Nesta fase da nossa relação, depois de anos de sucessivas traições, como deves calcular já não acredito em promessas. Preciso de provas. Sinais de que algo vai mudar. Como? Para começar, assumir culpas é sempre boa ideia. Revela alguma honestidade e a honestidade é crucial numa estratégia de reaproximação. Ou pensas que é possível reconquistar a confiança de alguém com mais mentiras? Se tencionas continuar a assediar-me acreditando que é possível enganar-me mais uma vez com os teus jogos duplos e dissimulações, deixa-me dizer-te que isso é, além de ineficaz, de uma arrogância insuportável. Como podes achar que sou assim tão estúpida?
E tu, PSD, não penses que me esqueci do que me fizeste no passado. Em muitas coisas, tu e o PS bem se podem juntar. Por isso pára de apontar o dedo ao outro. Eu sei o que ele me fez durante seis anos, não precisas de mo vir dizer.
O que eu gostava de saber acerca de ti é se mudaste. Se em 2005 acabámos foi porque me desiludiste. Lembras-te? E agora, o que tens para me dar que eu já não conheça? É que até agora tens falado, falado, mas ainda não disseste grande coisa, pois não?
Raios, ando deprimida com tudo isto. A minha prima é que tem razão. Nunca tive jeito para escolher partidos!


O que esperavas do PSD era um gesto Nobre, Teresa?
Define “Nobre”, Rui. Se fores capaz…
Não sou Teresa. Neste momento, estou exactamente como tu. Não vejo lura donde possa sair coelho.
Amiga Teresa
O teu post fez-me lembrar um fulano que chegou à tasca a gritar: “Tenho um partido, um grande partido!… E tu, pá?”. O outro respondeu: “Eu? Sou viúvo…”.
Olá, João. Viúvos desses há tantos que o melhor era fundar um partido.
Brilhante texto Senhora, parabéns!
Vénia, Desconhecido.
:)))) Genial!
Olá Cãocompulgas. Gosto de voltar a vê-la por cá 🙂
Deixa lá os bons partidos, Teresa. Sempre preferi um mau inteiro e não me tenho dado mal.
🙂
Sou uma perfeccionista, Ana 😉
É tão bom não perder a ingenuidade de ainda acreditar, não é Teresa? Sinto-me rodeado de cínicos absolutos. Mas eu ainda tenho fé. Pouca, mas tenho.
Pimentinha, que saudades! Já somos dois a ter fé, mas o melhor é acendermos uma velinha, que sempre ajuda.
mas tambem os partidos têm direito ao perdão….
Ainda não falaram, porque ainda falta muito para as eleições….
E quando falarem, será que vão dizer alguma coisa? That’s the question.
Bem feita, esta analogia, diverti-me muito a ler. Acho que estamos no mesmo barco, Teresa.
“Para começar, assumir culpas é sempre boa ideia” – assumir culpas e responsabilidades. Pois, isso é que era bom…
Não custa sonhar, Cristina.
Talvez votar nos Verdes da Alemanha. Será que é possível?
Ou então no partido dos animais…
g e n i al…
Tenho a impressão que o 1º parágrafo ainda me será útil… Ora, upa, edit… copy… paste!