
E ainda dizem que a história não se repete…
“Última hora: o general Otto Von Stülpnagel, comandante da Administração Militar do III Reich na França ocupada, acaba de anunciar referendos em quatro das regiões invadidas.
Objetivo: saber se as populações que não morreram, não fugiram nem estão presas, aí residentes, querem ou não pertencer ao estado ocupante.
Palavras de Stülpnagel:
«Tudo se dará na maior transparência e com todas as garantias. Convidaremos como observadores membros de partidos irmãos, por exemplo o PCUS, com o qual celebrámos um pacto para a paz, há cerca de um ano».
Um comentador nazi independente analisou a proclamação, no seu microblog:
«Esperamos que vença a democracia e que o povo francês queira a partir de agora ser povo alemão, o que fará sem ser coagido e na paz que lhe asseguramos como nação civilizada e progressista».

Não pretendo minimamente desvalorizar a proximidade entre as prácticas nazis e putinistas, mas se as regiões invadidas e em causa neste excerto que aqui trás, fossem a Alsácia e Lorena, importa olhar para o que se passou antes desse episodio.
Aquelas populações quase de geração em geração mudaram de nacionalidade. Tenho um amigo francês que vive aí e se ouvir o apelido dele associa-o certamente a um nome germânico.
Mas esse mundo, e subscrevo o seu postal, é um mundo em que não queremos viver. Queremos um mundo aberto, um mundo em que quem governa está sujeito ao contraditório e em que a vontade de um lunático não é suficiente para empurrar o mundo para uma carnificina. Esse mundo, nazista e putinista, está ultrapassado e tem de ser definitivamente derrotado.
Concordo consigo, Paulo. Em tudo o que diz.
O paralelo é legítimo, faltando-lhe um detalhe que tem a originalidade de nunca ter sido visto.
O ocupante é antigo colonizador – que tendo promovido a ideologia anticolonialista durante décadas – regressa à antiga colónia, expulsa e assassina os autóctones e faz um referendo entre os colonos para que se juntem à mãe-pátria, prometendo-lhes o fim da guerra sob o abrigo do manto nuclear, a bem da reconstituição do império.
O Diabo está nos detalhes, JgMenos.
Curiosamente foi um dos conjurados do atentado de 20 de julho de 1944 contra Hitler.
Acabou por isso por ser condenado por traição e, sentenciado à morte, foi enforcado na prisão de Plötzensee em 30 de agosto de 1944.
Muitos membros do Partido Nazi eram soldados. Cruzar a linha da monstruosidade não colateral colide com o código de conduta de um soldado. É por isso que muito me admira o facto de não haver (ainda) Valkyries no Kremlin
Bem me queria parecer. Este era o Militärbefehlshaber. inrich_von_St%C3%BClpnagel
O conjurado era seu primo.
https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Carl-He
“Acabou por isso por ser condenado por traição e, sentenciado à morte, foi enforcado na prisão de Plötzensee em 30 de agosto de 1944”
Está enganado, deve estar a fazer confusão com Stauffenberg
Ele foi preso pelas autoridades de ocupação após o fim da guerra e extraditado para a França em 1946. No início de fevereiro de 1948, e suissidou-se na prisão de Cherche-Midi, em Paris, antes do início do julgamento.
Leu o nome no link? Já tinha sido desfeita a confusão.
corretíssimo
Nem por isso
Que a terra lhe seja pesada
No novo Estalinegrado que, fatalmente, aí vem, se verá, sem qualquer manto diáfano, quem são os nazis.
A invasão pelo Ocidente vai ganhando forma, Ainda falta a Inglaterra ter a sua guerrinha no Norte de África e a França eleger son petit Pétain.
Tudo montado, então avança-se para a grande farsa. E como acabará ? Os czares tinham o irritante hábito de só pararem em Paris,,, ainda assim chamam nomes ao pobre Estaline , que,porque quis,resolveu parar em Berlim !
Berlim.Coitado.
E o Gengis Khan ? tava tudo combinado com ele….
As melhoras …. não te esqueças … é de 8 em 8 …
Grande Estaline, consta que o tipo era tão mas tão boa pessoa que até pagou colónias de férias para um sem fim de gente na Sibéria onde aliás lhes arranjava trabalho assim como cama, mesa e roupa lavada. Já para não referir que até se deu ao trabalho de enviar o seu exército para parte da Polónia (entre outras paragens) tudo apenas e só para impedir que os alemães lá fossem, isto é, para proteger os pobres polacos mais a leste. Sem dúvida um homem merecedor do prémio Nobel da paz por toda a sua humanidade!
Quanto ao ter parado em Berlim, como queria exatamente que tivesse ido até Paris? Esperava que o exército vermelho tivesse entrado em guerra com os aliados ocidentais? Enfim a maior tragédia desses tempos foi o eclodir da guerra como resultado da ascenção do nazismo e a segunda o facto da URSS ter não só sobrevivido como ainda emergido como super potência. Milhões teriam agradecido a queda da URSS, os tais que foram brindados com colónias de férias até à Sibéria, os cidadãos do leste europeu que acabaram por ficar ultra-miseráveis sob o comando soviético e que só após a entrada na UE começaram a recuperar das grandes maravilhas do regime que o sr Estaline ajudou a construir.
Estalinegrado é onde o invasor começou a recuar. Pode sempre fazer apostas de onde é que os russos vão sofrer uma derrota que mude o curso da guerra.
Quanto aos czares, só pararam em Paris uma vez e aliados a quase toda a Europa, isso depois de verem Moscovo a arder. De resto, só mesmo com alianças é que a Rússia ganha guerras, porque quando se mete sozinha, o resultado é pífio.
Até parece um panfleto informativo, com as observações de consulta de tal maneira minúsculos sem se poder confirmar.
Evidentemente que se trata de uma anedota sobre Otto von Stülpnagel, ele não fez nenhum referendo na França ocupada. O que ele fez foi enviar judeus e não só para as câmaras de gás e obrigar os franceses a trabalhos forçados.
Então os nazis faziam referendos ‘quem quer ser alemão?’. E o convite dos comunistas é mesmo para popularuchar o postal.
Copy/paste. O tamanho da fonte é irrelevante
Pelos vistos uma fonte de anedotas, com coisas sérias.
Um manancial!
Maria Dulce Fernandes, por que não anula o postal que é todo uma anedota/aldrabice pegada?
– Anónimo, Anónimo, quem és tu?
– Ninguém!
Ora aí está!
Tenho uma trisavó nascida em Lisboa mas de pais alemães. Pertencia à burguesia luterana que, na Alemanha do Sul chegaram a ser uma elite. as “gehlerten familien” e ascenderam e misturaram-se com a pequena nobreza. Por puro divertimento, fiz a ligação genealógica entre essa minha trisavó e três dos conspiradores contra Hitler, todos executados: o próprio coronel von Stauffenberg, o tenente-coronel Cäsar von Hofacker e o menos conhecido coronel “Fritz” Jäger. Aliás, dadas a realidade social alemã, estou certo que podia encontrar ligação com os outros 3 executados com von Stauffenberg, o seu ajudante tenente von Haeften, o coronel Mertz von Quirnheim e o tenente-general Friedrich Olbricht bem como, se o pretendese, com quase todos os implicados nessa “Operação Valquíria”.
Do muito que então li, estou certo que a história dessa operação – que tinha sido aprovada por Hitler, evidentemente não com essa finalidade – está ainda hoje muito mal contada.
É muito possível, Francisco
“….estou certo que a história dessa operação – que tinha sido aprovada por Hitler, evidentemente não com essa finalidade – está ainda hoje muito mal contada.”
Mal contada, a operação para matar Hitler ou o referendo aos franceses para serem alemãs?
mas vão ao passado buscar horrores por? não se percebe , têm , por exemplo , o holocausto de idosos , um senicídio às claras , em que a imagem de marca é uma idosa comida viva por formigas , num estado de magreza de fazer inveja a qualquer nazi do passado.
Sem haver paralelo entre a notícia que publiquei e a que a Marina descreve, que nem é concebível em qualquer dos contextos de plebiscito, concordo que o horror da notícia do Lar de Boliqueime excede até o inimaginável.