Notas políticas (3)


Pedro Correia,

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O PCP pareceu ter regressado aos tempos da clandestinidade. Aconteceu hoje, no Parlamento, quando Jerónimo de Sousa se fechou numa sala com António Costa a assinar uma “posição conjunta sobre solução política” às escondidas dos jornalistas. O embaraço e o desconforto eram tão prementes que não chegaram a sentar-se lado a lado nem sequer arredaram as cadeiras: assinaram os papéis ali em pé.

0 comentários em “Notas políticas (3)”

  1. Ai foi? Os jornalistas não assistiram? Então como é que teve conhecimento dos factos? O Parlamento tem fotógrafos de serviço? É que há fotos desses actos, assim como a televisão também mostrou imagens. É vontade de dizer mal…

    1. O mais curioso é que o partido que está sempre na primeira linha da colectivização nestes momentos torna-se, mais que nunca, muito cioso da sua privacidade. Parece que receia ser infectado pelo “vírus” socialista.

          1. Foi uma sorte, estar uma sala disponível mas, aquele acordo, até podia ser assinado, num fugaz encontro, numa eventual passagem pelo WC… ou seja, entre o “serviço” e a lavagem das mãos

            (Hoje estou, mesmo, mazinha)

          2. O melhor, seria mandar investigar se, por lá, não estará nada escrito com tinta invisível… com tantas novidades e todos mais preocupados com a criptografia, podemos estar a esquecer… a Esteganografia

  2. Caro Pedro Correia,

    Tendo acontecido algo tão inesperado e relevante para o futuro do País não lhe parece que há alguma futilidade nesta sua observação?

    Nestes tempos de mediatismo, tudo tem que ser feito frente às câmaras de televisão senão é clandestino? Se não há uma selfie então é às escondidas?

    – Olhe que não, Pedro Correia, olhe que não.

    E quanto a assinar de pé, diga-me uma coisa: quando os ministros tomam posse, assinam sentados? Ou será que assinam de pé por estarem embaraçados?

    – Olhe que não, Pedro Correia, olhe que não.

    1. E a si não lhe parece que um acontecimento tão relevante para o futuro do País (palavras suas) devia ter ocorrido com solenidade, na presença dos jornalistas, com os portugueses a assistir na televisão?

      Expresso:
      «O acordo político entre o PS e o PCP que foi assinado, à hora de almoço desta terça-feira e À PORTA FECHADA, na Assembleia da República.»
      http://expresso.sapo.pt/politica/2015-11-10-Afinal-PCP-podera-apresentar-mocoes-de-censura-contra-o-PS
      TVI:
      «Acordo à esquerda foi assinado À PORTA FECHADA.»
      http://www.tvi24.iol.pt/videos/politica/acordo-a-esquerda-foi-assinado-a-porta-fechada/564249eb0cf243cfb2f12f0d/1
      Diário de Notícias:
      «Acordos da esquerda assinados ÀS ESCONDIDAS no Parlamento.»
      http://www.dn.pt/portugal/interior/acordos-da-esquerda-assinados-as-escondidas-no-parlamento-4878413.html

      1. Não, Pedro Correia, não me parece relevante que não se tenham sentado com as televisões à volta. Parece-me relevante, sim, que tenham chegado a acordo. Parece-me relevante que tenham superado divergências antigas para, em conjunto, tentarem governar o País segundo aquilo em que acreditam. Parece-me relevante que se esteja a exercer a democracia parlamentar. Parece-me relevante que a maioria dos deputados da assembleia eleitos por quem não se revia na coligação PàF se tenham unido para agir em consonância. isso, sim, parece-me importante.

        Quanto ao que o Expresso diz ou deixa de dizer é-me irrelevante. Deixei de consumir o Expresso. Durante dezenas de anos fui fiel ao hábito de ler o Expresso. Depois deixou de se praticar ali bom jornalismo. Deixei de ser cliente.

        1. Há muita gente que gosta de matar o mensageiro quando a mensagem não lhe agrada. Lamento que seja o seu caso.
          Entre o Expresso e o Avante, garanto-lhe que o Expresso é bem melhor.

          1. Pois quanto a isso não posso falar: nunca li o Avante.

            E não, Pedro Correia, não tem a ver com a mensagem: deixei de ler o Expresso, tal como deixei de ver muita televisão porque me incomoda o mau jornalismo.

          2. Podemos ignorar sim senhor, podemos escolher, podemos mudar de canal ou desligar especialmente quando nos querem tomar por parvos e mandam a isenção (pilar fundamental do bom jornalismo) para as urtigas.

            O Pedro Correia e outros são uma malta de aziados e se antes era comum dizer que o PCP só sobrevivia quanto pior estivesse a Nação agora vai ser ver os PAf a fazer figas para que tudo corra mal daqui para a frente.

            Não cauciono as manobras de Costa, aliás não me inspira nenhuma confiança e uma vez mais o PS poderá ser responsável por novos desastres para a Nação mas tenho consciência que o governo Paf não atingiu nenhum dos objectivos a que se propôs, governou sempre no limite da lei, não fez nenhuma reforma além da laboral (mesmo não sendo pedida pelos patrões), alimentou desconfianças entre gerações, grupos profissionais e foi forte com os fracos e fraco com os fortes e isso eu não posso tolerar, já para não falar nas escandaleiras que atingiram vários membros do elenco governativo e que mostraram a podridão que grassa entre as pseudo elites que dizem governar a Nação e que noutro tempo nem para porteiros dos ministérios servissem.

            O Pedro Correia pensa que somos todos jericos que usamos palas mas engana-se, existem muitos (ainda) que pensam pela sua cabeça e são independentes de interesses, escolas ou partidos.

            É melhor começar a pensar em fazer outro albergue espanhol mas desta vez sem a Catalunha que os tempos podem não ser fáceis para mestres em farsas.

            http:/ aventar.eu /2015/11/10 o-ppd-psd-esta-em-estado-de-coma /

          3. Chiça. Às sete da manhã de um dia cheio de sol você entra aqui com a prosa mais ressabiada do mês e ainda tem o topete de dizer que o aziado sou eu. Tome chá de urtiga, menino, tome chá de urtiga.

  3. O embaraço era tanto que assinaram os papéis em pé.

    Olha que espanto! Os ministros quando tomam posse também assinam o juramento em pé! O Pedro Correia quando vai ao banco também assina papéis em pé!

      1. Eu só não percebo uma coisa, e não é ironia,se foi á porta fechada, como é que há fotos de todos a assinar????? Até li um comentário num blog em que a observação era,”o Jerónimo assina com a mão esquerda”???!!! mas na direita não há canhotos????? Está tudo doido!!!!

        1. Representantes do BE e do PCP nunca permaneceram juntos na sala onde decorreu a envergonhada e apressada sessão de assinaturas. Chegou e saiu primeiro o PCP, a seguir sucedeu o mesmo ao partido-apêndice e só no fim o BE. Por esta sequência.
          O acto não foi presenciado por jornalistas. Só estava presente o fotógrafo oficial do PS.
          Se você lesse jornais evitaria desperdiçar tantos pontos de interrogação.

          1. E você que pelos vistos lê muito, também devia saber que o CDS, é um partido-apêndice do PSD! Doutra maneira, mas é! Se fosse sozinho ás urnas, nem dava para encher um táxi e o tacho do Portas acabava!

          2. Esteja descansado que já não vou gastar mais”!”.Vou continuar a lê-lo porque apesar de divergirmos politicamente, nunca me censurou, ao contrário da “sua colega” Isabel Mouzinho, que não publicou o que escrevi e penso de P.Portas!E também porque soube há pouco tempo que é do SCP.Aí sim, estou 100% de acordo com tudo o que escreve.

          3. Eu estava a brincar, como deve ter reparado. Use os pontos de exclamação que entender.
            (Deve haver qualquer confusão sua: neste blogue não há censura)

          4. Olhe que não, Pedro,
            olhe que não será bem assim…

            Se as pessoas não têm paciência ou feitio (e há sempre situações delicadas e comentadores “maledicentes”), é preferível que façam como faziam Carlos Abreu Amorim, ou Nogueira Leite, no Albergue Espanhol – passaram a fechar os postais a comentários.

            Amigos como dantes, é preferível isso a fazer como fazia o Daniel Oliveira, que só publicava os que lhe apetecia primeiro, e depois passado um dia ou mais, aprovava os outros.
            – Prática que, honra seja feita, nunca vi aqui.

            Aqui pode não haver censura por alguns, mas… dou-lhe só um exemplo:

            http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/a-lei-do-menor-esforco-7178013#comentarios

            … está um comentário deste “maledicente” para aprovar desde Fevereiro, mas eu sei que não foi censura:
            – afinal passaram-se só 9 meses, e depois – há o spam, – há o botão de delete que se carrega sem querer, e depois se confirma sem querer, etc.

            Por isso meu caro, olhe que não…

            … e só menciono o caso, porque foi antes mencionado, porque para mim, quanto menos chatice, mais descanso, e quem não está bem, muda-se.

          5. Eu “maledicente” também fui alvo de censura no DdO por um escriba que deixou de escrever amiude porque acordou para a vida da blogosfera………

          6. Está enganado, caro Pedro, esta situação faz-me rir bastante.
            Acho imensa piada a certos irritados e irritações.
            Como diria o Jesus… “é só botões”!

            Mas talvez mais piada ainda seja hospedar num blog que se chama “delito de opinião”, discricionariedade bolchevique na aprovação de comentários.

            Deixa de ser irónico… está a ver a piada?

            Abraço, meu caro, e amigos como dantes!

          7. Nenhum blogue como este, meu caro, abre tanto o seu espaço aos comentários, ao contraditório, ao diálogo entre autores e leitores. Isto é factual.
            Ao ponto de haver vários comentadores que escrevem aqui mais do que muitos autores. É factual também.
            Abraço.

  4. Se o acordo não fosse uma farsa… teria banda de música!

    Só a alínea que diz que o BE/ PCP ea Barriga da aluguer, não se comprometem a assinar os próximos orçamentos de Estado … diz tudo!

    1. Em política, as imagens valem por cem discursos. Andar a fugir dos jornalistas de sala em sala na Assembleia da República para assinar um não-acordo de legislatura foi de uma eloquência gritante.

  5. Acabo de encontrar o acordo que foi assinado “na clandestinidade”, conforme o Pedro Correia acusa, pespegado no blogue Câmara Corporativa, em edição fotocopiada, incluindo as assinaturas de Jerónimo e Costa.
    Pergunto ao Pedro como pode ser acusado de ser clandestino um acordo que se encontra, para todos lerem, num blogue. E como pode ser acusada de ser clandestina uma assinatura que todos podem ver, bem desenhada e a cores, nesse blogue.

    1. Eu pergunto como é que esses pedaços de papel com uns rabiscos podem ser considerados acordos de legislatura. Luís Fazenda, fundador do Bloco de Esquerda, deixou aliás bem claro ontem à noite, na SIC N: não existe coligação alguma.

      1. Não se desvie da questão, Pedro. Eu perguntei como é que se pode apodar de “clandestino” algo que aparece, assinaturas e tudo, escarrapachado fac simile num blogue, É essa a questão que você não respondeu.

        Quanto a saber se aquilo será ou não um acordo de legislatura, nem eu nem você sabemos qual vai ser o futuro.

        Agora, que aquele acordo e as assinaturas que lá estão não são clandestinos, isso é evidente.

  6. Pequeninos. Faz lembrara a história do carteiro pigmeu que para meter o correio debaixo da porta tinha que subir a um escadote.

  7. A síntese do acordo:

    O PS troca a UGT pela CGTP…

    Aquele abraço apertado do Galamba ao patrão Arménio, diz tudo. A menos que….

    1. O chamado “acordo” (que terei de escrever sempre entre aspas) é tão mínimo que exige negociações para tudo, em separado, entre o PS o PCP e o BE. Tão mínimo, tão mínimo, que o PCP nem subscreve a reposição faseada dos cortes salariais na administração pública ao longo de 2016 só porque exigia que fossem repostos de imediato.

  8. Ninguém reparou nas estantes vazias que se encontram atrás?
    São a verdadeira imagem do “acordo”.
    Acordo a três?
    Não. Acordo a 1+1+1/2… É?…
    E parece que as divergências já começaram…
    Ao que nós chegámos!…

  9. Eu nem quero saber se o acordo foi feito as escondidas ou as claras.
    Nestes dias percebi que não percebo nada de regimes parlamentares, semiparlamentares ou coisa que o valha. O que sei é que ninguém votou, de certeza, nesta coligação. Ao que li por aí, as papeletas assinadas não referem nada sobre aquilo onde vai doer : a politica Europeia. Também ao que parece, as tais papeletas assinadas não referem acordo nenhum quanto a aprovação do orçamento de Estado ou “moções de censura” (ou lá como se chama a coisa), portanto, eu que não percebo nada de ciência politica, nem quero perceber, acho que estes totós do PS entregaram a alma aos comunas, que em matérias importantes lhes vão tirar o tapete “á grande”, acabando de vez com esse saco de gatos em que o Costa transformou o PS e acabando também de vez com esta espelunca. Mas isso sou eu a pensar e provavelmente estarei enganadíssimo!

    1. Esses papeluchos – crismados de “posição conjunta sobre solução política” – são omissos em política europeia, política de defesa, reforma do Estado, ajustamento orçamental, euro, Tratado Orçamental, Orçamento do Estado, redução da despesa pública.
      São até – vejam bem – omissos na célebre questão da “reestruturação (ou renegociação) da dívida” – defendida até há bem pouco por comunistas, bloquistas e muitos socialistas.
      Tudo questões de somenos. Daí o compreensível silêncio sepulcral que sobre elas se abateu.

  10. Podiam sentar-se para assinar, sempre demoravam mais a fugir.

    Mas que raio de improvisações!

    Cada cena…nem uma bacalhauzada para a foto!

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