Notícias da “liberdade respeitosa”.


vidabreve,

  1. Portugal caiu 14 posições no ranking de liberdade de imprensa da organização Repórteres sem Fronteiras (via Cachimbo de Magritte).
  2. O processo de José Sócrates contra João Miguel Tavares, motivado por esta crónica, foi arquivado pela segunda vez, por um juiz do Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa. Citação: Impedir que se comente a posição assumida por um político, em exercício de funções, relativamente aos comportamentos de determinados órgãos de comunicação social, bem como impedir que se possa considerar tal posição pouco democrática, é efectivamente impedir o livre debate de ideias. (…) "Sócrates, o Cristo da política portuguesa" é um texto que "se encontra plenamente inserido no exercício da liberdade de expressão (via Clube das Repúblicas Mortas).

9 comentários em “Notícias da “liberdade respeitosa”.”

  1. Sobre o referido processo…

    A liberdade de expressão
    plenamente exercida,
    foi esta a justificação
    totalmente merecida.

    A proibição castradora
    de tempos passados,
    é por demais reveladora
    de valores amordaçados.

    Os anos quase faustosos
    passaram-nos à distância,
    em discursos aparatosos
    borrifados por jactância.

  2. 1. Como jornalista, acho vergonhosa esta queda de 14 posições: antes estávamos ao nível da Holanda, agora estamos ao nível do Mali. É um tema que gostaria de ver abordado nos blogues de indignação fácil, mas parece-me que posso esperar sentado.

    2.Os sucessivos processos-crime do primeiro-ministro a jornalistas e órgãos de informação têm contribuído para este retrocesso. Um dos mais lamentáveis foi este contra o João Miguel Tavares, por um mero artigo de opinião, sem nada que se aproxime sequer da noção de ‘abuso de liberdade de imprensa’ consagrada na lei. O juiz diz, e muito bem, que aceitar uma queixa dessas seria “impedir o livre debate de ideias”. É lamentável que Sócrates não tenha o mesmo entendimento da liberdade de imprensa.

        1. Tenho dúvidas que um Advogado se limite, embora o Pedro Correia não tenha usado o verbo “limitar”, a cumprir as ordens do seu mandante.

          Há sempre mais um quid “. De outro modo, o Advogado seria um mero robot, o que me parece não ser de todo assim.

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