Realizou-se ontem, em Braga, a Noite Branca. Dezenas de milhares de pessoas nas ruas do centro. Boa onda. Animação. Espectáculos, música. Tanta gente a dançar e muita mais a assistir. Mesquita Machado na esplanada da Taberna do Migaitas, mesmo ali ao pé da Sé Catedral. Mesquita não é mais velho no exercício do cargo autárquico do que a própria Sé mas pouco faltou. Charuto na mão, sorriso aberto sobre a barbicha de chibo, cabelo bem oleado e brilhantinoso. A imagem do dever comprido (é comprido mesmo). Enquanto passo mesmo ao lado, chega uma grande travessa à sua mesa e os olhos abrem-se-lhe muito de pura gosma. Nada de novo. Vai alambuzar-se tal como fez nos últimos trinta e tal anos. Seguimos viagem. Para as 23 está marcado o concerto da Mariza. A Praça do Município está cheia muito tempo antes do início. Nos écrans gigantes passam mensagens publicitárias da empresa dos cunhados de Vítor Sousa, o substituto que Mesquita Machado indigitou como candidato autárquico para que tudo possa continuar na mesma. O próprio Vítor Sousa aparece numa mensagem gravada. Impossível ouvir o que diz. A praça rebenta em assobios e gritos de chulo e ladrão. Toda a gente sabe que a realização desta Noite Branca a semanas das eleições autárquicas não é mais do que uma feliz coincidência. Mas as pessoas não são parvas (uma parte delas não é, pelo menos) e este tipo de aproveitamento descarado é ofensivo. Diz-se que Mesquita e a sua alcateia ganharam muito ao longo de todos estes anos, diz-se até que muito mais do que deviam. É certo que ganharam várias eleições. Mas é evidente também que ainda não ganharam vergonha.
Noite Branca em Braga
Rui Rocha,


Então mas o sujeito tem 34 contas bancárias para quê?
http://www.cmjornal.xl.pt/Noticia.aspx?c hannelid=00000228-0000-0000-0000-0000000 00228&contentid=D1EAB548-45F6-427A-BE41-DDA4FE 3CEAD0
Pensava que o comentário supra revelava o nº de uma conta de milhões do dito “mesquinho”, preparei-me para a piratear, mas afinal fui enganado…
Os sem vergonha deste país são tantos
«Mesquita não é mais velho no exercício do cargo autárquico do que a própria Sé mas pouco faltou.»
Ah Ah Ah! Há mesquitas mais recentes.
Mosquita, mosca morta ou melga, fazem parte do pântano.
E enquanto a política(impostos) der para charutos, não há crise.
E pode prometer-se o Paraíso.
Infelizmente o grande problema é que neste país são mais os Mesquitas que os não Mesquitas. É um problema muito sério… Com um povo muito pouco politizado e tão facilmente influenciável, como não hão-de os Mesquitas proliferar???? É triste, mas o dia da verdade e clarividência há-de chegar custe o que custar a todos os Mesquitas deste país ….
Fernando Valente, atrasado mental ou qualquer coisa do género que não sei diagnosticar, deixou de aparecer no café da aldeia depois de todos se recusarem a dar um cigarro.
Quotidiano!