12 comentários em “Notícia de última hora”

  1. Só podem ser uns malvados de uns republicanos. E que raio de chapéu tem a mulher. Se calhar, a bisavó do rapaz também.

  2. Acontece que, mesmo que não seja monárquico, e não o é de facto, por outros post’s, o rapaz filho desta mulher é filho do Principe William e é herdeiro da coroa britânica. Assim sendo será também chefe da commonwealth e Chefe de Estado, por herança ou abdicação, de 17 países.

    Caro Rui. A Monarquia não é República, poderá dizer, como eu, “e ainda bem!”.

    Mas há razões menos tangíveis para se adoptar (ou manter) um regime monárquico, mesmo que sem a racionalidade meritocrata.

    A Monarquia é um regime em que o Chefe de Estado tem as mesmas funções do que os presidentes da república europeus:
    1) defender os interesses da população (mesmo contra o governo);
    2) representar o país;
    3) ser um dos seus símbolos;
    4) habitar o palácio real com todas as mordomias.

    Analisando cada uma das 4, parece-me que como símbolo, o Rei transporta um sentido histórico e projecta-se no futuro (a sua descendência) e por isso dá mais valor e responsabilidade ao presente;

    Como habitante do Palácio de Belém, fica muito melhor que o Cavaco-BPN e a Maria Cavaca (não tenha dúvidas);

    Defende a população tanto quanto defende um PR, o partido e os grupos económicos que o elegeram.

    Não é meritocrata, não é um ilustre iluminado da política, mais se parece, na sua intelectualidade média, um vulgar cidadão.

    O seu cargo não foi eleito (não há democracia) mas tem de ser ratificado pelo parlamento, e todas as monarquias europeias, mais o Canadá, Austrália e Nova Zelândia, fazem referendos periódicos ao regime (coisa que nenhuma república o faz).

    Parece faltar a lógica e o racionalismo. Mas não há melhor do que um “científico” (como eu, por exemplo), para perceber melhor que não há aparentemente grande racionalidade no comportamento humano. O racionalismo da Monarquia é gerado por comportamentos pouco mensuráveis como o afecto, a dedicação, o sentimento intergeracional.

    Basta permitir que o seu, pretensamente rígido pensamento racionalista, admita que numa sociedade igualitária, possa haver alguém que tem constitucionalmente direitos e obrigações diferentes das do resto da população.

    Mesmo que considere que contraria os valores democráticos (que eu, monárquico, também defendo), pelo menos deve reconhecer que o pequeno pormenor do Chefe de Estado ser um Rei (não eleito e, mais ainda, herda o trono), melhora o funcionamento de toda a democracia.

    Mas a própria meritocracia envolve perigos terríveis, até porque não está necessariamente associada ao altruísmo. Imagine o que será a “Concertação Social” numa sociedade PURAMENTE meritocrata: Inteligentes de um lado (a classe alta, dirigente) e burros do outro (a classe trabalhadora que não teve o mesmo mérito).

    1. Se calhar, tem razão no que diz, o regime monárquico até não será muito mau!
      Pelo menos só engordamos uma família!
      Não seria este regabofe … estes 4 anos umas …
      a seguir as outras !
      e depois … baralha e volta a dar !!!

      náaaa! queres ver que vou mudar ?!?!

    2. Do seu interessante texto fiquei com algumas dúvidas, designadamente o que é “racionalidade meritocrata” e qual a relação que a mesma tem com o nosso actual sistema politico.
      Se se der ao trabalho de me responder, e para que eu consiga mesmo compreender, por favor dê alguns exemplos … se conseguir !

      1. Escrevi “ao correr da de pena”. O texto não é muito cuidado e tem erros de pontuação.

        Quando escrevi “racionalidade meritocrata” estava a pensar na racionalidade (pelo menos aparente) do sistema republicano. Um pouco “Revolução Francesa” (ia escrever Jacobina, mas tenho dúvidas sobre a aplicação do termo), sobretudo no que toca à igualdade de direitos. Obviamente que nas modernas monarquias constitucionais e parlamentares, o Rei e também a Família Real têm direitos e obrigações que são diferentes (não iguais) à restante população.
        O Rei é aclamado (é este o termo) por herança ou abdicação. Não precisa de ter mérito, embora, contrapondo um pouco, possa ter preparação específica e “preparação histórica”. De qualquer modo necessita da aceitação parlamentar (ou, historicamente, das Cortes).

        Chama-se meritocracia, contrapondo à sociedade aristocrática. Na 1ª o acesso à “classe alta” atinge-se por mérito; na 2ª atinge-se por nascimento dentro da classe alta.

        Obviamente que nunca houve uma sociedade puramente aristocrática e, em Portugal, foi-se extinguindo após a Revolução Liberal. Mas mesmo nas monarquias modernas, o nascimento não dá direitos especiais a ninguém, com excepção do monarca e sua família. Os títulos nobiliárquicos mesmo que legítimos ou legais (em Portugal foram abolidos, mas existem!) não dão direitos especiais a ninguém.

        Também não existem sociedades puramente meritocratas. Talvez a que mais se aproxime seja a americana (EUA). Mas como todos nós cuidamos (ou tentamos cuidar) bem os nossos filhos, dando-lhes acesso ao que nós consideramos melhor para eles, torna-se obvio que quanto mais elevado for o estatuto social e económico da família, mais hipóteses têm os filhos de também pertencerem à “classe alta”.

        Espero ter-me explicado melhor que no texto anterior. Disse coisas que me pareceram implícitas, mas pouco explícitas.

        Obrigado.

  3. Typical British Humour , tradicionalmente utilizado nos acontecimentos de grande relevância para a Nação Britânica.
    Mas só para uso interno – e totalmente interdito aos “bloody foreigners”…

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