No museu Botero


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De Portugal enviam-me novas de uma polémica sobre condecorações às mulheres dos presidentes da república que nos visitam. A presidência já se veio explicar, num texto pungente: pois na justificação confunde a atribuição de condecorações a rainhas e príncipes consortes às atribuídas a cônjuges de presidentes. Ou seja, resmungo eu, temos um presidente e seu gabinete que não percebem a diferença entre república e monarquia. Entendam os distraídos: ao receber-se um casal real é absolutamente curial condecorar ambos, pois os dois têm estatuto político no seu ordenamento monárquico, ao receber-se um presidente da república é totalmente descabido condecorar o seu cônjuge, pois este não tem estatuto político no seu ordenamento republicano. Enfim, minudências dirão, mas bem demonstrativas da superficialidade reinante. Aliás, presidencial. 

Mas é um breve resmungo meu, mais lesto do que me levou a escrever isto. Desligo o WhatsApp, sorvo a tisana de coca, saio da esplanada e entro no belíssimo Museu Botero. E logo dou com esta “Primeira Dama” – e sai-me uma gargalhada, sonora. Pois que melhor resposta àqueles dislates lisboetas?

4 comentários em “No museu Botero”

  1. Parece que o Marcelo não percebe nada de monarquias e repúblicas, e condecorou a sra. de Lula da Silva.
    O Américo Tomás com a sra. de Kubitschek e o Mário Soares com a sra. de Collor de Mello, também não.
    Mas até houve mais sem serem reis, rainhas, duques e emires.

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