Exemplo 1. A reforma do IRC, acordada entre o anterior governo e o anterior PS, aplicava-se a qualquer empresa. O governo da «geringonça» suspendeu-a. Em seu lugar, promete «incentivos» às empresas «certas».
Exemplo 2. Uma verdadeira reforma da Segurança Social continua assunto tabu do governo. À saída do congresso do PSD, a socialista Ana Catarina Mendes declarou que este apenas aceita discutir «factores de sustentabilidade» – i.e., formas de empurrar (ainda mais) para os futuros pensionistas todo o ónus do ajustamento que o próprio PS admite ser necessário. Porém, não obstante o desequilíbrio, o Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social vai aplicar mil e quatrocentos milhões de euros na recuperação de imóveis, com o intuito os vender a preços controlados. Há riscos para o capital? Há riscos de distorção do mercado? Não interessa. O Estado ganhará margem para beneficiar algumas empresas de construção civil no momento da requalificação e algumas empresas do sector do imobiliário (bem como Baptistas-Bastos variados e merecedores) no momento da venda.
Eis aqui, bem visível, uma das diferenças fundamentais entre o governo anterior e o actual. Liberdade e (pasme-se, quando o conceito está quase apropriado pela esquerda) igualdade de um lado, intervencionismo e discricionariedade do outro. Não se estranha que PCP e Bloco prefiram assim: afinal, se pudessem, acabariam com a iniciativa privada. É mais curioso verificar como inúmeras pessoas que não se reclamam da extrema-esquerda mas passam a vida a criticar a promiscuidade entre Estado e grupos privados o acham natural. O Estado a decidir quem é beneficiado; a necessidade de os privados se manterem nas suas boas graças; a distorção no acesso ao poder, com benefício para os interesses instalados; uma mão que lava a outra. A normalidade, enfim, vergonhosamente posta em causa nos últimos anos.

Muito bem dito caro José António Abreu!
Parece que estamos a voltar ao tempo do governo ps de socrates
1 – Não existiu nenhuma reforma no IRC. O anterior governo limitou-se a colocar o cidadão a financiar empresas através de créditos fiscais e baixou o IRC quando era sabido que o investimento não ocorreria.
A salutar reforma passa por manter as taxas de IRC e apoiar empresas que demonstrem expandir investimentos e melhorar a qualidade de emprego. É muito fácil concentrar a riqueza por conta da miséria de outros.
2 – A questão que coloca sobre a Segurança Social não vai devidamente esclarecida. O PS pretende criar medidas na Segurança Social, mas não entende como medida salutar a corte enviesado de 600 milhões.
Quanto ao uso de 1400 milhões do Fundo: Pode indicar-nos que tipo de investimento faria para rentabilizar e capitalizar tal montante? Mais: Pode apresentar contas que sustentem a ruína de tal investimento?
Pois é, os outros cortavam, espoliavam e partiam os recursos e os actuais parece que começam a estrutura-los.
Se de alguma coisa servisse o método comparativo compreender-se-ia que o sistema que Obama implantou nos EUA, em tudo contrário ao da UE, conduziu à retirada de benesses dos grupos económicos fazendo com que o factor cidadão, e em particular a classe média, fosse o motor da recuperação económica, e assim aconteceu.
A lengalenga portuguesa, a reboque de uma Alemanha senil, mostrou que o caminho era da ruína. Agora pede-se que as reformas sejam a expansão orçamental. Foi isto que Draghi, o convertido, nos disse em Portugal confirmando o estudo prévio apadrinhado pelo BCE que pedia investimento público.
“Quanto ao uso de 1400 milhões do Fundo: Pode indicar-nos que tipo de investimento faria para rentabilizar e capitalizar tal montante”
é um assalto! Pode dizer o que quiser que não deixa de ser um tremendo abuso de poder. O ps não tinha dinheiro do orçamento para beneficiar alguns construtores, vai daí usa o dinheiro das reformas
“Se de alguma coisa servisse o método comparativo compreender-se-ia que o sistema que Obama implantou nos EUA, em tudo contrário ao da UE, conduziu à retirada de benesses dos grupos económicos fazendo com que o factor cidadão, e em particular a classe média, fosse o motor da recuperação económica, e assim aconteceu.
A lengalenga portuguesa, “
lengalenga é a que está a usar. Sabe que o desemprego no EUA está a aumentar.
Segundo, comparar os EUA com Portugal é da maior desonestidade que se pode imaginar.
Você ou não leu o que vai escrito ou usa a caixa de comentários como algo de natureza catártica.
Não lhe dou mais respostas até que saiba argumentar e apresentar factos.
É preciso lata para mentir em tudo como o Vento faz:
– Crony Capitalism aumentou com Obama.
E houve algumas falências espectaculares como a Solyndra claro que silenciadas na sua dimensão pelos “jornalistas”.
-A classe média diminuiu com Obama.
Uma verdadeira reforma da Segurança Social
O que é que, exatamente, quer o José António dizer com esta expressão? Suponho que o que quer dizer é deitar com as pensões de reforma para o lixo e colocar em lugar delas um sistema de poupanças individuais. Se é isso que, como suspeito, o José António quer dizer, então evidentemente que tal “verdadeira reforma” não será feita pelo PS, pois esse partido não concorda com ela. Não vale, portanto, a pena falar disso.
Há riscos para o capital? Há riscos de distorção do mercado?
Claro que há ambos esses riscos, mas eles existiriam sempre, qualquer que fosse a aplicação de capital que o FEFSS fizesse. Por exemplo, o governo anterior mandatou o FEFSS investir em dívida pública portuguesa; tal invetimento foi arriscado e distorceu o mercado (aliás, era isso mesmo que o governo anterior pretendia com tal investimento – tornar a dívida pública portuguesa mais cara). Mas, qualquer que fosse o outro investimento que o FEFSS fizesse (por exemplo, comprar ações da Portucel, comprar obrigações da Gazprom, comprar dívida pública de Moçambique, ou comprar quadros de Picasso) seria sempre arriscado em termos de capital e distorceria sempre o mercado.
Pelo que, esta queixa do José António não faz sentido absolutamente nenhum.
Se não estou em enganado, na Noruega o governo está proibido de investir reformas em imobiliário. Em Portugal como o imobiliário está muito mal o governo investe em imobiliário.
Este governo tem muitos elementos que fizeram parte do governo do ps da bancarrota.
Mais, o ps já tem 3 bancarrotas à sua conta.
Portanto, o que é que se pode esperar de tamanha incompetência, senão mais incompetência.
Quem sabe:
A TAP anunciou a compra de 14 Aerobus A300 (?) nova geração, por muitos e muitos milhões de euros. Ora, como o governo tem uma quota de 50% vai (vamos) pagar 7 aviões?
Obrigado
A reforma do IRC era má mas só foi assinada depois de Seguro ter conseguido algumas ínfimas benesses para a maioria do tecido empresarial português que eram as PME mas o grosso dos privilegiados por essa reforma eram as grandes empresas, ainda por cima não geradoras de riqueza para o País pois a maioria “trabalha” com bens não transaccionáveis por isso concedo o beneficio da duvida ao actual governo nesta matéria.
Já quanto ao problema da SS, o anterior governo tinha ido de corte em corte até a mesma desaparecer e o pior é que muitos dos aparicticks Paf confudem de propósito SS com o Estado Social Saúde , Educação, SS no seu conjunto) porque isso lhes dá jeito para venderem a ilusão que o privado é que é bom…
Os fundos da SS têm sido mal geridos (de modo criminoso diria) logo esta ABERRAÇÃO (crime) de alocar dinheiro da SS para imobiliário é extremamente grave e como todos sabemos irá acabar mal e com os processos crimes da praxe por gestão danosa.
Choca-me ver o BE e o PCP a colaborar neste saque á SS.