Não gosto nada destas festas. O Verão não é altura para se andar assim, misturado com qualquer um. Há mais que fazer à noite… e logo no massacrado Algarve, de que tanto gosto.
Acresce que, começo por começo, teria preferido debruçar-me sobre esta rentrée. Todos precisamos muito de algum universalismo, alentejano que seja, isto é, calmo e reflectido.
Dizem-me que Pedro Passos Coelho falou sobre os cortes exemplares na despesa pública.
Over? Do you hear me?
É que a mim não precisam de me convencer, porque eu sei que estamos exactamente assim no sector público, melhor do que muitos outros que por aí peroram. E que nada sofrem na pele, quer como cidadãos embolsantes, quer como gestores.
– Queriam palmas, como o José Adelino Maltez, que viu nessa terrível ausência um sinal consistente de mau fado?
Não brinquem! Porque esse povo não é estúpido. Acima de tudo, ouve. E não tem de obedecer a nenhum cartaz que indica “agora, aplausos”, como acontece nesses reality shows, transmitidos por canais de televisão que pagam régias somas aos comentadores de serviço.
Os tempos não estão para palmas ensaiadas (foi com elas que chegámos aqui, ao Cabo das Tormentas em que estamos, numa espécie de caravela timonada por um Vasco da Gama alucinado).
– Qual é o espanto?
Nenhum governo que pode fazer o milagre sozinho.
– E que tal tomarmos partido por Portugal?


“- E que tal tomarmos partido por Portugal?”
partido Portugal!!??? o actual Governo é mais o partido do Euro…ainda vão fazer o orçamento de 2012 em Euros!!?? quando no acordo da Troika essa situação ja devia estar mais que implicita…
Não sei, Tric… Então diga-me: – que estratégia adoptaria, para além do regresso ao escudo, claro?
O partido Portugal diz pouco à maioria dos portugueses, eu sei. Se sei… É tudo sempre a dar para baixo, como o fado.
Eu gostava de ouvir um ‘arriba!’.
(Em português: ‘Arraial’. Poucos sabem, sequer, o que é sintomático).
ao Escudo, não ao Bento! a estratégia é simples, aplicar um modelo económico baseado no de Salazar…não é estratégia, a natureza das coisas vai-nos impor novamente o modelo economico de Salazar, quebrar etapas é ganhar tempo e tempo é dinheiro…Portugal vai ter de “fechar” as fronteiras e reconstruir, fortalecer o seu tecido economico interno e a saida do Euro ajudava bastante! A economia tem de deixar de estar assente nos humores do Sarkosy ou Merkel ou coisa que se pareça… não se admite, como exemplo, falando de artistas, que estes estejam a competir em Portugal com os estrangeiros, ainda por cima esses são oriundo de mercados muito maiores que o nosso! e esta competição está a levar muitos artistas portugueses ao desespero…é fechar!! Protecionismo economico vai ter que regressar e em força e o mais rapidamente possivel!!!
orgulhosamente sós, portanto.