. Defendem a não integração na sociedade por causa da sua tradição étnica. E de defenderem que têm o direito a serem uma excepção dentro do Regime Democrático, onde «o primado de todos iguais perante a Lei» é a regra.
3. Quanto aos que você apelida de “pretos”:
3.1. A probabilidade de não saberem STEM (matemática, ciência, tecnologia e engenharia) tem a ver com a capacidade de adquirir esses conhecimentos. São essas qualificações que dão maiores rendimentos e salários. Não tem a ver com a “maldade dos brancos”, a “maldade dos chineses”, a “maldade do capitalismo” ou a “inferioridade dos pretos”, “a situação socio-económica”.
3.2. Quando você chega a uma empresa ou a uma universidade… ou sabe fazer, ou não sabe.
3.3. Não há quotas para quem não sabe (seja qual fôr o motivo por que não sabe). Isso seria a destruição do progresso e da prosperidade.
4. Há 100 anos, muitos países agora evoluídos e ricos, não possuíam esses conhecimentos. Foi preciso muito esforço, muito trabalho, muita disciplina, muito sofrimento, muita perseverança.
5. Portanto, nada justifica que se esteja a usar uma razão e uma causa que não não justificam os comportamentos ou a realidade dos factos.
Não há quotas para quem não sabe
Ai não que não há… As quotas é isso mesmo, impingirem quem não merece só porque pertence a um colectivo qualquer
Faz lembrar aquela antiga chalaça que comparava computadores americanos e computadores portugueses. Enquanto os de lá têm memória, os de cá têm uma vaga ideia.
Comparação muito apropriada, Dulce. Aplica-se a isto.
É triste termos medo da nossa própria polícia…
Devemos ter medo é da violação sistemática do direito à informação – garantia constitucional cada vez mais transformada em letra morta.
Triste é vermos a nossa polícia ser sistematicamente agredida por estes indivíduos.
Pedro S is american? Gud to ce u.
Agora vá lá meter isto na cabeça das Claras, Adelinos, Rodrigos, Albertos, Lourenços, e todos os “doutores” licenciados em comunicação social que a III República pariu.
Não faz sentido meter ao barulho nomes de jornalistas respeitáveis e muito diferentes uns dos outros. Faz bastante mais sentido começar por criticar aqueles cidadãos que – nesta mesma caixa de comentários – aplaudem vigorosamente a supressão do direito à informação, só lhes faltando apelar sem rodeios ao regresso do “Exame Prévio” para evitar “abusos” jornalísticos.
Ai faz, faz.
Como o próprio Pedro escreve ( e bem) o que nós temos é uma espécie de jornalismo.
Os nomes que mencionei são aqueles que para muitos são uns “ícones” do jornalismo tuga. Dos outros “pés de microfone”, nem paga a pena falar.
Só os vejo assumir o papel de Jornalista quando em confronto com quem não segue a sua (do jornalista) cartilha..
Supressão ao direito à informação, nunca, mas também uma maior imparcialidade e qualidade seria desejável para bem de todos
Neste momento não há jornalismo em Portugal, as peças são fabricadas de acordo com as orientações políticas.
Interessa o aparato policial, o show off, porque são as notícias que vendem e dão audiências tal como os reality shows. A informação concreta e séria, mesmo com o objectivo de informar não existe.
Vê-se este aparato policial com cobertura jornalística, no bairro da Jamaica, na Cova da Moura, em Corroios, mas não se vê o mesmo aparato policial nem o mesmo tipo de cobertura jornalística, na Quinta da Marinha, na quinta da Coelha ou na Quinta Patino.
Há interesse em estigmatizar populações, criar guetos e incutir na opinião pública a ideia de zonas problemáticas.
O jornalismo hoje é manipulação, lavagem cerebral, e publicidade encapotada tipo Fortimel.
O mais chocante, para mim, é ver nos mesmos telediários e nas mesmas edições de jornais tratamentos noticiosos totalmente diferentes sobre supostos crimes violentos praticados nos EUA e em Portugal.
Basta lembrar que o homicídio de Ihor Homeniuk no SEF do aeroporto demorou semanas a ser noticiado. Se tivesse acontecido nos EUA, logo as trombetas divulgavam por cá tudo até ao mais ínfimo pormenor. Tratando inclusive as supostas vítimas pelo nome próprio, como se fossem muito cá de casa.
Enquanto aqui, tanto tempo depois, ainda há jornais que aludem pudicamente ao “cidadão ucraniano vítima de maus-tratos” dos serviços de fronteiras.
Esse não será um bom exemplo, pois o crime foi ocultado por todos os meios possíveis e imaginários. Até a certidão de óbito foi manipulada. Não fosse a denuncia anónima ao MP e provavelmente teria passado incólume.
Sou cigano há 55 anos amigo ti Sousa vivo na quinta da marinha, e sofro de discriminação da inveja do branco e dos meus compadres ciganos ,agora pergunto eu porque é que não fui anda bacinado ? ….Será por ser cigano e viver na quinta da marinha?
Ai Lello e tu queres ser bacinado porquei?
Tenho diretos!
Por cá, há muito tempo que deixou de ser “politicamente correcto” publicar noticias associadas á criminalidade com indicações raciais. Por exemplo, nunca mais se falou da fantástica cordialidade da comunidade cigana para com todos os que têm o privilégio de viver próximo deles. Para piorar, o efeito “Chega” veio colocar rótulos automáticos de neofachista a quem ouse denunciar qualquer problema com etnias, emigrantes e afins. É a sociedade do séc. XXI, onde todos teremos que ser iguais, mesmo que os comportamentos e aceitação de regras de vida em sociedade, sejam diferentes. Depois admiram-se que o Dr Sapo seja cada vez mais popular.
Não sei quem é o “Dr. Sapo” nem quero partidarizar esta questão. Levantei um problema — que julgo ser grave — sobre a deficiente prática jornalística em Portugal nos temas relacionados com criminalidade organizada e (in)segurança urbana. Chega a ser chocante o contraste com a realidade existente noutros países. Ainda mais quando esse contraste surge na mesma edição dum jornal ou num mesmo telediário.
1. Desmerecem da escolha em se ser “Português (a/x)”.
2. Desmerecem de quer-se ser «o Ser que Há-de Vir». Aquele que nos habita a todos, mas que é impronunciável, por ainda não ter chegado.
3. Vão logo a correr, afoitos, dizer aqueles disparates do senso-comum, apelidando este fenómeno profundamente humano de “nacionalismo”.
4. Não é nada disso.
5. Isso é palha para a tonteria.
6. A ocupação deste território (a que hoje designamos por “Portugal”) pelos hominídeos remonta a mais de 1,5 milhões de anos. Aqueles, que a antropologia designa por “Homo neandertais”, chegaram cá há mais de 200 mil anos. Aqueles, que se designam por “Homo sapiens sapiens”, estão cá desde há 43 mil anos (tomando os vestígios arqueológicos da Lapa do Picareiro por referência).
7. Chegaram aqui seres-humanos de todas as cores e feitios, do leste do norte e do sul, com os seus anteriores credos e identidades… E, em vez de lutarem uns com os outros numa disputa fratricida, aceitaram viverem em Paz.
8. Aceitaram transformar-se em alguém que não eram, quando chegaram. Aceitaram ser «um outro ser-humano diferente do que eram».
9. Acreditaram que «Haveria-de-Vir Outro», de dentro de si próprios.
10. Tanto faz que a esse Novo Mundo e a esse Novo Ser se chame “Portugal” ou outro nome qualquer.
11. Haverá outros no mundo. Mas são poucos.
12. O que representam estes sítios não é o “nacionalismo”. É serem o portal para a continuidade da aventura humana. A possibilidade de uma transformação infinita, em direção ao «Ser Que Há-de Vir».
Um lugar sagrado, pela possibilidade que oferece à Liberdade de vir a ser.
O que há é uma certa dificuldade em aceitar (e admitir) que as coisas não são tão preto e branco ( e cigano) como pensam.
Só isso explica porque as identidades tendem a ser escondidas quando a raça não bate com história que se pretende. O racismo a isso exige… Daí que a verdade da história no Seixal tenha desaparecido da comunicação social…
Afinal, o(s) atirador(es) não é quem se pensa. Mas o importante é fingir que não há racismo em Portugal.
https://www.jn.pt/justica/cerco-no-seixa l-morador-alcoolizado-inventou-atiradore s-13497926.html
O tratamento noticioso dado a este caso foi miserável. E continua a ser. Não há acompanhamento da informação nos dias seguintes: como tantas vezes acontece. Estamos perante uma espécie de nado-morto.
Ter “estas coisas” presentes quando se vota…
Quanto ao “jornalismo”…quinze milhões, não foram?…
Toda e qualquer prostituta que se preze e tenha brio profiisional , faz tudo para agradar a quem lhe paga…
JSP
Tá a pagar quanto?
Em Portugal não se pratica muito jornalismo.
Há uns directos, e umas interpretações do que a Lusa e Reuters vão divulgando.
O resto é seguir “tendências”, show off (como os intermináveis directos, e os grafismos), opinião, e muito achismo (o que os intelectuais denominam de especulação).
Uma nota quanto ao recente aspecto, a fonte usada no nome dos comentadores tem pouco espaço entre caracteres, o que torna os nomes pouco legíveis.
Grato pelo pertinente reparo que aqui deixa. Vai merecer a nossa atenção, seguramente.
Se o cerco no Seixal fosse contra alguém que se pudesse conectar à “extrema direita” pode ter a certeza que a notícia não seria censurada como foi. Como a verdade noticiosa certamente não ajuda a narrativa que os jornalistas querem apresentar, temos a censura que não destoaria da ditadura do Estado Novo.
No caso dos EUA a partir do momento em que se viu que o autor tinha nome árabe deixou de ser notícia. Fosse branco e os jornais estariam a explorar a notícia ainda hoje.
O Jornalismo só existe se a notícia pode funcionar como mecanismo catalizador de acção política de acordo com a ideologia do jornal/TV nada mais.
“Fosse branco”? Não sei o que isso significa. Esse repugnante homicídio nos EUA, aliás como sempre acontece em situações similares, foi notícia – não apenas lá mas em todo o mundo.
Você sabe muito bem como se explora “desenvolve” uma notícia para durar uma semana ou não.
Nesta o corte foi logo quando se soube o nome árabe do homem. O outro – neste caso branco -que assinou a raparigas asiáticas durou dias apesar de não ter tido como razão a raça.
Não consigo nem quero debater o direito à informação com base em questões relacionadas com a “raça” – conceito que aliás não uso, desde logo por ter servido de bandeira a alguns dos mais abomináveis regimes políticos que a História registou.
Um não assunto porque “todos” sabemos a onda que alguns querem surfar e outros ainda piores querem que seja surfada.
A querermos saber alguma coisa sobre o que se passou ou terá passado seria sobre a ineficácia das forças de segurança que tiveram de chamar a cavalaria para tentar resolver o problema.
Mais importante seria alguém escrever sobre as barragens da EDP ou sobre a Groundforce ou a TAP, ou o novo aeroporto ou até mesmo sobre as novas estirpes do vírus chinês que aparecem todos os dias ….
WW
Lamento decepcioná-lo, mas eu escrevo sobre aquilo que me apetece. Este blogue não é um programa de discos pedidos.
Tem toda a razão, você escreve sobre aquilo que lhe apetece, nem eu queria que assim não fosse mas acho que quem ler o que escrevi percebe facilmente o que quis dizer.
A sincronia é tão grande que só não vê quem não quer.
P.S. – Por falar em jornalismo e jornalistas o “Expresso” já divulgou a lista de “jornalistas” do “Panamá Papers”
WW
Não.
Felizmente que alguém esclarece a relação causal ente municípios PCP e criminalidade. Agora entendo porque nos municípios PS e PSD não há criminalidade. Obrigado.
As miseráveis condições de vida existentes em “bairros” no Seixal, como o famigerado Jamaica, são consequência directa da incompetência e do dolo autárquico do PCP, espécie de senhor feudal deste concelho.
Quando algum jornalismo começa a debitar a ladainha pseudo-sociológica justificativa das práticas criminosas no concelho do Seixal, esquece sempre de mencionar quem governa este município desde 1976.
Até posso aceitar que há alguma razão na sua afirmação. Não deixa é de ser curioso que em situações similares noutros locais se aponte a culpa sempre às políticas do governo central, e aqui já a culpa parece ser exclusivamente autárquica, quando estes problemas, não se excluindo responsabilidades locais e regionais, são na sua génese de natureza estrutural nacional.
O crime é como um vírus.
Se não o confinamos — por qualquer justificação, preconceito ou desculpa — acaba por infectar tudo e todos.
As máfias, as corporações, os criminosos, os gangs, os traficantes, as ONG, os fundos incógnitos, os ideólogos que nos querem ensinar a pensar, e toda a espécie de meliantes acabarão por tomar o Poder.
pois é.
Pelos vistos por aqui é assim, enquanto que por lá, eua, nao é .
Existem outros casos, publicos mas ate de outra natureza, sobre o que tambem nada se diz. Quando se trata de um ze ninguem que tem um acidente, é revelado se tinha ou nao alcool no sangue, se ia em excesso de velocidade etc. Mas se for um vip, já nada se diz.
Coisa rara, hoje tropecei numa noticia sobre duas detençoes por violencia domestica (além de uma outra em que essa violencia er da nora sobre a sogra ) , onde constam as idades e a fotografia da arma e das balas apreendidas.
Nao percebi foi em que é que a camara é citada, presumivelmente culpada deste secretismo