
Aos 70 anos travou o seu último combate, a derradeira corrida de uma vida plena de sacrifícios, glória, coragem, dor e intransigente respeito pela sua condição de homem e de piloto.
Espalhou classe e desportivismo pelas pistas de todo o mundo, numa época em que a Fórmula Um se fazia com cavalheiros, com homens e não com meninos.
Deu dois títulos mundiais à Ferrari (1975/1977), um terceiro à McLaren (1984), mas se me perguntarem o que de mais vivo tenho na memória, talvez fruto da minha condição de Alfista, foram as vitórias em Anderstop, no Grande Prémio da Suécia (1978), com o Brabham-Alfa Romeo BT 46-B com efeito de solo, e em Monza, no mesmo ano.
A primeira constituiu um duelo entre o motor Cosworth DFV do Lotus 79 de Mario Andretti, que viria a ser nesse ano o campeão do mundo, e o fabuloso motor de 12 cilindros da Alfa Romeo, que conduzido pela lenda austríaca esmagou toda a concorrência. A segunda foi uma corrida atípica, com muitos acidentes e interrupções, num fim-de-semana aziago em virtude do falecimento de Ronnie Peterson.
Lauda deixará mais um espaço por preencher na galeria dos notáveis que nos deixaram muito cedo. Que tenha o merecido descanso.

(foto daqui)

Para mim, sem dúvida, o melhor entre os melhores. Ainda guardo comigo o postal, escrito e assinado por suas próprias mãos, que me enviou há uma década atrás, estava ele envolvido com o projecto de sua companhia aérea.
Que Deus o receba.
Muito bem. Obrigado pelo belo texto de homenagem a um Grande Piloto e Desportista!
Um excelente texto para recordar um excelente piloto, dos tempos em que os pilotos eram mais importantes do que as máquinas.
Cumprimentos
Excelente.
A foto do Brabham parece contemporânea.
lucklucky
Paz à sua alma.
Um grande piloto, um grande desportista e um grande homem.