Portugal fica sempre na cauda. Ninguém quer saber dos portugueses. Andamos nós para aqui a penar, às voltas com o défice e com a dívida externa, e não há meio de alguém nos acudir. Somos sempre esquecidos. Ora vejam bem.
Os carecas e os homossexuais podem acabar de um momento para o outro. O presidente boliviano Evo Morales já disse que resultam da proliferação de galináceos de aviário alimentados a hormonas femininas. Fechem os aviários que o mundo ficará mais perfeito.
Os sismos e todas as calamidades naturais que têm agitado o planeta também podem estar em vias de extinção. Um líder religioso de Teerão (que deve ser da família do vulcão da Islândia, a avaliar pelo nome) já explicou que tais catástrofes se devem às mulheres-cabriolets que não se tapam da cabeça aos pés e que não levam uma vida recatada. Enrolem a mulher num cobertor e não se deixem encornar que a natureza se encarregará de nos deixar dormir em paz.
Portanto, os problemas que restam insolúveis e crescentes continuam a ser o nosso défice e a nossa dívida externa. Não há por aí alguém que nos dê uma dica sobre a maneira de encerrar as agências de rating como quem fecha a mulher no galinheiro?

Eu dou, ou melhor, vou tentar dar. Então, é assim: Manda-se construir um novo aeroporto, muito, muito grande, de maneira a que lá caiba o défice que, depois, irá sendo metido aos bocados em vários aviões e exportado para outros tantos destinos. Simultaneamente, prevendo-se a eventualidade de uma nuvem negra que possa vir a bloquear em terra os ditos aviões, mandam-se fazer várias linhas de TGV para que a tal exportação possa estar sempre assegurada. Se nada disto funcionar, há sempre a chamada terceira via, ou melhor, a terceira travessia sobre o Tejo, que também já está encomendada. Ao chegar a meio, zumba, défice ao Tejo e ele que vá lá, rio abaixo, desaguar no mar e aportar às terras do Tio Sam, que tem mais paciência, jeito e dinheiro para o aturar do que nós. Quanto às agências de rating, também não são caso para nos preocuparmos: – vão de presente com o défice…
Quase me enganaste. Eu até estava a gostar. Mas no fim é que percebi a marosca. Então as agências de ‘rating’ também vão para o Tio Sam? Já lá estão!
Estás a ser redutor e a pensar que só a terceira solução vai funcionar. Então não viste que nas duas primeiras, está prevista a exportação para vários destinos? Sei lá,… Espanha, Itália, Grécia, tudo são potenciais clientes…
E a Irlanda? E a Islândia? Boa ideia, porque eles estão mesmo a pedir meia dúzia de ‘ratings’ bem dados.
Não, por acaso não.
Mas posso procurar como é que os gajos de Teerão se safam com as tais empresas de rating …
Boa. Isso é uma ideia. Mas não vá confundir um deles com o vulcão da Islândia. E veja se aproveita para saber como é que eles se dão com os frangos de aviário e se andam a perder cabelo. Porque se não andam a perder cabelo, então…
Depois diga qualquer coisa.
Lembra-se de cada coisa para o dia do trabalhador!!
Acha que alguém tem espírito para trabalhar, hoje?
Eu tentei. Fui ali ao lado, ao google, procurar uma dicazinha, mas nada.
Em contrapartida, passei-me com o resultado da pesquisa para “portugal na cauda”.
Cuidado, Teresinha, que a CIA anda de olho em quem pesquisa no Google.
De resto, este ‘post’ é apenas para assinalar que há mais país para lá da Avenida da Liberdade.
Eheh…
É porque no fundo, o mundo sabe que nós somos capazes de dar a volta à situação! Afinal de contas os portugueses já andam por cá há muito + tempo que as agências ratonas!
É verdade. O pior é que damos uma volta tão perfeita e completa que vamos parar ao mesmo sítio. Às vezes.
Estava aqui indecisa na escolha entre o líder de Teerão ou Evo Morales , mas decidi-me pelo primeiro, a capacidade de imaginação do homem não tem limites, tal como as agências de rating .
O tipo é um rating. Espero que seja apanhado com ratoeira.