Nove anos depois, voltei a ter vontade de saltitar de cidade em cidade, em vez de me limitar ao mais tradicional (one) city-break. Infelizmente, já passaram também 14 quilos e adquiriram-se, pelo caminho, hábitos burgueses (quem for capaz de dormir em comboios do Leste, levante o braço) que dificultam tal projecto. “No meio está a virtude”, digo para comigo. Faça-se portanto um mini-inter-rail, que contemple ao menos o prazer de acordar mais do que uma vez num país diferente – na comida, na moeda, na língua, no cheiro. Eis o programa: voar até Copenhaga (esqueçam o Sud-Express), visitar a cidade, alugar um carro e espraiar-me na Dinamarca, meter-me num comboio para Hamburgo (tem de haver uma parte sobre carris, certo?), espreitar Lübeck e terminar em Berlim. Dez dias, se o estômago e a carteira aguentarem. Sounds right?

Parece-me muito bem. Gosto de ler estes teus raros discursos descontraídos.
Obrigado, Lena 🙂
Viagem pela Europa civilizada, veja lá se não decide ficar-se por lá…Boa viagem 🙂
Já voltei, já voltei… 🙂
Very much right indeed.
🙂 Grande abraço de saudades, João!
Espero que a parte sobre carris se estenda até Berlim, uma bela viagem a fazer até à minha cidade preferida.
Boa viagem e esperamos as notas…
Obrigado, caro João! Embora o texto tenha sido propositadamente escrito para deixar a questão em aberto (quanto ao “tempo” da mesma), já fiz a viagem… E correu muito bem! Trarei aqui mais notas 🙂 Abraço!
Interessante. Posso ir junto?
Já voltei… 🙂
Sounds fine, Zé! Eu sugeriria a mota em vez do carro, mas isso são os meus resquícios de woodstock a falar. Tu tens mais juízo, está visto.
Boa viagem e queremos os relatos, claro.
Obrigado, Ana! Embora o texto tenha sido propositadamente escrito para deixar a questão em aberto (quanto ao “tempo” da mesma), já fiz a viagem… E correu muito bem! Trarei aqui mais relatos 🙂
Mota? És tão doida!
Foi quando nos encontrámos no aeroporto? Nem de propósito!
Chama-me doida, mas a mota é a melhor maneira de se viajar desde que não se ultrapasse um diâmetro de 500 quilómetros. Ou então, desde que se tenha muuuuuito tempo para a viagem.
🙂
Três conselhos:
(1) Não perca muito tempo em Hamburgo, não é particularmente interessante.
(2) Dedique pelo menos um dia, mas de preferência dois, a Luebeck. É uma verdadeira jóia.
(3) Berlim vale muitíssimo tempo. Tem o melhor museu (em qualidade da exposição, isto é, em apresentação) da Europa – o Staatliche Museen Preussischer Kulturbesitz (SMPK).
(4) Não deixe de ir passar (pelo menos!) um dia a Dresden, que fica relativamente perto de Berlim. Dresden é absolutamente maravilhosa!!!
Obrigado, caro Luís! Embora o texto tenha sido propositadamente escrito para deixar a questão em aberto (quanto ao “tempo” da mesma), já fiz a viagem… E correu muito bem!
Acabei por adoptar alguns dos seus conselhos, mesmo que inadvertidamente 🙂 Depois eu conto…
Começaste muito bem, gerindo com mestria a técnica do ‘suspense’. Ficamos com vontade de ler sem demora as cenas dos próximos capítulos…