14 comentários em “Neil Armstrong (05/08/1930 – 25/08/2012)”
Subscrevo, João. Cresci num mundo onde alguns me garantiam já não haver heróis. Nada mais disparatado: eu sabia que havia heróis e Neil Armstrong sempre foi um dos meus heróis. Num certo sentido, foi O herói. Não havia nem haverá nenhum como ele.
Tu não assististe, claro, João 🙂 Mas eu era miúda e tive autorização para ficar noite dentro à espera da transmissão televisiva (via “eurovisão”) do primeiro ‘landing’ do homem no espaço. Nunca esquecerei. E só me enganei numa coisa:achei, na minha tenra idade com arroubos de intelecto, que a lua estava a um passo e a colonização do planeta era já amanhã…
Também eu, Laura. Estava de férias na Ericeira e lembro-me como se fosse hoje: licença especial para deitar mais tarde, o meu grupo de amigos lá em casa, uma data de adolescentes de boca aberta a ver um homem pisar a lua pela primeira vez. Um acontecimento muito especial que nos fez sonhar mais alto naquela noite.
De facto não assisti – e tenho pena de nunca ter assistido a algo tão marcante. Resta-me esperar que alguém mande uma expedição tripulada a Marte durante o meu tempo 🙂
Com captivante simplicidade, Neil Armstrong admitiu, passado um tempo, que se enganou na célebre frase ao pisar a Lua !! “… That’s one small step for [a] man, one giant leap for mankind …” , ao esquecer-se do [ a ] a frase ficava/ficou pouco correcta, já que man e mankind assim ficavam com o mesmo siginficado…
e tanto ele como Buzz Aldrin, os heróis do momento e de sempre, não esqueceram o outro herói, menos falado, Michael Collins, que no módulo de comando e esperando pelos dois colegas, era o homem mais solitário do Universo, sem contacto com Houston ou o módulo lunar, enquanto passava sobre o lado oculto da Lua. Eu ia a caminho dos 14 anos e não perdi pitada nesta longa noite, no camping de Mone Gordo, no regresso de umas férias em Espanha … estou velho…
Três heróis que arriscaram como ninguém numa missão com milhares de detalhes que poderiam precipitar o desastre, e sem hipóteses de salvamento. Houve mais astronautas a pisar a Lua, mas a primeira expedição será sempre especial. Quem me dera assistir a algo assim!
Penso que se referiu ao meu comentário em que falei de Michael Collins, embora realmente o Buzz Aldrin também era sempre muito esquecido. É como a história do sujeito que atravessou o Atlântico, em solitário, depois do Lindbergh, ninguém sabe quem foi… agora sensibilidade de poeta ai ai que estou a corar …
( já agora e por mera curiosidade, o 2º sobre o Atlântico,solo, foi Bert Hinkler …)
Subscrevo, João. Cresci num mundo onde alguns me garantiam já não haver heróis. Nada mais disparatado: eu sabia que havia heróis e Neil Armstrong sempre foi um dos meus heróis. Num certo sentido, foi O herói. Não havia nem haverá nenhum como ele.
Sem dúvida. A Humanidade hoje ficou um bocadinho mais pobre.
If you believed they put a man on the moon, man on the moon
Grande música.
“I believe that the Good Lord gave us a finite number of heartbeats and I’m damned if I’m going to use up mine running up and down a street.”
(Neil Armstrong)
Ele precisava de muito mais do que uma rua para andar. E teve o que queria. 🙂
Foi o primeiro a ir onde muito poucos chegaram. Se isso não é usar bem as batidas de coração que tinha, não sei o que será.
Tu não assististe, claro, João 🙂 Mas eu era miúda e tive autorização para ficar noite dentro à espera da transmissão televisiva (via “eurovisão”) do primeiro ‘landing’ do homem no espaço. Nunca esquecerei. E só me enganei numa coisa:achei, na minha tenra idade com arroubos de intelecto, que a lua estava a um passo e a colonização do planeta era já amanhã…
Também eu, Laura. Estava de férias na Ericeira e lembro-me como se fosse hoje: licença especial para deitar mais tarde, o meu grupo de amigos lá em casa, uma data de adolescentes de boca aberta a ver um homem pisar a lua pela primeira vez. Um acontecimento muito especial que nos fez sonhar mais alto naquela noite.
De facto não assisti – e tenho pena de nunca ter assistido a algo tão marcante. Resta-me esperar que alguém mande uma expedição tripulada a Marte durante o meu tempo 🙂
Alguma coisa me diz que vais ter sorte, Skywalker. 🙂
Com captivante simplicidade, Neil Armstrong admitiu, passado um tempo, que se enganou na célebre frase ao pisar a Lua !! “… That’s one small step for [a] man, one giant leap for mankind …” , ao esquecer-se do [ a ] a frase ficava/ficou pouco correcta, já que man e mankind assim ficavam com o mesmo siginficado…
e tanto ele como Buzz Aldrin, os heróis do momento e de sempre, não esqueceram o outro herói, menos falado, Michael Collins, que no módulo de comando e esperando pelos dois colegas, era o homem mais solitário do Universo, sem contacto com Houston ou o módulo lunar, enquanto passava sobre o lado oculto da Lua. Eu ia a caminho dos 14 anos e não perdi pitada nesta longa noite, no camping de Mone Gordo, no regresso de umas férias em Espanha … estou velho…
Três heróis que arriscaram como ninguém numa missão com milhares de detalhes que poderiam precipitar o desastre, e sem hipóteses de salvamento. Houve mais astronautas a pisar a Lua, mas a primeira expedição será sempre especial. Quem me dera assistir a algo assim!
Fernado: só uma sensibilidade de poeta realçaria o esquecido Buzz Aldrin… Muito bem! A História é sempre assim: injusta e acidental nas suas glórias.
Penso que se referiu ao meu comentário em que falei de Michael Collins, embora realmente o Buzz Aldrin também era sempre muito esquecido. É como a história do sujeito que atravessou o Atlântico, em solitário, depois do Lindbergh, ninguém sabe quem foi… agora sensibilidade de poeta ai ai que estou a corar …
( já agora e por mera curiosidade, o 2º sobre o Atlântico,solo, foi Bert Hinkler …)